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22.4.11

PONTE DE ALCÂNTARA



Quem atravessa o rio Tejo em Espanha junto à cidade de Alcântara encontra uma magnífica obra de arte romana mandada construir pelo imperador Trajano por volta do ano 104 , No entanto o nome Alcantara (Al Quantarat) vem da época da ocupação muçulmana pois em árabe quer dizer “ a ponte”. Fazia parte da via romana que ligava Norba (actual Cáceres -Espanha) a Conímbriga em Portugal).
É formada por seis arcos numa distância de 194 metros de comprimento e oito de largura; a parte mais alta mede 57 metros, se não contarmos com o Arco do Triunfo construído a meio , o que lhe acrescenta mais 14 metros na altura.
O arco do triunfo é dedicado ao Imperador Trajano, A inscrição numa placa em mármore diz: "Imp. Caesari. Divi. Nervae. F.Nervae Traiano. Aug. Ger. Dacio. Pontif. Max. Trib. Potest ; VIII Imp. V.Cos V. P.P.". (Ao Imperador Cesar Nerva Trajano Augusto, filho do divino Nerva, Germânico, Dácico, Grande Potífice, Tribuno revestido da Oitava Potência, saudado Imperador pela Quinta vez, Pai da Pátria).
Toda em granito, com as pedras cortadas de modo a encaixarem sem necessidade de argamassa é uma magnífica obra de arte que teve em conta as violentas enchentes do Tejo, o que explica sua altura excepcional. O seu construtor deverá ter sido Caio Júlio Lacer que deixou escrito na pedra uma frase em latim que quer dizer : ponte que durará para sempre. No entanto ,por várias vezes alguns arcos foram destruídos para evitar invasões, tendo sido finalmente restaurado em meados do século XIX.
Numa das entradas há um pequeno templo dedicado ao Imperador Trajano que foi transformado em capela pelos cristãos e hoje é conhecido como Capela de São Julião.
A ponte está situada estrategicamente , pois cruza um profundo canhão escavado pelo rio. Este ponto estratégico foi fortificado pelos romanos daí que na margem esquerda do rio se tenha formado uma praça de armas ainda mais fortificada .

23.1.11

AQUEDUTO DE TRAJANO


Todos os dias aparecem achados arqueológicos de civilizações perdidas há milénios ou de obras arquitectónicas mais recentes que conhecíamos apenas por documentação escrita , mas cuja localização real, no terreno, se havia esquecido. Está incluído neste último caso o aqueduto mandado construir pelo imperador Trajano , considerado na época ( ano 109 dC) uma obra de grande vulto.
A cidade de Roma ,naquela época, consumia já 160 milhões de litros de água por dia, sobretudo em fontes, lagos, banhos e latrinas públicas. Uma parte desse caudal de água ia também directamente para casa dos patrícios ricos que viviam em “vilas”. O resto da população recorria a fontanários públicos espalhados pela cidade. A água era levada á cidade de Roma por canais e aquedutos sendo um destes o de Trajano do qual, como afirmámos, se perdeu o rasto com o crescimento da cidade de Roma no século XVII, pois se foi utilizando a pedra desse aqueduto para construção das casas.
Sabia-se da sua existência por documentos antigos e até havia uma ideia da zona por onde ele passava, hoje uma das grandes avenidas de Roma, mas nada de concreto aparecia que servisse de testemunho.
Ora dois documentalistas britânicos ,Tedy e Michael O’Neill, especialistas da Roma antiga, descobriram (2009-2010) os restos de uma fonte pertencente á cisterna de captação de água para o aqueduto de Trajano.
Esta estrutura, de que também se havia perdido o rasto há séculos , estava debaixo de uma abandonada igreja do século XIII, a 35 km de Roma , perto do lago Bracciano., A fonte estava coberta por uma gruta artificial que acolhia uma capela dedicada á Virgem e que fora remodelada no século XVIII.


A fonte é, sem dúvida , uma estrutura romana pois foi construída com a técnica usada no tempo de Trajano. Possui um labirinto de galerias abobadadas, poços, túneis de captação e o canal que dá início ao aqueduto, tudo isto observável por não ter água.
A fonte é composta por uma sala dedicada ao deus da fonte ou ás ninfas , tendo lateralmente duas cavidades cobertas por arcos e pintadas com um azul egípcio . A base eram arcas de água das quais partia o canal para o aqueduto que fora construído no ano 109 dC, Este aqueduto era um dos onze que abasteciam Roma e a descoberta da sua nascente permite confirmar a estimativa do seu trajecto até à cidade.

21.11.10

TLALTECUHTLI


Há meses, a France Press noticiava: A Tlaltecuhtli, a deusa da Terra, o maior monólito( bloco único de pedra) da cultura asteca e o único colorido, será exibido pela primeira vez em meados de Junho na capital mexicana após ter sido descoberto em 2006, informou o Instituto de Antropologia do México. O monólito, datado de 1502, com um peso de 12 toneladas e um tamanho de 4,19 por 3,62 metros, "é o maior já descoberto" da cultura asteca e "a única peça escultural mexicana que conserva suas cores originais", informou o Instituto em um comunicado.
Esta peça, foi descoberta em Outubro de 2006 quando se realizavam trabalhos de remodelação no centro histórico da Cidade do México, e é maior em tamanho que a Pedra do Sol (ou Calendário Asteca), um dos monólitos mais conhecidos, e maior que a Coyolxauhqui, que representa a deusa da Lua.
Sob um fundo avermelhado, a Tlaltecuhtli representa uma figura feminina de corpo inteiro de cor ocre, com cabelo encaracolado, e da boca sai um jacto de sangue tendo os braços flexionados para cima "em alusão de que é a deusa da Terra e que todas as criaturas voltam para ela.

Este monólito, assim como o Calendário Asteca e a Coyolxauhqui, fazia parte do chamado Templo Maior, que foi o coração da cultura asteca até a chegada dos conquistadores espanhóis . A Deusa está de cócoras para parir , ao mesmo tempo que bebe o seu sangue , devorando o ser que criou, simbolizando o ciclo de vida e morte dos Astecas,
Após anos de escavações minuciosas foi descoberto num poço, junto ao monólito, as mais exóticas oferendas : junto á superfície 21 facas sacrificiais de sílex branco pintado de vermelho ; mais fundo, um fardo envolvido por folhas de piteira que continha um sortido de furadores sacrificiais em osso de jaguar, barras de copal (incenso), plumas e contas de jade.
Mais abaixo, fechados numa caixa de pedra os esqueletos de duas águias reais (símbolo do sol) com os corpos virados para poente.
Até Janeiro de 2010, foram descobertos mais seis níveis com oferendas o último dos quais a 7 metros de profundidade, Esta oferenda era um vaso cerâmico com 310 contas verdes, brincos e estatuetas.
No fundo da caixa de pedra que atrás referimos um cão ou lobo fêmea trazia um colar de jade ao pescoço,um cinto de búzios e brincos de trurqueza. As jóias indiciam que seria um animal de estimação real com a tarefa de guiar e proteger o amo durante a odisseia das trevas.
Quem seria este amo ? A questão é que nunca foram descobertos restos mortais de nenhum imperador asteca , havendo registos históricos afirmando que três soberanos astecas foram cremados e as suas cinzas enterradas na base do Templo Maior . Outros indícios do monólito apontam a data de 1502 ano em que Ahuitzotl, o mais temido governante do império foi a enterrar e o seu túmulo deve estar muito perto do local onde o monólito foi descoberto.
O que se sabe de Ahuitzotl é o seguinte: funcionário militar de alta patente subiu ao trono em 1486, depois do seu irmão Tizoc perder o controlo do império e morrer. Reinou 16 anos e os seus exércitos ocuparam grandes extensões de terra costeira até à actual Guatemala.
Os trabalhos arqueológicos que estão a ser desenvolvidos são difíceis e morosos pois é necessário contornar redes de esgotos e metropolitano, evitar fios telefónicos e de fibra óptica , bem como cabos de electricidade. A equipa do arqueólogo Leonardo Lopez acredita que, mais tarde ou mais cedo, encontrará o túmulo de Ahuitzotl.
Sobre este assunto aconselhamos uma leitura atenta da revista NATIONAL GEOGRAPHIC de Novembro de 2010.

27.4.10

VILLA ROMANA (Rio Maior)


Que Portugal teve larga ocupação romana é um facto conhecido ; que os melhores , maiores e bem estudados vestígios desse nosso passado romano se encontram em Conímbriga, também é do senso comum embora, nas últimas décadas, tenham aparecido estações arqueológicas romanas noutros locais do país como é o caso da Villa romana de Rio Maior.
Foram as referências existentes num livro de Francisco Pereira de Sousa sobre a história da cidade de Rio Maior que despoletou tudo. Nesse livro relatava que , no séc. XIX, um agricultor ao lavrar o seu campo, puxara para fora da terra dois fustes de coluna em mármore, um deles com cerca de 4 metros de comprido, e ainda fragmentos de mosaico romano. Em 1983, os Serviços de Arqueologia da Câmara procederam a uma prospecção de campo na zona citada no livro, para confirmar a possibilidade de uma estação arqueológica que merecesse ser estudada.
A partir de 1991, começa a surgir na zona estudada uma pressão urbanística aliada à necessidade de expansão do cemitério da cidade e, por tal motivo, os Serviços de arqueologia da Câmara Municipal procederam a novas sondagens arqueológicas nos anos de 1992 e 1993,de modo a avaliar a extensão e grau de conservação dos vestígios romanos escondidos no subsolo. Com estes trabalhos de sondagem ficaram a descoberto uma grande quantidade de mosaicos e várias outras peças arqueológicas, indicadores bastante seguros de que se estava perante uma Vila Romana muito importante.
Só em 1995, no entanto, se reuniram condições para o início das escavações em toda a área, sob a coordenação do Dr. José Beleza Moreira .
A vila (villa) era uma herdade, com campos cultivados, pastagens, mata, etc. e uma parte edificada que servia de apoio e de residência. Esta residência compunha-se da habitação do proprietário, dos alojamentos para os criados e ainda da adega e lagares, celeiro, estábulos , palheiro, bem como outras áreas telhadas . A produção desta quinta era certamente vendida para as cidades romanas vizinhas, como Eburobritium ( Óbidos), Collipo ( Leiria) e Scallabis (Santarém)
O poder económico e elevado estatuto social do proprietário desta vila reflecte-se no requinte e luxo da decoração da habitação, em especial no tratamento do próprio soalho. A presença de grande número de salas pavimentadas com mosaico , associado à estatuária e outros produtos de luxo, é disso uma evidência segura.
A vila fora construída junto ao rio Maior e dominaria todo o vale e terrenos férteis onde hoje está a cidade de Rio Maior. Deverá datar do século I e a inexistência de paredes nesta jazida arqueológica deve-se ao facto de, pelo menos desde o séc. XII, o local ter servido de fornecedor de materiais de construção (pedra, cantarias, etc. ) retiradas das paredes que se encontravam à superfície do solo.
Segundo o site disponibilizado pela Câmara Municipal de Rio Maior, que transcrevemos com a devida vénia, até ao momento o espólio recolhido no decurso das escavações é essencialmente composto por peças indicadoras do grande luxo e riqueza dos proprietários desta Villa. São inúmeros os fragmentos de placas em calcário comum e cristalino, de mármore dos mais variados tipos e cores, usados na ornamentação dos rodapés e outras partes arquitectónicas do imóvel. Alguns destas peças são frisos profusamente decorados com gravações a baixo-relevo. As colunas (bases, fustes e capiteis) também eram feitas com estes tipos de rocha.
Outro elemento constante em todas as salas e corredores postos a descoberto pelas escavações, são os fragmentos de estuque pintado que fariam parte da decoração parietal da Villa.
O chão de todas as dependências e áreas de circulação, até ao momento descobertas, são pavimentados com mosaico. Este é de estilo geométrico associado a alguns motivos vegetalistas e fitomórficos estilizados, com uma extraordinária gama cromática.
Existe, também, um grande número de tesselas de pasta de vidro com uma rica e vasta gama de cores, que deveriam ter sido usadas em composições ornamentais de paredes ou nichos.
Temos ainda vários objectos de luxo, como contas de vidro pertencentes a colares ou brincos (?), fragmentos de terra sigillata, (cerâmica importada que constituía o serviço “chique” da época), na sua maioria de produção norte-africana, fragmentos de vários objectos de vidro (copos, taças, jarros, unguentários, etc.), duas patas de felino, aladas, em bronze, que fariam parte da base de um objecto ainda não determinado (mesa, baú, suporte?), uma asa de um jarro de bronze e algumas moedas.
Outro elemento indicativo do elevado poder económico deste patrício romano observa-se na presença de várias peças de estatuária. Até ao momento foram descobertos fragmentos de, pelo menos, cinco estátuas, uma delas de escala natural, e ainda uma peça quase intacta (faltam muito poucos fragmentos), a Ninfa fontanária de Rio Maior.
Também foram encontrados fragmentos de objectos comuns, como fundos de ânforas, fragmentos de grandes potes de armazenamento , pesos de tear, cerâmica de uso comum (tachos, panelas, vasos, etc.).
Aconselhamos uma visita a esta estação arqueológica, tendo o cuidado de, com antecedência, contactar a Câmara Municipal para a sua viabilidade.

4.2.10

TÚMULO DE PACAL

Inúmeras vezes o arqueólogo Alberto Ruz subiu a escadaria do templo da Inscrições de Palenque , sem suspeitar que no interior do compacto monumento se ocultava uma cripta cujo conteúdo iria mudar o rumo das investigações sobre os antigos Maias. Corria o ano de 1949 e Alberto Ruz olhava, uma vez mais, os hieróglifos das paredes do santuário quando a sua atenção se deteve numa das lajes do chão. Estas pareciam ter uma dupla fiada de perfurações em todo o seu comprimento, perfurações estas tapadas com tampões de pedra, formando círculos. Para que serviam as perfurações ninguém o sabia . O solo da sala central do templo apresentava um grande afundamento ao lado da laje perfurada, mas pensava-se ser ele devido a uma tentativa de saque. Ruz observou que essa cavidade tinha o fundo tamponado com pedras e lajes ligadas com massa de cal. Trabalhos a partir desse buraco e depois da laje perfurada, permitiram encontrar uma longa escadaria que descia pelo interior da pirâmide. Os construtores dessa passagem abobadada tinham-na atulhado com toneladas de escombros, de tal forma que os arqueólogos levaram anos para a limpar. Ao fim de 20 metros de escadaria alcançava-se um recanto onde estavam os restos de vários indivíduos espalhados pelo chão e cobertos por cinábrio e cal viva. Na parede ,uma enorme laje triangular basculava sobre si mesma dando entrada para uma câmara de paredes decoradas; no centro da sala uma enorme arca de pedra cuja tampa era decorada com baixos relevos.(ver foto seguinte)

Levantada esta tampa, com o auxílio de macacos hidráulicos, surgiu um sarcófago de pedra com a forma de útero e ,no seu interior, um cadáver coberto de cinábrio e jóias de jade. No mausoléu havia cerâmicas , contas ,colares, braceletes, peitorais, brincos e uma bela máscara de jade. Após vários estudos , descobriu-se que se tratava da tumba do rei Kinich Janaabe Pacal I, nascido no ano 603 e que reinara entre 615 e 683.


Palenque fica situada no México e foi uma das metrópoles da civilização Maia. A cidade era formada por cerca de 700 edificações. Pacal I, durante o seu reinado, iniciou um programa de construção que originou uma das mais finas artes e arquitecturas da civilização Maia. Os estudiosos das construções maias procuraram, durante anos , a unidade de medida usada pelos construtores ,fosse em metros, pés ou polegadas. Chegaram a uma estranha conclusão : os engenheiros de Pacal utilizaram uma corda para fazer quatro círculos entrecruzados que formariam os cantos de um quadrado. As cordas também foram utilizadas para traçar uma diagonal e um arco. Repetindo o processo projectaram todas as edificações pois se baseavam na Geometria Sagrada que copia as formas da natureza, como as flores. Pacal fez questão que os símbolos sagrados fossem enterrados com ele ; dentro do seu túmulo foi encontrado em uma mão uma esfera de jade, e na outra um cubo de jade que são as formas geométricas chave que inspiraram e possibilitaram a construção da cidade que acabou por ser abandonada após a sua morte.

Quanto à tampa do sarcófago há quem veja nela representado um indivíduo a pilotar uma nave espacial, com capacete e até respirador . Há ainda quem veja as chamas do foguetãoSerá que este povo voava? Já nada é de espantar!

22.12.09

AEMINIUM

Aeminium é o nome romano de um povoado situado na colina sobranceira ao rio Mondego na sua margem direita, vinte quilómetros a norte de uma vila romana designada por Conímbriga. Com o passar dos séculos e talvez por influência do nome Conimbriga , Aeminium acabou por ser Conimbria e depois Coimbra.. Da ocupação romana de Aeminium já pouco resta, a não ser parte de um aqueduto e um grande criptopórtico do século I antes de Cristo, situado sob o que é hoje o Museu Machado de Castro, na zona alta da cidade. Um criptopórtico é uma galeria abobadada subterrânea, cujos arcos serviam para sustentar uma estrutura à superfície que, neste caso, era o fórum de Aemínium , praça pública e lugar de reunião dos diferentes habitantes da urbe. A construção do criptopórtico deveu-se ao facto de, naquele local, o declive do terreno ser muito grande e, por esta forma , se conseguir uma extensa área plana para um edifício grande e respectiva praça. A referida estrutura tem dois pisos, formados por grandes celas e galerias, sendo o piso superior de maior área. Pensa-se que durante a ocupação romana e árabe terá servido como armazem de víveres dado as celas serem lugares frescos e escuros que permitiam a conservação de alimentos. Durante a idade média o fórum foi transformado em palácio episcopal e as galerias do criptopórtico entulhadas com materiais de outros edifícios, possivelmente islâmicos ou romanos . No século XX, o paço episcopal foi transformado no Museu Machado de Castro , as galerias romanas desentulhadas e todo o material e espaço estudados. Durante os trabalhos de escavação , na zona anexa ao antigo fórum, foram descobertas redes de água e de esgotos construídas pelos romanos . A grande conduta de água ligava-se ao aqueduto que vinha de Celas e que hoje é conhecido como Arcos do Jardim.

(aqueduto ou arcos do jardim ,isto é, do Jardim Botânico ali ao lado)

O esgoto romano encontrado funcionava ainda como vazadouro de águas sujas a habitações circundantes dos séculos XIX e XX, isto a quando do início dos trabalhos de arqueologia. Foi ainda descoberta uma fonte monumental que estaria implantada na fachada do fórum , bem como alguns bustos. Outros raros vestígios de Aeminium estarão na Igreja de S.João de Almedina e na zona da porta com o mesmo nome , bem como nas caves da Livraria Almedina a ela colada. Lamentamos não ter encontrado qualquer documento público sobre os trabalhos de recuperação do criptopórtico já que tendo eles demorado mais de uma dezena de anos, certamente terão trazido á luz objectos de grande interesse histórico que aqui poderíamos citar. (foto mostrando as galerias e celas do criptopórtico )

8.11.09

ESTRADAS ROMANAS

Por certo já muitos terão ouvido dizer que quem tem boca vai a Roma ou todos os caminhos vão dar a Roma, querendo isto significar que pelas estradas se vai onde se deseja , basta ir perguntando ou estar atento às indicações das placas sinalizadoras. No entanto, a referência à cidade de Roma é devida ao facto dos Romanos terem construído ,por toda a velha Europa, estradas ligando a capital do seu império às cidades mais remotas ,isto 300 anos antes de Cristo. O complexo sistema viário por eles criado tinha mais de 90.000 Kms e permitia ligar, por exemplo, o norte da Escócia com o norte de África ou Scallabis (Santarém) com cidades do mar Negro, na Ásia. A primeira estrada romana a ser construída foi a célebre VIA APPIA ,no ano 312 antes de Cristo que ligava Roma a Brindes, perto de Pompeia. Se é certo que antes do Império Romano Negritojá existiam rotas, caminhos e trilhos pela Europa e Ásia , foram os romanos que os organizaram como rede viária coerente , interligando itinerários principais com secundários ,aperfeiçoando a sua construção e sinalização. No início ,o sistema foi desenhado com fins políticos e militares para manter um controlo sobre as zonas conquistadas. Legionários, funcionários, comerciantes ou populações locais usavam estas vias, normalmente empedradas que vertebravam todo o Império Romano, já que este necessitava de todo o tipo de matéria prima e produtos já elaborados. A construção das estradas era supervisionada por um director ( curator viarium ) que delegava no architectus (arquitecto) a sua execução. Este, por sua vez ,tinha sob as suas ordens um agrimensor e um nivelador (actuais topógrafos) cuja função era traçar estradas o mais planas e rectilíneas possível. Em tempo de paz eram os legionários que as iam construindo, pois os salários pagos não eram assim considerados um desperdício, daí que as Legiões tivessem os seus próprios agrimensores e niveladores. Em tempo de guerra eram usados escravos, presos de delitos comuns, criminosos e prisioneiros de guerra. Normalmente calcetadas( glareae stratae ), possuíam escoamento de águas pluviais e marcos miliários para marcar a distância percorrida de 1.000 passos (1.478 metros). Estes marcos podiam conter o nome e títulos do imperador que havia autorizado a construção, a data do início da construção ou o nome dos construtores (evergetas), ou ainda outras informações consideradas importantes . Eram de forma e tamanho variáveis ,normalente cilíndricos, como se vê na foto seguinte. Por vezes havia marcos mais pequenos indicando a meia milha.


As estradas tinham largura variável consoante o trânsito local, algumas chegando aos seis metros ,e eram desenhadas por forma a evitar zonas inundáveis , possuíndo pontes de pedra para atravessar os cursos de água, ou pontes de madeira em zonas onde a pedra era difícil de obter.Tentaremos agora dar uma ideia de como eram construídas estas estradas: depois da terraplanagem ,era aberto um cabouco profundo onde se colocava uma camada de pedras graúdas com a espessura de 30 a 60 cms, conhecida como statumem, sendo esta a parte mais importante da obra, pois sobre ela se faria a futura via. Sobre o statumem era colocada areia e gravilha (20 cms) camada conhecida como rudus e por cima desta outra de igual espessura constituída por pedra triturada misturada com cal , designada de nucleus.Finalmente todo este conjunto estrutural era coberto por lages talhadas e ajustadas, por forma a obter um pavimento uniformemente liso .




O pavimento ligeiramente abaulado. mais alto ao centro, permitia a drenagem da água das chuvas para as valetas.Para além da zona empedrada da estrada, era limpa de vegetação uma faixa de terreno com dois a três metros, em declive e com drenagem que constituía a zona de segurança e estabilidade da obra. Tal como hoje há marcas pintadas nos pavimentos ,ou passeios para peões, assinalando o limite lateral da via,naqueles tempos usavam-se os crepidines, muretes laterais com 45 cms de altura e 60 de largura.(A primeira figura ainda mostra restos deste murete). Ao longo das estradas principais encontravam-se locais de descanso para os soldados e viajantes, bebedouros para os animais que puxavam os carros , isto é, as modernas áreas de serviço das nossas estradas. Pelas estradas circulavam, por vezes, mensageiros rápidos do imperador usando um selo próprio para não serem detidos pela guarda das torres de vigilância que, em sítios estratégicos ,controlava o fluxo de passageiros e mercadorias. A figura seguinte mostra a ponte Trajano onde se pode ver um marco miliário.Esta ponte foi construída entre os séculos I e II depois de Cristo e ia dar entrada em Aquae Flaviae (Chaves)


Também em Ponte de Lima, sobre o rio do mesmo nome , está outra datada do século I, mas posteriormente modificda em 1370, pelo que é difícil ver o que foi construído pelos romanos.(foto seguinte)





Terminaremos mostrando uma réplica de um carro de transporte de mercadoria e passageiros da época romana.

5.11.09

Mosteiro de Coz


O mosteiro de Santa Maria de Cós (ou Coz), desconhecido da maioria da população portuguesa ,situa-se no concelho de Alcobaça, em zona campesina ou não fora ele, de início, uma granja do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.Difícil de visualizar, situa-se a 4 kms de Maiorga, na estrada para o Juncal , passando-se por ele despercebidamente dada a sua simplicidade e semi abandono. Restaurado há pouco tempo no que concerne á igreja , encontra-se fechado, sem qualquer guia oficial ou oficioso (ano de 2009) , restando a boa vontade de uma familiar do pároco local para abrir a porta , fora das horas de culto.

Considerando o que citámos , resolvemos dar o nosso humilde contributo divulgando a sua riqueza de talha e azulejo. De origem muito antiga (1279), foi fundado por D. Fernando , abade de Alcobaça, servindo inicialmente para acolher as viúvas que optassem por se dedicar á vida religiosa. O que hoje é visitável data do século XVI e deveu-se ao abade comendatário de Alcobaça, D.Afonso, filho do rei D. Manuel I e destinava-se a albergar uma comunidade feminina da ordem de Cister.

O que hoje resta é a igreja,a sacristia ,e o que ficou de dois pisos dos grandes dormitórios( ver foto acima) estes com janelas esventradas a que foram arrancadas as cantarias para utilização em moradias , já que a parte do antigo convento tinha sido vendida a particulares. O interior da igreja revela as reconstruções dos séculos XVII e XVIII mantendo, do século XVI, um portal manuelino que dava entrada ,a nascente, para o coro. Os altares são de rica talha dourada como podemos apreciar na foto seguinte.


A nave da igreja foi dividida em duas zonas : a zona entre o altar mor e o coro destinada aos leigos e a zona do coro para as religiosas. Estas duas zonas estão separadas por um gradeamento em madeira, actualmente restaurado e de que apresentamos um pormenor.(foto seguinte) Através desse gradeamento vemos o cadeiral e os azulejos que cobrem as paredes do coro.O cadeiral teria originalmente 106 assentos , o que mostra o número de freiras e daí poder ter-se uma ideia do número de celas e tamanho dos dormitórios bem como do resto das instalações ,hoje desaparecidas.



O tecto da nave é formado por 80 caixotões de madeira com pinturas , também restauradas mas mantendo a cor envelhecida. Por este tecto e azulejos vale a pena procurar esta maravilha do século XVII.


Interessantes também os azulejos da sacristia, anexo relativamento baixo em relação á nave da igreja, mas de valor incalculável por serem do século XVII.Por falha da nossa máquina fotográfica não os podemos fixar em pormenor pelo que recorremos , com a devida vénia, a uma foto de um blog designado Fleming de Oliveira.

(vista parcial da sacristia,com o lavatório e porta de acesso ao interior da igreja).

Terminamos este apontamento com uma pergunta : que anda a fazer o pelouro da cultura da câmara de Alcobaça que não permite estar aberto, fora da hora de culto,este tesouro arquitectónico sempre com a desculpa de falta de verba? Se tanto foi gasto num longo restauro profissional, por que manter esta joia escondida de turistas que " dão com o nariz na porta" por não saberem a quem se dirigir para fazer uma visita?

1.11.09

LUTÉCIA


Lutécia foi nome romano de um pequeno povoado piscatório situado numa ilha do rio , a que hoje chamamos Sena, e que evoluiu até dar a grande cidade de Paris. Parece que o nome deriva do facto da ilha sofrer frequentemente com as cheias do rio e ficar coberta de lama .(lutum= lama) Rigord , um monge da abadia de Saint-Denis, na sua obra Gesta Philippi Augusti, escrita em finais do século XII, afirmava que vinte e três mil troianos sob as ordens do duque Ybor tomaram a cidade de Sycambria , nas margens do Danúbio, em 895 a.C. . Esse exército atravessara o que é hoje a Alemanha e fixara-se em Lutécia , onde Ybor e os seus seguidores tomaram para si o nome de parisienses em homenagem ao lendário Páris. Há outras versões para a origem do nome como aquela que refere ter sido Pharamond ou Faramund , o legendário primeiro rei dos Francos, que baptizou o local de Lutécia Páris.

Qualquer que seja a verdade, Lutécia ou a futura Paris sempre estiveram ligadas ao rio que um dia se viria a chamar Sena. As suas águas escuras , correndo lentamente pela planície foram formando meandros , mudando muitas vezes de traçado e criando no seu leito ilhotas de natureza aluvionar.Algumas delas desapareceram ou uniram-se consoante o capricho da erosão e sedimentação fluviais , como é o caso da île de la cité , que é considerada o berço de Paris. Se Lutécia começou por ser um pequeno povoado, cresceu com a ocupação romana para a margem esquerda do rio com largas ruas esquadriadas e belas habitações , templos e palácios.



Algumas ruas da Paris de hoje resultam do traçado de ruas romanas; é o caso da rua de Saint-Jacques a antiga cardo maximus , o mesmo acontecendo com o Boulevard Saint-Michel e rua Vallet. Pensa-se que onde é hoje o nº 172 da rua de Saint.Jacques terá sido o ponto zero da cidade romana , isto é, o epicentro da construção pelos romanos. O maior dos edifícios públicos , o Forum, situava-se não muito longe do actual Panteão. Como a romanização de um local não descurava o uso de banhos termais , Lutécia dispunha de três balneários sendo o maior na actual zona de Cluny. A água corria a jorros nas fontes, balneários e latrinas dado que a cidade era abastecida de água potável através de um longo aqueduto alimentado por três nascentes localizadas nos vales de Chilly, Wissoas e Rungis. Junto da rua Monge está o que resta do anfiteatro romano. Pela foto que se segue nota-se que as bancadas desapareceram para dar lugar á rua e a pedra utilizada na construção das casas.



Lutécia romana desapareceu há muito pois o seu enorme desenvolvimento,conquistas e reconquistas ao logo dos séculos , fizeram com que os materiais das casas romanas dessem origem a outro tipo de edificação urbana , perdendo-se grande parte do legado histórico. Mesmo assim, no museu Carnavalet, que é municipal, é apresentada a história da cidade de Paris desde a pré-história até aos nossos dias , pelo que deve ser visitado numa próxima visita á cidade luz.






7.10.09

CIDADES MEDIEVAIS

Se tivéssemos a possibilidade de assistir ao nascimento e crescimento de uma cidade medieval veríamos o seguinte: um grupo de pessoas que se fixa num local e cria um pequeno casario para, pouco depois ,instalar uma pequena igreja na zona central. À medida que a população cresce, o número de casas aumenta, e em torno do núcleo original começam a instalar-se mercadores e artesãos que se agrupam de acordo com a sua religião, proveniência ou profissão ( ferreiros ,carniceiros, curtidores, oleiros,arneiros, alfaiates,etc) Junto a estes bairros surge o largo do mercado e, a partir do século XIII, os conventos e suas igrejas. Se uma igreja se transforma em catedral, temos uma cidade e o incremento rápido de outras construções como sejam: a casa do bispo, a residência de religiosos, o hospital, as escolas,os fontanários . o pelourinho e a forca ,e um espaço aberto para celebrações. Na época medieval cidades e vilas não se distinguiam pelo tamanho,apenas pela existência de catedral. As cidades tinham catedral e eram, por isso, sede de bispado. Cada bispo administrava uma província sentado numa cadeira ou cátedra e a igreja onde estava essa cadeira denominava-se catedral. Era uma organização territorial que vinha dos tempos da ocupação romana. No século IV, quando surgem as invasões bárbaras , as pessoas deixam os grandes aglomerados populacionais e instalam-se em pequenos núcleos campesinos. No entanto as sedes de bispado mantiveram-se habitadas e rodearam-se de fortes muralhas para resistir aos ataques inimigos.À medida que o tempo passava o reduzido espaço dentro das muralhas levava a que as casas se aproximassem umas das outras , as ruas se estreitassem e as pedras dos edifícios antigos fossem usadas na elevação das muralhas. A estrutura romana de ruas largas e cruzando-se em ângulo recto dera origem, por falta de espaço, á estrutura medieval que tentaremos descrever a seguir. A cidade medieval cheirava a fumo de lenha, a carne e peixe. a pão e guisados, a vinho, a dejectos, tintas e curtumes, a serradura e ervas aromáticas. As ruas, de terra e lama, tinham as casas tão próximas com os andares superiores mais largos que, em alguns locais , mal entrava o sol. A maior parte do ruído provinha da zona do mercado com os gritos dos comerciantes , a conversa das pessoas , o alvoroço de patos e galinhas e o mugir do gado. Este tipo de cidade manteve-se nos séculos XI e XII crescendo sempre em torno da catedral românica.



A partir do século seguinte tomam peso na sociedade os artesãos e os comerciantes , formando-se novos agregados populacionais fora das muralhas e com eles a construção de novas catedrais. Estas agora crescem em altura e enchem-se de luz e cor através de grandes janelas e espectaculares vitrais . Estas catedrais góticas continuam a ser o centro da cidade e a competir com os palácios e edifícios públicos.


Já que estamos a falar de catedrais góticas , algumas demorando três séculos a construir, elas nem sempre foram lugares de paz e silêncio. Durante o dia eram animadas por gentes que ali pernoitavam, pelos que a atravessavam para encurtar o caminho, ou pelos que dentro das suas paredes comerciavam de tudo .As paredes laterais estavam ocupadas por capelas que eram espaços privados e fechados, de gente rica que ali queria ser sepultada.Também nas naves laterais se instalavam escolas . O que ficava exclusivamente para o culto era o altar e o coro ,com o espaço que os unia, cor respondendo ao cruzeiro, fechado por paredes . Nos espaços abertos das naves podia-se circular livremente , normalmente não cumprindo as normas que o cabido tentava impor. Numa dessas normas que chegaram até aos nossos dias , constava a proibição de realizar representações teatrais cómicas ou contendo frases de duplo sentido, canções lascivas ,etc, pois a casa de Deus fora feita para orar e não para escarnecer. Ricos e pobres ,autoridades locais , nobres e reis , participavam na construção das catedrais , uns com mão de obra ,outros com dádivas. Quase sempre os mecenas desejavam ser recordados e ,por isso, faziam-se representar nos vitrais, nos afrescos , nos relevos e , como já referimos, nas capelas funerárias com estátuas jacentes. Algumas cidades medievais chegaram aos nossos dias quase intactas e são hoje lugares turísticos com vida própria.

24.9.09

LISBOA arqueológica

Que Lisboa é uma cidade muito antiga todos o afirmam; mas muito poucos saberão que, por baixo das ruas e prédios da baixa pombalina, estão vestígios arqueológicos das sucessivas ocupações da cidade por cartagineses , romanos , mouros e portugueses do período anterior ao terramoto de1775.

Os diferentes cataclismos como os incêndios, invasões , maremotos, terramotos e também inundações que, ciclicamente, se abateram sobre a cidade e a posterior acção humana de reconstrução e adaptação do que ficou, deixaram um registo pouco claro, direi mesmo confuso ,dessa ocupação. Esses achados encontram-se na zona do Carmo e também na Baixa Pombalina , podendo ser visitados graças a mecenas como é o caso do Banco Comercial Português. Nas caves da sede deste Banco ( no nº 9 da rua dos Correeiros) existe um núcleo arqueológico que vai desde o ano 700 antes de Cristo até ao terramoto de 1775, passando pelos períodos romano e islâmico . Logo à entrada,um pavimento em vidro,sustentado por estrutura metálica, deixa ver as grandes lages de calcário do que foi uma via romana que se dirigia para o rio e para a zona de salga de peixe. Numa sala, diversas montras guardam ânforas, cântaros,taças, potes, pratos ,tigelas , escudelas, frigideiras ,bilhas ,panelas , púcaros e moedas dos períodos atrás citados.

Mais além, outro piso de vidro permite observar restos de muros anteriores ao terramoto de 1755 que foram postos a descoberto pelas escavações arqueológicas patrocinadas pelo BCP. Descendo para as caves , podem observar-se as bases rectangulares de pedra e argila das casas fenícias , com o local onde acendiam o fogo para cozinhar limitado por seixos rolados . Ao lado destas casas surgem vestígios romanos , numa mistura de solos e épocas causada pelos cataclismos e reconstruções já referidos. Estes vestígios romanos são cetárias ,isto é, tanques de salga de peixe que foram construídos sobre as estruturas fenícias , mais antigas. Noutra sala alinham-se cinco tanques de salga e onde se observam vasos romanos que serviam para preparar iguarias à base de peixe moído, marisco, sal e ervas aromáticas. A zona de salga deveria ser muito grande pois se estende até à actual Rua Augusta . Como se tudo isto não fosse já um riquíssimo espólio arqueológico, podemos ainda observar um conjunto de três piscinas romanas para os banhos quentes,frios e tépidos.As piscinas dão para um átrio central onde é visível um grande mosaico de figuras geométricas, possivelmente do sec.III da nossa era. Por cima deste mosaico assentam silos árabes e um forno de ferro do período reconstrução pombalina, esta amálgama resultante das sucessivas reconstruções. Deixando as caves do BCP , podemos encontrar mais cetárias romanas na Casa Napoleão ( nº 70 da rua dos Fanqueiros) e na célebre Casa dos Bicos Nesta última podemos ainda ver partes da muralha mourisca da cidade e um pavimento árabe de tijoleira em espinha. Também na rua da Prata , com entrada por um alçapão entre os carris do carro eléctrico, se pode visitar, uma vez por ano,devido ás dificuldades de acesso, galerias do período romano e cuja função é ainda hoje discutida pelos especialistas . Deste último caso mostramos as fotos seguintes.






Esta curta resenha mostra-nos uma Lisboa ainda desconhecida para a maioria dos Lisboetas e de certeza haverá muito mais a desvendar noutros pontos da cidade de Ulisses.

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