11.4.11
ANTIMATÉRIA
1.1.11
MÁQUINA QUÂNTICA

A realização de um aparelho quântico, por uma equipa de físicos da Universidade da Califórnia, foi revelada em Março, na revista britânica Nature ,mas só agora foi conhecida pelo comum dos mortais.
Até 2010, todos as máquinas fabricadas pelo homem seguiam as leis da mecânica clássica, mas Andrew Cleland e John Martinis obtiveram um efeito quântico num pedaço de metal suficientemente grosso para ser observado a olho nu, logo fugindo à física clássica . Com a ajuda de um micro circuito eléctrico supercondutor conseguiram que o pedaço de metal vibrasse pouco e, simultaneamente, vibrasse muito ,o que só é possível pelas leis da mecânica quântica , isto é, no mundo do infinitamente pequeno .Embora os físicos não tenham conseguido ter o objecto em dois sítios diferentes ao mesmo tempo, o que seria a lei quântica total , o feito é extraordinário.
Para que se compreenda melhor o valor da experiência ,lembramos de novo que ,até agora, todos os objectos construídos pelo homem se regem pelas leis da mecânica clássica. Ora o grupo de cientistas atrás referido, ao criar um dispositivo visível a olho nu que se move segundo as leis comportamentais das coisas infinitamente pequenas, como moléculas, átomos e partículas sub-atómicas, deu um salto enorme para um mundo que se considerava ficção.
O Site Inovação Tecnológica anunciou o feito, na reportagem Mecânica quântica aplica-se ao movimento de objectos macroscópicos, destacando então que se tratava de uma experiência histórica. A máquina quântica tem uma aparência muito simples: uma pequena haste metálica, semelhante à extremidade de um estilete, fixada de modo a vibrar no interior de um sulco escavado num material semicondutor, considerado tecnicamente como um ressoador mecânico. Os cientistas resfriaram-no até que ele atingisse o estado fundamental de energia, isto é, o estado de menor energia permitida pelas leis da mecânica quântica .
De seguida, injectaram na máquina um único quanta de energia, um fonão, a menor unidade física de vibração mecânica, provocando-lhe o menor grau de excitação possível.
Verificaram então aquilo que era previsto pela mecânica quântica: a máquina vibrava muito e vibrava pouco, ao mesmo tempo, provando que os princípios da mecânica quântica podem ser aplicados ao movimento de objectos macroscópicos, tal como o são às partículas atómicas e sub atómicas. Tudo aconteceu à temperatura de apenas 25 milikelvins e o seu efeito durou apenas alguns nanossegundos, já que ele é afectado pelas mais ínfimas influências do mundo macroscópico ao seu redor.
Tal controlo sobre o movimento deste dispositivo, cuja fita metálica media 60 micrómetros,logo visível a olho nu, deverá permitir aos cientistas manipularem esses movimentos minúsculos, de forma parecida com o que eles fazem hoje ao manipular as correntes eléctricas e as partículas de luz.
A experiência abrirá o caminho para que se discutam as fronteiras da mecânica quântica e da mecânica clássica e até mesmo o nosso próprio sentido do que é a realidade.
Se a mecânica quântica permite que uma partícula atómica esteja em dois lugares ao mesmo tempo, por que não admitir que algo grande , formado por moléculas, não poderia conseguir o mesmo feito ? Por que não pensar que esse algo grande poderia ser um homem ? Teríamos então o teletransporte da série televisiva Guerra das Estrelas.
Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida (GOETHE)
15.9.10
FALANDO DE GRAVIDADE

Vejamos a questão : A Teoria Universal da Gravidade publicada em 1687, por Isac Newton, dizia que qualquer corpo material é um centro de gravidade que submete os outros corpos a uma força para ele dirigida . A intensidade desta força era definida pela massa do corpo e pela distância entre eles , como referi de início. Tudo bem, mas muitas questões se levantaram desde o tempo de Newton e a principal é não se saber qual o suporte físico que permite a essa força ir de um corpo a outro, nem como ela actua instantaneamente qualquer que seja a distância entre os corpos . As dificuldades levantadas pela teoria de Newton pareceram ficar resolvidas por Einstein, em 1916 , quando afirmou que toda e qualquer matéria deforma a malha espaço-tempo, um pouco à maneira de um peso que afunda um pano sobre o qual é colocado. A força da gravidade confundir-se-ia com a deformação espaço-tempo que obriga os corpos que o atravessam, a uma modificação na sua trajectória .
Pois é, mas os físicos rapidamente se deram conta que esta nova teoria não era compatível com a mecânica quântica já que a teoria da relatividade geral de Einstein não é aplicável ao que se passa com fenómenos de gravidade no mundo do infinitamente pequeno, isto é, no mundo quântico.
Em 1980 surgiu a teoria das cordas que permitia integrar a teoria da relatividade com a mecânica quântica . A teoria das cordas postula que as partículas transportadoras da força da gravidade resultam de vibrações de minúsculas cordas num espaço-tempo particularmente deformado. Seria por troca destas partículas que os corpos se atraíam mutuamente. De acordo com a teoria das cordas, os componentes elementares do universo não são partículas em forma de ponto, mas sim mínimos filamentos unidimensionais que vibram sem cessar.
Estas cordas seriam agentes ultramicroscópicos que formam as partículas que, por sua vez, compõem os átomos. Estes agentes (cordas) são tão pequenas — elas têm em média o comprimento da distância de Planck ( cem biliões de biliões de vezes menor que o núcleo de um átomo)— que parecem ser pontos, mesmo quando observadas com os nossos melhores instrumentos.
Sim , tudo bem , mas o problema é que experimentalmente ainda não foi detectada a existência de cordas , portanto, será que existem ?
Também me afirmaram que a velocidade de propagação da gravidade é igual à velocidade da luz e eu até aceito que seja verdade, mas não me souberam elucidar da razão pela qual ,num buraco negro, nem a luz de lá sai tal é a força da gravidade.
Será a gravidade um fenómeno emergente e não uma força fundamental, tal como a pressão de um gás é uma força emergente, resultante do movimento de átomos em todas as direcções dependendo da temperatura e do volume a que o gás é sujeito ?
Chegados a este ponto e porque os cientistas dos diversos ramos da física não se entendem , o melhor é apenas saber que tudo o que sobe acaba por cair e que o lixo tecnológico que orbita o nosso planeta nos pode cair na cabeça , temor que o Obelix e o Asterix da BD já tinham ,quando pensavam que um dia o céu lhes caía em cima .
31.3.10
Mini BIG -BANG
A PARTÍCULA DE DEUSA matéria ainda guarda muitos segredos para os cientistas que ,há dezenas anos ,tentam desvendar o mecanismo pelo qual as mais ínfimas partículas dos átomos são dotadas de massa. Embrenhados em sofisticadas equações matemáticas, tentam decifrar o mistério que continua insondável e Peter Higgs propôs, em 1964, uma hipótese que continua por comprovar.... mas estamos a ir rápido de mais.....! Todos sabemos que a matéria é feita de moléculas e que estas são formadas por átomos. Por sua vez, estes são constituídos por uma núvem de electrões que giram, em várias órbitas, em torno de um núcleo composto de protões e neutrões, cuja massa é milhares de vezes superior à dos electrões. Mas há mais... ! Os neutrões e protões são formados pelos quarks . Estes são partículas elementares da matéria que nunca se podem observar de forma isolada , interagindo com as quatro forças fundamentais da matéria . Sem entrar em grandes detalhes, diremos que há vários tipos de quarks como o Top (com uma massa 350.000 vezes a do electrão ) , o Bottom,o Charm ,o Strange,o Up e o Down, todos eles de massa diferente. As quatro forças fundamentais da matéria que interagem com as partículas e alteram a sua identidade, energia ou movimento são: a força nuclear forte. a nuclear fraca ,a electromagnética e a gravitacional. Para além dos quarks ,há outras partículas da matéria chamadas leptões. Ao contrário dos quarks, podem ser detectadas de forma isolada. São leves, vulneráveis à força nuclear fraca e imunes á forte. Como exemplo de leptões temos: o electrão, o muão.o tau, e os neutrinos(electrónico, muónico e tautónico), todos de massas diferentes. Além das partículas de matéria (quarks e leptões) existem partículas de energia, os bosões. São exemplos de bosão: fotão, W+, W-, Zº, gluão e os hipotéticos gravitão e bosão de Higgs. Os bosões são mediadores que permitem a transmissão de cada uma das forças fundamentais do Universo, a que já nos referimos um pouco vagamente. Voltemos então a essas forças: Força nuclear forte---actua sobre os quarks para formar protões, neutrões e outras partículas. É muito intensa e de curto alcance, mantendo os protões e neutrões coesos no núcleo. A sua partícula mediadora é o gluão . Força nuclear fraca---Actua sobre quarks e leptões e o seu efeito mais conhecido é a transformação de um neutrão em um protão, com emissão de um electrão e de um neutrino. Manifesta-se na radioactividade.Os seus mediadores são os bosões W+,W- e Zº.Força electromagnética----Actua sobre partículas electricamente carregadas, sem alterar a sua identidade. Faz com que cargas iguais se repilam e cargas diferentes se atraiam. Tem longo alcance e o seu mediador é o fotão. Força gravitacional----Age sobre partículas com massa.Tem longo alcance e pensa-se que a sua partícula mediadora seja o hipotético gravitão. Posto isto, chega-se a um quebra-cabeças; os físicos ao desenvolverem este novo modelo de átomo com as partículas e mediadores , atrás referidos, exigem que a massa de todas elas seja nula. Se a massa das partículas tem de ser nula, como é que se entende que a matéria, formada por átomos, tenha massa? Uma tentativa de explicação foi dada por Peter Higgs ao afirmar que o espaço deve ser atravessado por uma força que pode influenciar as partículas nele existentes que assim adquiririam massa. Essa força deve ser mediada por um bosão a que já chamaram bosão de Higgs ou partícula de Deus. Esta ideia colide com a nossa intuição, já que sempre consideràmos a massa como propriedade intrínseca da matéria mas, para os físicos de partículas não é assim. Eles explicam o facto da seguinte maneira : imaginemos uma grande sala cheia de adeptos do futebol.( a sala representa o espaço ocupado pelo campo de Higgs)De repente, entra por uma porta o Cristiano Ronaldo (simboliza a partícula). A presença do jogador gera uma perturbação que se propaga à medida que ele se desloca pela sala e atrai adeptos que se juntam á sua volta, dificultando-lhe a deslocação. Voltemos a falar de partículas; a resistência que a partícula sofre no seu movimento de atravessamento do campo de Higgs, confere-lhe massa. Atente-se na célebre fórmula da Teoria Geral da Relatividade de Einstein E=m.c2 em que massa e energia são convertíveis uma na outra, tudo dependendo do quadrado da velocidade C.. Por tudo aquilo que já descrevemos ,os físicos decidiram, no ano 2000 , construir um enorme acelerador de partículas, a mais potente máquinq alguma vez sonhada, para provar a existência do bosão de higgs. Este LHC (large hadron collider) está instalado num tunel com 27 kms de circunferência, construído na Suissa e pertencente ao CERN (centro europeu de pesquisa nuclear). Também nos Estados Unidos da América, um outro acelerador gigante, o TEVATRON , procura o bosão de Higgs, embora só tenha 6 kms de circunferência e foi nele que foi descoberta a última partícula conhecida, o quark Top. Mas para que serve esta máquina gigantesca, perguntará o leitor ? A ideia é fazer chocar protões, a altíssimas velocidades, afim de observar as partículas que resultam dessas colisões. Os protões e antiprotões são impulsionadas magneticamente num tubo, em sentidos opostos, no anel do acelerador com os tais 27 kms) .Logo que atinjam a velocidade necessária serão desviados para que entrem em colisão frontal, no seio de um detector. O LHC, com os seus 140 milhões de sensores,registará a passagem de milhares de partículas resultantes das colisões, esperando-se que entre elas esteja o bosão de Higgs.É compreensível ser a violência do choque a fazer a diferença entre o ser ou não observada a partícula de Deus., já que a massa das partículas é directamente expressa em energia (eV ou electrão volt) de acordo com a fórmula E=m.c2 .Ora se o Tevatron dos americanos que tem uma energia máxima de 2 Tev ( teraelectrão volt) ou sejam 2 triliões de electrões volt, se arroja à descoberta do bosão de Higgs o que esperar do LHC europeu que terá sete vezes mais ? Esperemos para ver, embora alguns digam que os cientistas estão loucos e que vão criar buracos negros e antimatéria, destruindo a Terra e talvez algo mais. Já passaram 24 horas sobre a experiência e a Terra ainda cá está. O Homem continua um aprendiz de feiticeiro.
4.12.09
INVISIBILIDADE

16.11.09
ANTIGRAVIDADE Realidade ou ficção?

28.8.09
FUSÃO NUCLEAR e a crise energética
Na Terra, o hidrogénio poderia ser obtido a partir da água do mar a baixo preço. O rendimento energético seria alto e o lixo resultante bem menos perigoso que o da fissão , pois haveria apenas o trítio como nuclídeo radioactivo. Não esqueçamos que na fissão, o urânio usado, para além de finito, produz Plutónio nos reactores ditos "reprodutores" e este novo elemento é excelente para o fabrico de bombas atómicas. Quem já não ouviu falar do receio de que os reactores nucleares energéticos do Irão e Coreia do Norte estejam também a produzir plutónio com fins militares? Estes reactores usam urânio 235 ou 233 como material físsel , água como como fluído de troca de calor, grafite como moderador da reacção diminuindo a velocidade dos neutrões e barras de cádmio ou boro como controlo, já que estas substâncias absorvem os neutrões.
O esquema acima mostra que um átomo de Urânio 235 ao ser bombardeado por neutrões ,quebra em átomos de Bário e Cripton, com libertação de mais neutrões e muita energia. Voltemos á fusão: se este processo necessita de muita energia térmica para se iniciar ( milhões de graus ) ele não é possível ? É , e já foi usado militarmente com a bomba de hidrogénio. Em laboratório, existem já reactores de fusão nuclear, classificados em dois tipos consoante a tecnologia :os de confinamento magnético e os de confinamento inercial. Estas estratégias são ditadas pelo facto de as temperaturas envolvidas para o arranque da fusão serem tão altas que nenhum material as pode aguentar, pois volatilizaria. A estratégia de confinamento magnético baseia-se em manter um plasma , onde se dará a reacção nuclear, sempre afastado das paredes do reactor por intermédio de fortes campos magnéticos ; o plasma manter-se-à em constante movimento em torno do eixo do toro da câmara . Este tipo de reactor denomina-se TOKAMAK ,sigla da frase grega câmara toroidal em enrolamentos magnéticos
e é o mais promissor para aplicação comercial. Já a estratégia de um reactor de confinação inercial é a de colocar uma enorme concentração de energia num pequeno ponto do combustível nuclear por forma a provocar a ignição , sem que os elementos da reacção toquem as paredes do reactor. Vários tokamak foram já construídos na Europa,USA, Rússia e Japão mas a energia libertada é quase igual á fornecida, excepção feita ao reactor japonês que, em 1998, obteve um cociente de 1 para 1,25. Se o problema da fusão reside na colossal quantidade de energia necessária para o arranque, os cientistas estão a pensar na possibilidade da fusão a frio, isto é, fusão que ocorresse em condições de baixa temperatura, em vez dos milhões de graus exigidos nos tokamak . O primeiro relato de uma fusão a frio foi dado, em 1989, por Martin Fleichman e Stanley Pons da universidade de Utah. Se bem que a comunidade científica tivesse duvidado do facto, outros cientistas observaram , em experiências posteriores, o aparecimento de excesso de calor, de trítio e de hélio e mutações nucleares. Em Março deste ano de 2009, cientistas de um laboratório da marinha dos USA comunicaram resultados promissores de fusão nuclear a frio. Pamela Mosier-Boss do SPAWAR afirmou :" de acordo com o nosso conhecimento, é a primeira vez que neutrões de alta energia são produzidos a partir de reacções nucleares com energia fraca; se há fusão devem observar-se neutrões e foi o que aconteceu, a não ser que esses neutrões se devam a outra espécie de reacção nuclear desconhecida ". Steven Krivit que acompanha há vinte anos as actividades de pesquisa de fusão a frio , considera importantes os trabalhos de Pamela e que se os neutrões observados não são resultado de uma fusão a frio e sim de um processo nuclear desconhecido, este deve ser investigado pois se situa entre a física e a química. Esperemos para ver .
12.6.08
A PARTÍCULA DE DEUS
( A foto acima mostra o tunel do CERN ainda sem o acelerador )Também nos Estados Unidos da América, um outro acelerador gigante, o TEVATRON , procura o bosão de Higgs, embora só tenha 6 kms de circunferência e foi nele que foi descoberta a última partícula conhecida, o quark Top. Mas para que serve esta máquina gigantesca, perguntará o leitor ? A ideia é fazer chocar protões, a altíssimas velocidades, afim de observar as partículas que resultam dessas colisões. Os protões e antiprotões são impulsionadas magneticamente num tubo, em sentidos opostos, no anel do acelerador com os tais 27 kms) .Logo que atinjam a velocidade necessária serão desviados para que entrem em colisão frontal, no seio de um detector. O LHC, com os seus 140 milhões de sensores,registará a passagem de milhares de partículas resultantes das colisões, esperando-se que entre elas esteja o bosão de Higgs.É compreensível ser a violência do choque a fazer a diferença entre o ser ou não observada a partícula de Deus., já que a massa das partículas é directamente expressa em energia (eV ou electrão volt) de acordo com a fórmula E=m.c2 .Ora se o Tevatron dos americanos que tem uma energia máxima de 2 Tev ( teraelectrão volt) ou sejam 2 triliões de electrões volt, se arroja à descoberta do bosão de Higgs o que esperar do LHC europeu que terá sete vezes mais ? Esperemos para ver, embora alguns digam que os cientistas estão loucos e que vão criar buracos negros e antimatéria, destruindo a Terra e talvez algo mais. 

(vista do acelerador do CERN no interior do tunel)

(A figura mostra um dos vários e gigantescos detectores de partículas.Compare-se o seu tamanho com o de um engenheiro que se encontra no seu interior)
1.6.08
ENERGIA NUCLEAR

Energia nuclear em Portugal? Sim ou não ?
8.5.08
FENÓMENO BIZARRO
Por certo algum dos meus leitores já reparou que, quando se tira a tampa do ralo do lavatório, a água escoa com um movimento giratório. Se pedir a justificação, muitos dirão que é devido á Força de Coriolis , a mesma que obriga as grandes massas de ar a entrar em um forte movimento de rotação, originando os ciclones; estes giram no sentido contrário aos ponteiros do relógio, no hemisfério norte, e no sentido horário, no hemisfério sul. Será que a Força de Coriolis, servindo para os ciclones , serve também para explicar os redemoínhos nos lavatórios? NADA DE MAIS ERRADO ! A massa de água que se escoa e a sua velocidade são tão pequenas que a força de Coriolis é praticamente inexistente. Então a que é devido o fenómeno ? Pura e simplesmente ao movimento que a água tomou no lavatório quando se abriu a torneira. A água , mesmo parada, guarda uma certa quantidade de movimento residual que, apesar de muito pequena, é ainda maior que a força de Coriolis. Faça a seguinte experiência : Em dois lavatórios cheios de água, com o dedo, mexa a água no sentido horário num deles e no sentido anti-horário no outro.Espere que a água esteja completamente parada; com cuidado retire as válvulas na vertical. Verá que a água escoa, em cada um deles, rodopiando em sentidos contrários. Mas vejamos o que é a Força de Coriolis : começaremos por recordar a primeira Lei de Newton, ou lei da Inércia : um corpo não sujeito a uma força, estará em repouso ou em movimento rectilíneo,com velocidade constante. O recíproco também é verdade: um corpo sob a acção de uma força estará em movimento, com velocidade variando de valor, ou de direcção ou de ambas as coisas. Vejamos um exemplo: Uma pessoa que vai num carro que trava subitamente, é atirada para a frente. Que força empurrou a pessoa ? Nenhuma. Simplesmente o corpo da pessoa segue a lei da inércia e, enquanto não surgir uma força em sentido contrário que o impeça,continua para a frente com a mesma velocidade. Coisa semelhante ocorre se o carro fizer uma viragem brusca, provocada por um golpe no volante ou qualquer outra causa, entrando em derrapagem, isto é, saindo da sua trajectório rectilínea original. O passageiro, não estando sob a acção dessa força, tende a continuar a trajectória rectilínea. Como o carro virou, o passageiro é atirado contra a porta. O passageiro parece ter sido atirado por uma força estranha e inexplicável. Dirá mesmo : foi a força centrifuga ! Mas esta força não existe ,dirá alguém que a não sente porque está fora do carro, isto é, do sistema em movimento. A força centrífuga é um exemplo típico de uma força fictícia , como o é a Força de Coriolis que se manifesta em sistemas que estão em movimento de rotação. Imaginemos então a Terra que,como sabemos, está em movimento de rotação. Se fosse disparado um míssel (voando sempre a direito) do equador em direcção ao polo norte, este míssel deslocava-se para a esquerda em relação ao alvo, já que a Terra (com o alvo) estava em movimento para leste, relativamente á trajectória rectilínea do míssel, tal como acontecera com o passageiro dentro do carro em derrapagem. É esta força fictícia que obriga as massas de ar a entrar em rotação originando os ciclones, mas que nada tem a ver com a rotação da água que se escoa do lavatório ou da banheira. 6.5.08
Á G U A

3.5.08
DIATERMIA
Aconselhamos ler , neste blog, um artigo sobre autogiros em que este radioamador também fez estudos e experiências. (postagem de 1 de Março 2008)1.5.08
O TEMPO

Reflectindo sobre o Tempo!
19.3.08

25.2.08

Um condutor eléctrico é uma substância onde os electrões fluem com facilidade , como é o caso do ouro, prata, cobre e alumínio. As substãncias que não permitem o deslocamento dos electrões são chamadas isoladores. Como exemplo de isoladores temos vidro,porcelana, borracha, plástico e o vazio atmosférico. Já que atrás nos referimos á diferença de potencial que provoca o fluxo de electrões,vejamos outro conceito ; à quantidade de electrões que passam, por segundo, na secção transversal de um condutor, denomina-se intensidade da corrente. Ás vezes ,nos átomos de um corpo, há maior número de electrões do que de protões e a esse excedente damos o nome de carga eléctrica , neste exemplo carga negativa.Se acontecer que os átomos tenham maior número de protões do que electrões o corpo terá carga positiva. O estudo da corrente eléctrica começou quando Alessandro Volta inventou a pilha no ano de 1800.

A pilha de Volta era constituída por um empilhamento de discos de cobre alternados com discos de zinco. Entre cada disco existia um disco de feltro embebido em ácido sulfúrico.Ligando o primeiro disco de cobre ao último de zinco por um fio condutor, obtinha-se uma corrente eléctrica. Hoje não se usam pilhas com líquido ácido, que é substituído por uma substância pastosa .São chamadas pilhas secas ,mas o funcionamento é idêntico. Observemos o esquema abaixo em que os polos de uma pilha estão ligados por um fio condutor que tem intercalado uma resistência ,a lâmpada. Quando o fluxo de electrões percorre o circuito a lâmpada acende .

Costumamos dizer que a corrente eléctrica vai do polo positivo (+) da pilha para o polo negativo (-) mas a verdade é que o fluxo de electrões dá-se em sentido contrário pois estes são atraídos pelo polo positivo, já que cargas do mesmo sinal repelem-se e de sinal contrário se atraiem. O fluxo de electrões referido é a corrente contínua (CC) ou corrente directa e está regulada pela Lei de Ohm. A lei pode ser assim enunciada . " a intensidade da corrente que passa no circuito varia na razão directa da tensão (voltagem) e na inversa da resistência oferecida a essa passagem. " V=I.R ou I= V/R . A intensidade é medida em Ampères ,a resistência em Ohms e a diferença de potencial em Volts .A corrente contínua é produzida pelas pilhas, baterias e pelos dínamos. É este tipo de corrente que temos nas lanternas eléctricas,nos telefones,nos comboios e nos carros eléctricos. Se numa lanterna a intensidade da corrente é fraca porque a diferença de potencial é pequena e a resistência relativamente grande , o mesmo já não se pode dizer das catenárias dos comboios onde a diferença de potencial é de milhares de Volts e a resistência da catenária mínima,logo há uma forte intensidade de corrente, o que se torna mortal se alguem lhe tocar . Vejamos agora uma outra experiência : Se a um circuito onde está a passar corrente contínua aproximarmos uma bússola, veremos que esta é influenciada ,desviando a agulha magnética, logo a corrente contínua cria um campo magnético diferente do existente.Ora o contrário também é verdadeiro : Uma variação do campo magnético pode produzir corrente contínua. Temos aqui fenómenos de indução electro-magnética.

O esquema mostra o funcionamento de um dínamo:"quando o fio enrolado em espiral gira dentro do campo magnético do iman, a corrente eléctrica é induzida no circuito e a lâmpada acende." Há outro tipo de corrente eléctrica,como a que circula nas nossas casas,a que chamamos corrente alterna (CA ou AC).Neste tipo de corrente o fluxo de electrões faz-se alternadamente num e noutro sentido do circuito, variando muitas vezes por segundo. Em Portugal a alternância( frequência) é de 50 vezes por segundo ,podendo-se dizer 50 ciclos/s ou 50 Hertz . As máquinas produtoras de corrente alterna denominam-se alternadores . A corrente alterna é sinusoidal (ver esquema a seguir), não apresentando sempre o mesmo valor. Este varia com o tempo, tomando valores máximos, positivos ou negativos,gradualmente.
Chama-se alternância positiva á parte da curva com valores positivos e alternância negativa á parte da curva com valores negativos.. Dá-se o nome de ciclo ao conjunto das duas alternâncias,daí termos dito que a corrente de nossas casas tinha 50 ciclos/s.. O tempo que demora a fazer um ciclo é o período. Ao valor máximo do ciclo dá-se o nome de amplitude . No caso da figura este valor está entre +14 e -14 ..
A obtenção de electricidade é feita de diversas formas já que qualquer tipo de energia se pode transformar noutro; " na Natureza nada se perde e nada se cria,tudo se transforma" O calor gerado pela combustão do carvão ou do petróleo,bem como a luz solar ou o movimento das ondas,tudo isto pode gerar electricidade. O problema eatá em que nem todos os processos são benéficos para o nosso Planeta,criando os muito falados efeitos de estufa e aquecimento global, com consequências futuras desastrosas para a espécie humana. Além disso ,algumas das fontes de energia não são inesgotáveis e tendem a acabar ràpidamente ,com consequências económicas que já se estão a sentir. Repare-se o preço sempre crescente da gasolina e do gasóleo e a sua repercussão no preço dos transportes,da electricidade,do pão e de tudo o mais que necessitamos e que consome energia para ser fabricado.
Dividimos as energias em duas categorias : não renováveis e renováveis. No primeiro grupo estão o carvão,petróleo e gás natural , consumidos em grandes quantidades nas centrais térmicas de produção de electricidade . Os fumos e CO2 saídos das chaminés dessas centrais estão a criar graves problemas ambientais. Também neste grupo se poderia colocar as centrais nucleares, não pelo facto de se esgotar o combustível atómico, mas pelas emissões de vapor de água e pelo perigo de radiação em caso de avaria grave ou acidente,como aconteceu em Chernóbil.

Energia hídri
ca.... a electricidade é conseguida em dínamos ou alternadores que são movidos pela água que foi armazenada em barragens e que passa em turbinas que accionam os geradores. A figura mostra a primeira grande barragem portuguesa em Castelo do Bode. Além de produzir electricidade a sua água abastece também a cidade de Lisboa, no seu consumo doméstico.Energia geotérmica
Utiliza o vapor de água naturalmente saído do interior da terra, nas zonas de vulcanismo atenuado,para pôr em movimento os geradores de electricidade Este processo é utilizado nos Açores com bom rendimento . É uma dessas instalações que se vê na figura , na ilha de São MIguel . Energia eólica......Em crescente desenvolvimento, aproveita a força do vento para mover geradores de electricidade.
Embora alguns digam que destoa na paisagem, sempre é preferível destoar que destruir a paisagem com emissões poluentes,como os que resultam da queima de combustiveis fósseis. Mais recente é o aproveitamento da energia gerada pelas ondas ao largo da costa ,ou a energia da subida e descida das águas de maré, num estuário de rio. Este movimento da água entrando e depois saíndo no estuário, pode accionar uma turbina ligada a um alternador e produzir electricidade. De igual modo a biomassa(restos de plantas e estrumes animais) em decomposição, liberta metano que pode servir de combustivel para accionar um grupo gerador de corrente eléctrica. O esquema seguinte mostra um aproveitamento da energia de maré.
Energia Solar.... Sendo o Sol a fonte "indirecta" de todas as outras formas de energia, renováveis ou não, por que não aproveitá-lo directamente'? É isso que o Homem tem estado a fazer com os chamados paineis solares ou fotovoltaicos.

O Sol ao incidir sobre estes paineis constituídos por células de silício cristalino e arsenito de gálio excita-as , criando uma diferença de potencial eléctrico , gerando corrente contínua. Cada célula pode produzir 0,5 ampéres a o,5 volts. A corrente contínua pode depois ser modificada para corrente alterna. Em Serpa (Alentejo) estão em funcionamento 52.000 módulos solares que se espera produzam 6.000 Megawatts/hora ,num ano. A electicidade produzida, depois de transformada em corrente alterna, é lançada na rede geral de distribuição.
Esta breve história sobre a electricidade poder-nos-ia levar a outros temas, como o de poupar energia,os perigos de acidentes com crianças nas nossa casas etc, mas isso fica para outra ocasião .
22.1.08
Há pois muita "luz" que os nossos olhos não captam, mas como o tema é a luz visível dela vamos desvendar um pouco da sua história. Um jovem cientista do século VII ,chamado Isaac Newton desejava saber por que as fôlhas são verdes,o céu azul, a neve branca e o girassol amarelo. Na sua época os cientistas diziam que as cores eram o resultado de uma mistura de luz e escuridão em percentagens diferentes. O vermelho seria 99% de luz e 1% de escuridão enquanto o azul baço seria 99% de escuridão e 1% de luz. As outras cores seriam o resultado das diferentes combinações destes dois factores, explicação esta que não convencia Newton.

