25.3.09

UM EXÉRCITO EM TERRACOTA



Em Março de 1974, camponeses chineses de Lintong (na região de Xi'an) que abriam um poço, viram aparecer da argila uma cabeça humana de tamanho natural,feita de terracota. Embora o facto não fosse inédito na região , as autoridades foram informadas e , em breve,um grupo de arqueólogos estudava o local. Estes acabaram por descobrir que ali estaria enterrado o lendário 1º Imperador da China, QIN SHI HUANGDI. (século III antes de Cristo). Este imperador que em vida podia mobilizar mais de um milhão de soldados , desejou que o seu túmulo fosse guardado por um exército de terracota em tamanho natural. Durante as escavações arqueológicas, não surgiu apenas o túmulo,mas um verdadeiro microcosmo do império Qin, com 7.000 guerreiros,600 cavalos e 100 carros de guerra , tudo modelado em argila e distribuídos por três fossas, além de outras figuras de artesãos.
Os soldados , em cada uma das fossas, diferem uns dos outros e revelam um tratamento muito cuidadoso dos pormenores do rosto, já que ao serem modelados ficaram com uma expressão individualizada e com as características das diferentes etnias da China. Dá a impressão de que cada soldado posou para o escultor pois que se podem reconhecer 24 formas diferentes de bigodes, pêras ,suíças , tranças e rabos de cavalo.O pormenor chegou á variedade de capacetes dos oficiais e á sua categoria, bem como aos diferentes tipos de cintos e sapatos.


As estátuas eram coloridas e de acordo com o fardamento usado pelos diferentes regimentos a que pertenciam, isto é, archeiros, infantaria, cavalaria com carros , quartel general e regimento de serviços de apoio. Cavalos, arreios, carros de combate , tudo tem pormenores que os diferenciam, como acontecia na realidade.


A descrição individualizada de cada uma das fossas, com a posição de soldados , carros e cavalos, tornar-se-ia fastidiosa para os nossos leitores menos entendidos em arqueologia , pelo que nos debruçaremos sobre outros aspectos deste gigantesco complexo funerário de 56.000 metros quadrados. Qin Shi Huangdi, de seu verdadeiro nome, Ying Zheng, era um senhor feudal dotado de excepcionais qualidades políticas e militares. Tendo subido ao trono com apenas 13 anos conseguiu , no ano 221 antes de Cristo, unificar os reinos e fundar a China, o primeiro país feudal constituído por múltiplas etnias. Na sua política de unificação padronizou a escrita, a moeda e as unidades de medida. Implementou também um novo siatema de administração, dividindo o país em 36 províncias e criando ministérios que dependiam de si directamente, nomeando os principais oficiais políticos e militares. Fortemente supersticioso, acreditava na vida eterna do seu reino e dinastia , começando a construir o seu túmulo logo após ascender ao trono. As obras do túmulo prolongaram-se por 37 anos e chegaram a empregar mais de 720.000 trabalhadores, a maior parte dos quais condenados e prisioneiros de guerra. O túmulo propriamente dito erguia-se a 115 metros de altura e estava rodeado por duas muralhas..Era formado por um palácio onde foi deposto o sarcófago de pedra rodeado de objectos de prata ,ouro e pedras preciosas de valor incalculável. Além das já citadas fossas onde estão os soldados, o complexo compreende centenas de outras galerias que reproduzem o império terrestre de Qin Shi Haungdi. Os guerreiros e cavalos de terracota simbolizavam o exército de elite que o guardavam na sua passagem para o outro mundo. Ao longo dos séculos a cobertura em madeira deste exército apodreceu e abateu, danificando uma boa parte das estátuas, mas a maioria encontra-se perfeitamente conservada , constituindo um testemunho do passado, classificado como património mundial pela UNESCO, desde 1987.


22.3.09

NOTÍCIAS DA BIOLOGIA



Gene da hipertensão- Foi agora identificado um gene que pode estar relacionado com o aumento do risco de se desenvolver pressão arterial alta. Pensa-se que muitos mais genes estarão envolvidos na hipertensão primária mas como outros factores estão também associados á doença , como sejam a dieta alimentar, prática de exercício físico e stress, tem sido difícil identificar o gene ou grupo de genes específicos da hipertensão. O STK 39 ( serina-trionina quinase) foi o primeiro gene a ser indicado como tendo influência na hipertenção. Encontra-se localizado no cromossoma 2 e produz uma proteína que ajuda no processamento de sal pelos rins, sendo o sal o verdadeiro causador do aumento da pressão sanguínea.Esta descoberta tem uma grande importância pois aumenta a capacidade de criar tratamentos específicos para cada indivíduo. Serão ,no entanto, necessárias mais pesquisas pois, como dissemos, a hipertensão é uma doença muito complexa, sendo o STK 39 apenas uma peça do quebra-cabeças de factores que levam á hipertensão.

TRANGÉNICOS--- sabemos que , no organismo humano, a vitamina A actua na formação de pigmentos visuais e na manutenção da estrutura epitelial normal. A carência desta vitamina provoca cegueira nocturna e xeroftalmia(secamento da córnea), além de pele seca e escamosa. No arroz normal, o betacaroteno que dá a vitamina A aparece na casca , mas esta é retirada quando o arroz é tratado. Foi verificado que as populações asiáticas que se alimentam praticamente só com arroz , tem baixos valores de vitamina A . Para contornar este problema, a engenharia genética obteve um arroz transgénico que recebeu genes da planta narciso, permitindo a produção de betacaroteno na parte central do grão de arroz. Deste modo, mesmo descascado ,o arroz que é chamado de dourado ,fornece a vitamina A ao homem. Outro exemplo de planta transgénica útil ao homem é a que produz hirudina . Todos sabemos que a hirudina , substância que impede a coagulação do sangue , é produzida pela sanguessuga daí elas terem sido usadas pela medicina do império romano para provocar sangrias. Nos nossos dias, o gene produtor de hirudina foi isolado e introduzido no genoma da planta oleaginosa Carthamus tinctorius . A planta transgénica obtida passou a produzir hirudina que não causa alergia ás pessoas, ao contrário da heparina um anticoagulante usado no tratamento das tomboses e que ,em alguns casos, pode produzir as alergias. Cada vez mais a Biologia é forte aliado da Medicina, como podemos ver por estes simples exemplos.

14.3.09

CASTELO DE GUIMARÃES


Local embrionário dos ideais da independência de Portugal, este castelo tem prestígio e honra a que se acrescenta beleza arquitectural e paisagística . Embora não haja documentação comprovativa , nele se diz ter nascido D. Afonso Henriques , o infante que a si mesmo se armou cavaleiro. A história deste castelo deve remontar a dois séculos antes do nascimento de D.Afonso Henriques, quando a condessa Mumadona , viúva do senhor de Vimaranes, ali fez a fundação de um mosteiro para nele poder professar após a viuvez. Porém, o século X não permitia a paz nestas terras já que sarracenos e bárbaros assolavam os indefesos povoados para destruir, saquear e arranjar escravos ; os muçulmanos vinham do sul e os vikings, que eram marinheiros, subiam os rios com o mesmo propósito. Perante estes ataques ,Mumadona apressa a construção de uma defesa para o mosteiro e camponeses e assim , no outeiro do monte Latite, foi erguida uma simples torre e uma não menos precária muralha que já servia de protecção.
O conde D. Henrique e a sua mulher D. Teresa que embora filha de Afonso VI de Leão , desejavam a independência do récem criado Condado Portucalense, decidem ir morar para Guimarães (Vimaranes), sendo a primitiva torre defensiva ampliada e robustecidas as muralhas. Muitos anos depois, novas obras são realizadas por D. Diniz e D.João I, sendo hoje ainda visíveis as marcas da alcáçova do século XIV que ocupava dois pisos, bem como as amplas janelas para o exterior e duas lareiras.(ver foto 2) Três robustas torres se distribuem pelas muralhas bem como torreões de protecção ás portas que foram abertas na cerca. Acima de todas elas a torre de menagem de planta quadrada,forte e com frestas (foto 1). Largos e seguros ardaves ao longo dos parapeitos de ameias pentagonais unem torres e cubelos. O castelo era maior mas , no século XIX , a Câmara Municipal mandou destruir parte da muralha exterior, utilizando a pedra em obras locais, chegando ao cúmulo de ,em 1836, um vereador propor a destruição total do castelo e usar a pedra em obras de pavimentação das ruas. O bom senso ganhou por um voto e por isso hoje podemos apreciar , com orgulho, este castelo. Em oposição ás ideias do século XIX , ao governo de Salazar se deve a reconstrução da quase totalidade dos castelos que se encontravam ao abandono e degradados pelo roubo de pedra aparelhada para construções particulares, fazendo lembrar a destruição do Coliseu romano para edificar palácios. A obra de recuperação geral dos castelos pelo Estado Novo inseria-se nas comemorações do 4º centenário da reconquista da independência de Portugal que, como é sabido ,ocorreu em 1 de Dezembro de 1640.

10.3.09

MOAI

A ilha de Páscoa, perdida no meio do oceano Pacífico a 3760 kms do Chile, de início não tinha nome e era o único mundo conhecido dos seus habitantes que, depois de uma chegada enigmática, nunca foram mais além. Depois tomou o nome de Rapa Nui e, nos nossos dias ,ilha de Páscoa, sendo conhecida pelas gigantescas e enigmáticas estátuas como a que vemos ao lado e a que se dá o nome de moai. As primeiras pesquisas sistemáticas sobre a ilha datam do final do século XIX e terão sido feitas por William Judah Thomson que chegou a Rapa Nui em 1886. Este oficial da marinha terá obtido dos anciãos informações detalhadas sobre as suas origens e posterior divisão em dois clãs, denominados "orelhas curtas" e "orelhas compridas ".Na sua investigação contabilizou 555 estátuas e plataformas cerimoniais,além de grutas e testemunhos de arte rupestre. Muito mais tarde,em 1934, o suíço Alfred Métraux fez pesquisas linguísticas e etnográficas bem como aos petróglifos encontrados, tendo estes estudos sido publicados em 1939. Um ano após a publicação destes estudos, Thor Heyerdahl demonstrou que o povo desta ilha teria vindo do Peru e não da Ásia ,como se supunha até então. Por que foi a ilha escolhida para ser habitada, ou quem construiu os enormes moai são perguntas que ainda hoje se colocam.Os moai foram esculpidos na cinza vulcânica endurecida do vulcão Rano Raraku, na ponta nordeste da ilha e depois transportados para a zona costeira. Aí foram colocados em plataformas (ahu) paralelas ao mar e de costas para ele, com a excepção de sete moai que olham para o mar, em Ahu Akivi. Estima-se que tenham sido esculpidos entre os anos 1400 e 1600 depois de Cristo. De tamanhos diferentes ,representam seres humanos das virilhas para cima. A cara tem maxilar inferior robusto, boca fechada de lábios avançados e um nariz proeminente com narinas bem delineadas. As mãos têm longos dedos estilizados apontando para o sexo. Julga-se que representam os sábios do clã ( chefes ou sacerdotes ) ainda em vida e colocados nas plataformas. Quando o retratado morria e era enterrado embalsamado abaixo da estátua, esta transformava-se em moai, pois a pedra absorvia a alma do defunto. Por tal razão, ainda hoje nenhum indígena se encosta ou toca num moai, a não ser naqueles que ainda se encontram nos locais onde foram esculpidos. Pesando toneladas, pergunta-se como foi possível transportá-los de tão longe até ao local onde foram implantados. Em 1993, uma empresa japonesa chegou á ilha para reerguer quinze moai de Ahu Tangaraki que, em 1960, tinham sido derrubados por um maremoto. O trabalho levou três anos pois os guindastes tombavam com o peso. A falta de árvores na ilha leva os arqueólogos a pensar se as gigantescas estátuas não teriam sido transportadas em trenós, rolando em cilindros feitos de troncos de árvores, tal como se pensa ter acontecido na construção das pirâmides incas e egípcias. Ao serem estudados pólens fósseis, alguns cientistas salientam o facto de , há vários séculos, a ilha proporcionar todos os meios de subsistência mas que a excessiva cultura e os incêndias provocados pelas guerras locais destruíram o equilíbrio ecológico, levando os seus habitantes á fome. Outro enigma da ilha é exibido nas paredes e colunas de muitas casas, em pictogramas entalhados na madeira das tábuas e que são indecifráveis ainda hoje. Estes pictogramas representam seres vivos, desde homens a animais marinhos, bem como armas e outros que parecem ser lemes. Embora todos os originais estejam em museus fora da ilha, localmente existem cópias fieis e de uma delas apresentamos a foto a seguir.

3.3.09

O QUE COMEMOS

Um estudo recente indica que, numa escala de 1 a 10 , as pessoas dão, em média, 8 pontos á qualidade do que se come e nota negativa para pratos pré-cozinhados, pizzas e hamburguers. Embora se oiça dizer frequentemente que a fruta de hoje não sabe a nada ou que o peixe congelado não presta ,ou ainda que já não há frango do campo e que os enchidos caseiros é que eram bons, a verdade é que se verifica o contrário. Se alguns perderam o sabor natural, ganharam em segurança e quantidade disponível. Eu sei que, por vezes, a qualidade e inocuidade dos alimentos são afectadas, originando intoxicações em massa, mas isso é devido a fraudes e não aos alimentos em si. Foi o caso da doença das vacas doidas que não se deveu ao facto dos animais serem alimentados com rações , mas sim a essas farinhas estarem já contaminadas com priões antes de servirem de rações. Faltou o controlo no início da cadeia alimentar, como era obrigatório, daí o surto. O mesmo poderíamos dizer dos surtos da peste suína africana, da febre aftosa ou do perigo recente da gripe das aves em aviários orientais sem controlo sanitário. Estes escândalos alimentares levaram as autoridades sanitárias internacionais a estender o controlo a todas as etapas do processo de produção, desde as sementeiras no campo á criação de animais em herdades ,passando pela sua alimentação, abate, transformação, acondicionamento, distribuição e venda final.
Vamos focar este nosso apontamento no produto alimentar mais antigo o pão. Tradicionalmente visto como um bem de primeira necessidade, era fabricado só com farinha, água, fermento e sal mas, nos nossos dias, a química entrou na panificação. A grande diferença entre o fabrico artesanal e o industrial do pão reside no seguinte: as panificadoras utilizam cerca de 90 produtos químicos para obterem uma maior regularidade na produção, simplificação do processo e tempo de levedação. Assim são acrescentados anti oxidantes para melhorar a massa, emulsionantes (E-322 e E-482) para retardar o endurecimento, fermentos á base de amilase para acelerar a levedação, reguladores de PH (E-341), anti aglomerantes, branqueadores, leveduras geneticamente modificadas que reduzem para 30 minutos o tempo de fermentação em vez das antigas cinco horas do pão artesanal. A adição de levedura de cerveja e de vinho de inferior qualidade servem para gaseificar a massa.
A Organização Mundial de Saúde recomenda a dose diária de 250 g de pão, que fornecerá ao organismo humano as quantidades necessárias de hidratos de carbono,fibras, cálcio ,ferro,iodo, magnésio,zinco e vitaminas (tiamina,riboflavina,ácido fólico). Sabemos que se não fossem estes processos industrializados de fabrico, o pão não chegaria aos habitantes dos grandes centros urbanos ou teríamos de ter uma padaria com forno por cada mil habitantes, o que se traduziria em milhares de padeiros, de fornos e uma quantidade enorme de combustível para além do tempo perdido no fabrico.
O tipo de pão que encontramos á venda pode classificar-se em dois grupos : Pão Comum-(carcaças, papo-seco, baguette francesa etc) Quer seja o de miolo duro ou o de miolo mole, é feito com farinha de trigo, água ,sal e levedura, sendo permitidos os aditivos que melhorem o valor nutritivo ou acelerem a fermentação. Pão especial - distingue-se do anterior pela sua composição, havendo as variedades seguintes: Pão integral --- é feito com farinhas que contêm 100% da moagem do grão. Pão com farelo--- possui 200g de farelo por cada quilo de farinha. Pão de leite---para além dos ingredientes básicos entram o leite e o açúcar. Tosta--- o pão depois de normalmente cozido é cortado em fatias e sujeito a um processo de tostagem eléctrica. Pão de passas---Á massa acrescentam-se 500 g de passas por quilo de farinha sendo uma variante deste o pão com passas em que a quantidade de passas adicionada é de apenas 100 gramas. Gressinos--- Á massa primária é adicionada grande quantidade de gordura, para poder ser laminada e cortada em cilindros antes de ser levada ao forno. Pão ázimo---- a massa não é fermentada antes de cozer.

Como vivemos na era da velocidade, do desperdício e do descartável temo que alguém ,um dia , nos venha dizer que o pão se faça de tudo, até de farinha,água, sal e fermento, parodiando um conhecido viticultor da Bairrada que, em 1940, dizia que o vinho se podia fazer de tudo, até de uvas.

1.3.09

VIAGENS

Não sabemos se há nos cromossomas humanos algum gene que leve o homem a viajar já que, desde sempre, os nossos antepassados longínquos observavam tudo á sua volta e tentavam saber o que se passava para além do seu horizonte visual. Para tal , apesar dos perigos que corriam, esses homens primitivos iam-se deslocando com espírito aventureiro, prontos a vencer " os monstros fantásticos" das terras ainda para eles desconhecidas. Muito mais tarde, nas civilizações grega e egípcia, as grandes viagens tinham um carácter religioso, com grandes peregrinações anuais aos santuários. Nessas grandes exibições públicas, os deuses eram transportados num andor em forma de barca, recreando o meio de transporte mais usado na época, principalmente no rio Nilo. Também os Jogos Olímpicos da Grécia antiga auspiciavam as grandes viagens, num clima de paz específica para esses jogos. As razões económicas e o desejo de encontrar terras mais férteis ou comerciar com outros povos, levavam a viagens de longo curso e duração, organizadas e pagas colectivamente. Em 1982, foram encontrados ,nas costas da Turquia , restos de um navio fenício naufragado há mais de 3.400 anos e cuja carga consistia em cerâmicas gregas, jóias egípcias, dentes de elefantes e ovos de avestruz da África central, bem como valiosos lingotes de estanho da península Ibérica. Nas viagens por terra, os peritos foram os romanos que construíram estradas ligando Roma com os pontos mais distantes do Império e por elas marchavam as legiões,os comerciantes e os cobradores de impostos.. Os verdadeiros viajantes são, no entanto, aqueles que partem por partir, para ir ao fundo do desconhecido e encontrar coisas novas. Deste tipo de viajantes da antiguidade lembremos Marco Polo que permitiu ao ocidente conhecer o oriente longínquo. A sua publicação " Livro das maravilhas" é o relato da sua assombrosa viagem á China que, além de abrir a Europa medieval ao mundo, preparou os espíritos para os descobrimentos marítimos. Seguindo a "rota da seda" ( ver neste blog etiqueta História) Marco Polo esteve vinte anos ao serviço de Kublai Kan, o grande imperador mongol, tendo assim ficado com uma perspectiva completa dos usos e costumes, da forma de governo, dos produtos existentes e dos conhecimentos científicos daqueles povos, o que permitiu aos europeus ter uma nova visão do mundo.. A amizade entre o veneziano Marco Polo e o Grâ-Kan permitiu á Europa competir com os mercadores muçulmanos nos negócios com a Ásia. Ao regressar a Veneza por mar, Marco Polo visitou lugares remotos e desconhecidos como a Índia e a Pérsia. Não podemos esquecer que a China foi pioneira nas grandes explorações marítimas. Muito antes dos europeus se lançarem a explorar o mundo , a frota de juncos do almirante Zheng He sulcou o oceano Índico e chegou ao golfo Pérsico e á costa oriental de África. Viajando em grandes juncos, como o que vemos representado na figura,supõe-se terem chegado ás Américas antes de Colombo e Magalhães, facto pouco provável devido ao tipo de embarcação, mas que reforça a tese de que os chineses tivessem conhecimento dessas terras por anteriores viagens dos fenícios. (ver neste blog Os Templários na etiqueta Enigmas da Antiguidade). No final do século XX, aparecem as viagens de lazer, as denominadas viagens turísticas, por todo o mundo, muito incrementadas pela rapidez e conforto da aviação comercial. Possivelmente a maior viagem, a mais extraordinária realizada pelo Homem, terá sido a viagem á Lua, projecto político devido á guerra fria e ao salto tecnológico havidos nos Estados Unidos da América e na ex-União Soviética.( ver neste blog LUA nosso satélite natural, na etiqueta História) Actualmente o turismo orbital terrestre está a dar os primeiros passos e será o percursor,a longa distância no tempo, do turismo planetário, agora só em filmes de ficção. Ao que se sabe, há já cinco candidatos portugueses aos voos orbitais, pese embora o preço a pagar por essa viagem de curta duração, a realizar ainda este ano de 2009.

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