21.4.08

POMPEIA....auge e morte

Pompeia foi uma antiga cidade romana, situada a 20 Kms da actual Nápoles, em Itália. Foi destruída por uma erupção vulcânica do Vesúvio, cujas cinzas e outros piroclastos a cobriram na totalidade. Esquecida durante 1600 anos foi descoberta, por acaso, quando um agricultor, ao passar um arado no terreno ,levantou alguns objectos antigos. A cidade possuia 20.000 habitantes dos quais 16.000 morreram, no trágico dia 24 de Agosto do ano 79 DC. Eram 10 horas da manhã de um dia bonito e quente quando, de repente, se ouviu uma explosão e o topo do monte Vesúvio se partiu em dois. Da fenda aberta escorria lava,por vezes atirada ao ar, qual gigantesco fogo de artifício. Havia 900 anos que o vulcão não dava sinal de vida. Sobre a cidade,durante duas horas, tombam pedaços de lava e pedra-pomes; depois é só fumo e cinzas. Quando tudo parecia ter terminado, os gases venenosos descem a encosta do monte e asfixiam todos os seres vivos que não tinham fugido para longe.

Pompeia é um dos mais significativos testemunhos da civilização romana, um livro aberto sobre arte, costumes, ofícios e vida do povo .Podemos ver como era esta enorme cidade,agora que foi liberta da espessa camada de cinzas que a cobriu durante séculos. As memórias do passado estão tão vivas nos restos trazidos á luz que fascinam quem as visita. Nas paredes das casas ainda se leem inscrições de propaganda eleitoral e piadas mordazes; por cima das portas de lojas os letreiros indicam a actividade desenvolvida ou o nome do seu propritário.( A foto seguinte mostra a fachada da oficina de Verecundus, na rua da Abundância)A par de casas enormes dos "patrícios", surgem as casas modestas dos artífices e comerciantes e ,um pouco mais longe, junto a uma horta ,as dos agricultores. Na periferia, os lupanares e casas de prazer para os marinheiros e comerciantes de passagem pela cidade. Nas ruas estreitas, nas lojas ou nos espaços de serviços, descobre-se o quotidiano dos seus habitantes. Móveis, adornos de ouro e prata, lagares, louças, balcões de bebidas, moínhos de trigo, oficinas, alimentos, vendas de legumes e frutas, tudo se pode encontrar como era aquando da tragédia. Nas paredes ficaram preservadas muitas das pinturas interiores das casas mais ricas, como é o caso da casa dos Vettii que mostramos a seguir.Como já referimos,em consequência da erupção, os habitantes que na sua maioria se tinham refugiado no litoral,morreram sufocados pelos gases. Outros foram gaseados em casa , a dormir ou a trabalhar, e muitos nas ruas ,em fuga com as suas famílias. Por um processo de injecção de gesso nos espaços ocos existentes nas cinzas consolidadas , resultantes do que foram os corpos dos habitantes, obtêm-se moldes que revelam como eram e como estavam no momento da sua morte. As ruas de Pompeia possuiam passeios elevados em relação ao piso, valetas de escoamento de águas e, pasme-se, passadeiras para peões ,estas também elevadas ,mas com aberturas para a passagem do rodado dos carrros. Preservada ficou também a arte erótica que existia nas paredes dos quartos dos lupanares e estalagens, onde as prostitutas anunciavam as suas especialidades do culto a Priapo. A cidade , rodeada por uma muralha defensiva, era enorme com as ruas esquadriadas e com belos monumentos.Uma visita rápida a estas ruínas demorará, no mínimo, três horas e muito ficará por ver nas novas escavações, ainda fechadas ao público .


Vale a pena uma visita a Pompeia , levando uns bons sapatos para calcorrear aquelas ruínas, e sonhar com o passado.

2 comentários:

Anónimo disse...

Adorei. Deve continuar.

Marília disse...

Como gosto de história e do período romano,quando temos mais coisas sobre este tema?

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