22.5.11

Pontos Quentes (HOTSPOT)



Os pontos quentes (em inglês hotspot), são locais da zona do manto terrestre com temperatura mais alta do que nas outras regiões. A teoria dos pontos quentes foi formulada pelo geofísico J. Tuzo Wilson ,em 1963, para explicar a existência de vulcões formando linhas coincidentes com a direcção do movimento das placas sobre as quais assentam. No Hawai ,zona que foi estudada, os vulcões parecem mostrar a passagem da crosta terrestre sobre uma zona de material magmático, localizada no manto terrestre, e que ao ascender à superfície origina sucessivos vulcões.
A origem dessas plumas térmicas ( zonas magmáticas) foi durante muito tempo atribuída à formação de uma coluna ascendente de material mais quente da zona fronteiriça entre o manto e o núcleo terrestre, e que viria até á superfície. Dados recentes põem em causa a existência destas estruturas a tais profundidades, apontando como origem das plumas térmicas a formação de zonas estáveis de convecção térmica, nas camadas mais superficiais do manto terrestre.
De acordo com a teoria de Wilson, os alinhamentos de ilhas vulcânicas ( não associadas a limites de placas ) são explicadas pela existência de zonas relativamente pequenas , mas muito quentes que existem sob a litosfera. Recordemos que a litosfera é a camada sólida da Terra formada pela crosta e pelo manto até á astenosfera, e nada melhor do que rever um pouco como é o interior do nosso planeta. O interior da Terra não é uniforme e podemos dividi-lo , usando critérios químicos , em uma camada externa (crosta) de rochas á base de silício ; um manto altamente viscoso á base de sílica e magnésio ; um núcleo sólido de ferro e niquel envolvido por uma parte líquida do mesmo material. Esta zona líquida do núcleo, girando sobre a zona sólida,dá origem ao campo magnético terrestre. O interior da Terra tem temperaturas da ordem dos 5.270 graus Kelvim. Este calor interno foi criado inicialmente durante a formação da Terra e é constantemente gerado pelo decaimento dos materiais radioactivos que se concentraram nas zonas profundas do planeta .



CROSTA --Forma a maior parte da litosfera e tem uma extensão variável consoante o local geográfico. Sob as grandes cadeias montanhosas chega a atingir 70 Kms de espessura, mas geralmente anda pelos 30 Kms. É composta basicamente por rochas cuja composição química são silicatos de alumínio sendo por isso designada de zona Sial . Existem vários tipos de crosta, sendo os principais a oceânica e a continental. A crosta oceânica é relativamente nova (150 Milhões de anos) e está em constante formação. É de composição basáltica e está coberta por sedimentos que possuem 7 Kms de espessura. A crosta continental é formada por rochas que vão dos granitos aos basaltos, tendo uma espessura média entre 30 e 40 Kms nas regiões estáveis e entre 60 a 80 Kms nas zonas sob os Himalaias e os Andes, como já nos referimos anteriormente. As rochas mais antigas andam pelos 4 MA (milhões de anos), mas também existem rochas ainda em formação, como é o caso das rochas sedimentares que resultam da destruição ou alteração das mais antigas. A zona de separação entre Crosta e Manto é-nos dada pela chamada zona de descontinuidade de Mohorovicic ou zona Moho, já que há uma descontinuidade brusca na composição quimica das rochas á base se silica e magnésio (Sima). Esta zona foi detectada pela variação brusca do comportamento das ondas sísmicas que se dirigem para o interior do planeta.

MANTO - Esta zona vai desde os 30 Kms de profundidade até aos 2900 Kms.As rochas que o constituem são de natureza silico-magnesiana e estão sujeitas nas zonas mais profundas a pressões de um milhão de atmosferas.O material do manto pode apresentar-se no estado sólido ou como uma pasta viscosa (astenosfera) na zona superior ,e sólido na inferior, devido ás altissimas pressões que contrariam o efeito da temperatura, que vai aumentando para o interior, atingindo 3500 graus Celsius já perto do núcleo. A zona da Astenosfera é importante pois possui movimentos convectivos que explicam o deslocamento dos Continentes, ou melhor, das placas continentais que suportam os continentes, empurradas pelas placas oceânicas em constante crescimento..

NÚCLEO ---Composto em grande parte por ferro (80%) e niquel o (Nife) é dividido em duas partes : o núcleo sólido, praticamente só ferro, é envolvido por uma camada liquida já contendo algum níquel.Pensa-se que é uma camada líquida porque certo tipo de ondas sísmicas são ali bloqueadas. Como já se disse, esta camada líquida girando sobre a sólida provoca o campo magnético terrestre, através de um processo conhecido como teoria do dínamo .
Voltando ao tema em epígrafe diremos que a distribuição dos pontos quentes ao nível do globo terrestre não assume uma forma aleatória, ocorrendo preferencialmente em zonas de enorme arqueamento do geóide terrestre, quer ao nível do Pacífico Ocidental quer do Atlântico.
Estes pontos quentes podem ser referenciados quer em zonas situadas entre placas, quer em zonas de dorsais, como no caso da Islândia, Açores e Tristão da Cunha, ou mesmo numa zona de formação de riftes continentais (rifting), como no caso do Afar. Os pontos quentes podem estar também localizados em zonas intraplaca do tipo continental (Yellowstone) ou numa zona de intraplaca do tipo oceânica, como no caso do Havai.

1 comentário:

Isadora Figueiredo disse...

neocolonialismo, ta de sacanagem???
vcs destroem o nosso país roubam tudo q a gente tem e agr tão reclamando pq estamos unificando e facilitando a forma de comunicação, de boa vcs sempre vao estar no erro

Arquivo do blogue