
Em 17-4-08, na etiqueta Antropologia, deixámos uma mensagem sobre a Origem do Homem que hoje vamos actualizar. Assim, podemos afirmar que todos nós temos um pouco de etíope, pois foi na Etiópia , na jazida de Aramis que foram encontrados restos fósseis dos hominídeos mais antigos, incluindo a Lucy , uma fêmea da espécie Australopithecus aferensis que viveu há 3,2 milhões de anos. Na referida jazida, e em locais mais a norte, foram descobertos vários fragmentos de uma nova espécie , ainda mais antiga, a Ardipithecus ranidus que viveu há 4,5 milhões de anos e é conhecida pelo diminutivo de Ardi. O Ardi é um dos nossos sntepassados mais remotos , próximo daquela espécie de Símios que, há 6 milhões de anos, se dividiu em dois ramos : o dos hominídios que veio a dar o homem e o outro que veio a dar os macacos actuais. Há indícios que o A. ranidus andava sobre as patas traseiras numa posição erecta , pois a cavidade onde a coluna vertebral encaixa no crâneo assim o demonstra. O seu cérebro rondava os 300 a 350 centímetros cúbicos , semelhante ao de uma fêmea de chimpanzé actual. A cara tinha um focinho, mas menos pronunciado que o dos chimpanzés . Os dentes caninos eram parecidos com os dos australopithecus mas mais pequenos . Os antebraços eram muito grandes e as mãos tinham dedos muito compridos . Os pés possuíam dedos também muito compridos e o dedo grande estava afastado dos outros. Corria desajeitadamente e os seus pulsos permiiam agarrar-se a ramos mas não balançar-se neles . Embora vivesse na floresta passava mais tempo no chão do que nas árvores, talvez num misto de floresta e savana.O seu andar seria lento pois se estava a passar de indivíduos que viviam a trepar ás árvores para os que só caminhavam no solo. Está assim descoberto mais um elo da cadeia evolutiva do Homem.


Será que este povo voava? Já nada é de espantar!
A ideia de pintar o Juízo Final deve-se ao Papa Clemente VII, desejoso de deixar uma grande obra que o recordasse na sua passagem pela cadeira de S.Pedro. Contudo ,morreu antes de Miguel Ângelo a iniciar e foi o Papa Paulo III quem ratificou o encargo do mestre pintar a parede por detrás do altar. Sabe-se que foram feitos vários esboços para a pintura, baseados no Evangelho de S. Mateus que ficariam em quatro molduras sobrepostas. Nesse esboço , o Tribunal Celestial conteria as figuras de Cristo, da Virgem Maria , de S.João Baptista , dos Apóstolos e dos 24 Velhos do Apocalipse. Nas outras três molduras constariam a "ressureição dos mortos " a "avaliação das almas " e a " separação dos justos dos réprobos ". Miguel Ângelo esqueceu esta ideia de molduras sobrepostas e criou um caos ordenado. As suas figuras sobem, baixam , giram sobre si próprias , criando um turbilhão à volta de Cristo que também não está sentado num trono, como era usualmente representado. Miguel Ângelo mistura ainda às cenas bíblicas a necessidade de reforma da Igreja , onde o pecado da avareza é personificado por um Papa. A obra de 14,6 por 13,41 metros foi inaugurada em Novembro de 1541 , toda ela pintada pelo artista sem colaboração de discípulos . À medida que a obra ia ganhando forma , a crítica negativa da corte papal ia crescendo ; diziam que os anjos não tinham asas , as figuras sagradas não possuíam aureolas e que os órgãos genitais das figuras não estavam tapados numa demonstração de obscenidade na casa de Deus . Paulo III recebia contínuas queixas . mas acreditava plenamente no que o pintor estava fazendo. Recordemos que estas críticas aconteciam nos palácios em que os " 



Melhor que qualquer fotografia só mesmo uma visita ao Vaticano para ver esta magnífica obra ,restaurada há uma dúzia de anos .