eminium é o nome romano de um povoado situado na colina sobranceira ao rio Mondego na sua margem direita, vinte quilómetros a norte de uma vila romana designada por Conímbriga. Com o passar dos séculos e talvez por influência do nome Conimbriga , Aeminium acabou por ser Conimbria e depois Coimbra.. Da ocupação romana de Aeminium já pouco resta, a não ser parte de um aqueduto e um grande criptopórtico do século I antes de Cristo, situado sob o que é hoje o Museu Machado de Castro, na zona alta da cidade. Um criptopórtico é uma galeria abobadada subterrânea, cujos arcos serviam para sustentar uma estrutura à superfície que, neste caso, era o fórum de Aemínium , praça pública e lugar de reunião dos diferentes habitantes da urbe. A construção do criptopórtico deveu-se ao facto de, naquele local, o declive do terreno ser muito grande e, por esta forma , se conseguir uma extensa área plana para um edifício grande e respectiva praça. A referida estrutura tem dois pisos, formados por grandes celas e galerias, sendo o piso superior de maior área. Pensa-se que durante a ocupação romana e árabe terá servido como armazem de víveres dado as celas serem lugares frescos e escuros que permitiam a conservação de alimentos. Durante a idade média o fórum foi transformado em palácio episcopal e as galerias do criptopórtico entulhadas com materiais de outros edifícios, possivelmente islâmicos ou romanos . No século XX, o paço episcopal foi transformado no Museu Machado de Castro , as galerias romanas desentulhadas e todo o material e espaço estudados. Durante os trabalhos de escavação , na zona anexa ao antigo fórum, foram descobertas redes de água e de esgotos construídas pelos romanos . A grande conduta de água ligava-se ao aqueduto que vinha de Celas e que hoje é conhecido como Arcos do Jardim.
(aqueduto ou arcos do jardim ,isto é, do Jardim Botânico ali ao lado)
O esgoto romano encontrado funcionava ainda como vazadouro de águas sujas a habitações circundantes dos séculos XIX e XX, isto a quando do início dos trabalhos de arqueologia. Foi ainda descoberta uma fonte monumental que estaria implantada na fachada do fórum , bem como alguns bustos. Outros raros vestígios de Aeminium estarão na Igreja de S.João de Almedina e na zona da porta com o mesmo nome , bem como nas caves da Livraria Almedina a ela colada. Lamentamos não ter encontrado qualquer documento público sobre os trabalhos de recuperação do criptopórtico já que tendo eles demorado mais de uma dezena de anos, certamente terão trazido á luz objectos de grande interesse histórico que aqui poderíamos citar.
(foto mostrando as galerias e celas do criptopórtico )
O castelo,cuja planta conhecida data do século XVIII, foi reconstruído no reinado de D.Afonso Henriques, sendo que D. Sancho I o mandou reforçar, aumentando o número de torres defensivas, uma delas em forma de quina junto á torre de menagem, chamada Torre de Hércules ou torre quinada. No século XVI começou a destruição da cintura de muralhas , quer pelo seu estado de ruína , quer porque a cidade crescia para fora delas e era necessária pedra para a construção dos grandes colégios universitários. A machadada final veio com a Reforma Pombalina da Universidade, na década de 1770. A construção de novos edifícios escolares e a beneficiação de outros, levou à destruição da área circundante à torre de menagem, tendo esta também começado a ser derrubada em 1773 para, a partir da sua base quadrangular, ser construído um novo observatório astronómico. Quando, dois anos mais tarde, se verificou que o local não era o melhor para as observações , as obras pararam, mas a torre de menagem já não existia . O novo observatório foi construído no extremo do pátio da universidade ,entre o Colégio de S.Pedro e a Biblioteca Joanina, tendo aí ficado até 1951, data em que foi demolido por haver já um outro moderno no alto de Santa Clara. Na segunda metade do século XIX, com a reforma dos Hospitais da Universidade, as inacabadas e abandonadas obras do primitivo observatório são aproveitadas para fazer a lavandaria e rouparia do hospital. Em 1944 estas instalações são desactivadas e demolidas expondo, 

Em 1945, existia ainda no local onde terminava o aqueduto que abastecia o castelo um arco denominado ARCO DO CASTELO mas que nada tinha a ver com ele . Foi construído como suporte aos edifícos anexos,após o terramoto de 1755





Fora do espaço físico do mosteiro e paralelo ao claustro do Silêncio, está um outro claustro designado da Manga , construído na década de 1530 e obra de João de Ruão. Hoje é um jardim público, entre edifícios modernos que nada têm a ver com o mosteiro,como se pode observar na foto seguinte.





