12.11.08

HISTÓRIA DA BORRACHA

A borracha, produto usual nos nossos dias , já era conhecida pelos ameríndios antes dos europeus chegarem ao continente Americano. Os índios utilizavam-na para fazer objectos de uso pessoal como botas e chapéus impermeáveis á chuva. A borracha é o produto sólido resultante da coagulação natural da secreção da " seringueira", quando se faz uma incisão na sua casca. Esta planta arbórea tem o nome científico de Hévea brasiliensis e é abundante na floresta do Amazonas. Parece que a palavra borracha teve a sua origem no facto dos portugueses terem utilizado o produto no fabrico de botijas ou odres, em substituição dos de cabedal, para o transporte de vinho e que se designavam de borrachos. Há quem afirme que a primeira aplicação da borracha tenha sido como apagador de lápis , na Inglaterra, com a designação de India Rubber. O látex, tal como é segregado pela planta, é um polímero de isopreno e não é muito prático para fabricar objectos pois torna-se quebradiço com o frio e pegajoso com o calor. O produto necessita, por isso, ser purificado e vulcanizado , isto é, aquecido com adição de enxofre e óxidos metálicos o que vai alterar a sua estrutura química molecular, melhor dizendo, vai fazer com que as moléculas simples e individualizadas do polímero se liguem umas ás outras numa rede tridimensional , dando-lhes maior resistência e flexibilidade. Este processo de vulcanização foi descoberto acidentalmente por Goodyear,em 1840. A história da borracha natural está ligada a uma mudança radical do Brasil pois que ,desde a segunda metade do século XIX até 1920, houve uma corrida á extracção do látex semelhante á corrida ao ouro na América do Norte. Não podemos esquecer que se vivia o período da revolução industrial e da " belle époque" com uma certa prosperidade e uso de telefone, luz eléctrica,comboio etc. A corrida aos seringais amazónicos transformou a região norte do Brasil, pobre e pouco povoada, numa das mais prósperas, com a instalação de bancos e empresas estrangeiras nas cidades de Belém e Manaus. Estas cidades passaram a ter luz eléctrica, esgotos , água canalizada, telefone, grandes edifícios, luxuosas vivendas e uma vida cultural comparável á de Paris. Tudo isto durou até 1910, data em que entra no mercado internacional a borracha das colónias britânicas da Malásia ,Índia e Singapura, a um preço muito inferior ao do Brasil. Tudo aconteceu porque, em 1876, os ingleses haviam levado sementes da Hevea brasiliensis para o Jardim Botânico de Londres e ali fizeram enxertos obtendo variedades muito resistentes ao clima e ás pragas. Nas suas colónias ,utilizando plantações racionalizadas e em regime de monocultura ,obtiveram grande produtividade e maior competitividade. Assim a produção brasileira entrou em declínio e com ele se apagou o período áureo do norte deste país. Voltando um pouco atrás no tempo, para o ano de 1820, um industrial inglês , de nome Nadier, fabricou fios de borracha que vendia como suspensórios de calças. Por essa época, na América, produziam-se tecidos impermeáveis e botas de neve á base do látex pois se havia descoberto o processo industrial de corte, laminação e prensagem da borracha. Este processo deve-se a Mac Intoch que observou ser a benzina um solvente da borracha e também se deve a Hancock, um serralheiro que criou a máquina de prensagem a quente, depois de estudar o processo de vulcanização de Goodyear. Em 1845, R.W. Thomson inventa o pneumático e a câmara de ar que se tornam populares com a invenção da bicicleta , em 1869, por Michan. Nesta data já existiam brinquedos de borracha e bolas ocas e maciças para golfe e ténis .Em 1895, Michelin teve a ideia de adaptar o pneu ao automóvel passando a borracha a ser considerada essencial no mundo moderno. Este facto despertou o interesse dos químicos em a sintetizar, sendo os russos e os alemães os pioneiros nessa pesquisa. Já durante a 1ª Guerra Mundial os alemães haviam desenvolvido a borracha sintética. Este tipo de borracha é produzido a partir de derivados do petróleo (hidrocarbonetos) ,havendo duas variedades: a branca para apagar o lápis e a preta, mais resistente á corrosão, para os pneus dos carros . Um dos principais passos para produzir borracha sintética de boa qualidade foi a descoberta do modo como estão distribuídos os átomos na molécula da borracha natural. Descobriu-se que quando os átomos de carbono e de hidrogénio estão reunidos de certo modo formam a gasolina , de modo diferente o querosene e de um terceiro modo a borracha. Mesmo com tal conhecimento, não se conseguiu produzir uma borracha sintética exactamente igual á natural, pois ainda não foi possível encontrar a maneira de reproduzir as gigantescas moléculas de borracha que as árvores produzem. São os segredos técnicos da natureza a provar que o homem não lhe é superior. Mesmo assim a borracha sintética ocupou grande parte do espaço da borracha natural em todas as suas aplicações. A sua produção hoje supera em muito a da borracha natural sendo os Estados Unidos o maior produtor mundial, seguidos pelo Japão , Alemanha ReinoUnido e Brasil. As novas experiências realizadas com as borrachas sintéticas levaram já ao aparecimento de borrachas autocolantes. É este um tipo de borracha que caso se rasgue, basta colocar os dois pedaços juntos para que eles se unam novamente ,voltando a ser uma única peça. Este processo leva apenas alguns minutos e acontece espontaneamente, á temperatura ambiente, sem necessidade de adição de qualquer outro produto. O segredo está em que, ao contrário das borrachas tradicionais que são formadas por longas cadeias de polímeros, a nova borracha consiste em pequenas moléculas que se ligam entre si por pontes de hidrogénio., ligações estas muito mais fracas do que as dos polímeros naturais. Esta nova borracha é produzida a partir de ácidos gordos retirados do milho ou de outras plantas a que se adiciona ureia. Pense-se em pneus que se auto-consertam em caso de furo ,ou em roupas que nunca se rasgam e teremos um futuro brilhante. Enquanto esta borracha não estiver no domínio público apoiemos a borracha regenerada que é obtida pela reciclagem de pneus, câmaras de ar e outros objectos em borracha.

5.11.08

TAUÍSMO

Neste início do século XXI e nesta nossa civilização ocidental, cada vez mais pessoas se sentem insatisfeitas com o seu conceito de vida.Procurando algo que as inspire na realização do seu ego,começam a estudar o pensamento oriental antigo, especialmente o tauísmo, pois este vai ao encontro dos anseios do homem moderno. Tentemos então entrar nesta filosofia de vida ; enquanto o Cristianismo distingue a matéria do espírito , o corpo da alma, o mundo de Deus , para o Tauísmo é tudo a mesma coisa. Esta filosofia de vida baseia-se num tau (caminho) e está difundida na China rural, embora não reconhecida pelo governo. Um tau pode ser representado ,metafòricamente, pelos opostos yin e yang, as situações contraditórias que se nos deparam neste mundo. O yin é a escuridão, a terra, o feminino e o yang a claridade ,o céu , o masculino, mas em que cada um contém o germe do outro ,num tau uno, incompreensível para o comum mortal ocidental. A filosofia tauísta baseia-se na ideia de que tudo é parte de um sistema integral em permanente mudança. O Universo, a Terra e os seres humanos encontram-se num processo dinâmico de transformação. ; o que acontece na Terra reflecte-se no Universo e vice-versa. Deste ponto de vista, só quem não tem ambições, quem está livre da vontade e do desejo, quem se entrega ao fluxo natural do yih e do yang, pode perceber o mundo oculto do tau.. Isto não significa que o tauista viva sem vontade própria,num estado letárgico. Ele deve procurar levar uma vida simples e tranquila em harmonia com o Universo. Não deve ocupar o primeiro plano ; fazer as coisas pelas coisas e não por vaidade pessoal para dar nas vistas. Os seus actos devem ser suaves e solidários, nunca intrometidos, manipuladores e perturbadores. Recordemos que só quem está livre das limitações do amor , do ódio , da inveja e sem ambições pode penetrar no mundo secreto do tau. Vejamos, por exemplo, o tau do amor e da sexualidade. O ser humano nasce abençoado com o ching (força sexual) ,o chi (força vital), o te (força emocional)e o shen (força espiritual). A força vital e a sexual podem ser cultivadas, fortalecendo a espiritual e a emocional. No âmbito do yin e do yang, cada membro do casal entrega ao seu companheiro a parte que existe em si em embrião, possibilitando a união da energia masculina e feminina , o que é mais um passo na direcção do verdadeiro eu. As linhas mestras do tauismo estão nos poemas de Lao-Tsé (século III antes de Cristo) e que muitos duvidam ter existido, mas até esta dúvida está de acordo com a filosofia tauísta pois o que conta não é a pessoa ,mas o tau. Para terminar este apontamento, apresentamos duas máximas tauístas que se aplicam perfeitamente a nós, ocidentais: De onde venho? Para onde vou? Cada um tem de encontrar a resposta em si mesmo .


Morte e vida. A morte é o regresso á origem; è o resultado da vida que sem ela não pode existir.


4.11.08

MEDICINA DO PASSADO (2ª PARTE)

( A primeira parte deste tema foi publicada neste blog em 20-9-08)

Um velho, calvo e barbudo, com rugas que lhe marcam o rosto, fala a um grupo de jovens que o rodeia : ....breve é a vida e longa a arte; a ocasião é fugaz; a experiência enganosa; o julgamento difícil . O médico deve não somente cumprir o seu dever,como estimular a cooperação do paciente, dos seus assistentes e de todos mais... Quem assim falava era Hipócrates, nascido na ilha de Cós por volta do ano 460 ,antes de Cristo. Médico ambulante, conforme os costumes da época, percorreu toda a Grécia ensinando medicina até á sua morte aos 90 anos de idade. Era um asclépíade, isto é, membro de uma família que praticava cuidados de saúde. O maior mérito de Hipócrates foi considerar a medicina uma disciplina distinta da filosofia , não podendo a ela ser aplicada métodos especulativos. A medicina não podia ser estudada a partir de pressupostos, mas apenas pela observação científica dos fenómenos. Hipócrates tentou dissociar a medicina da superstição, combatendo a ideia de que demónios ou espíritos entrados no corpo é que provocavam as doenças. Do volumoso legado de 53 tratados de medicina que lhe são atribuídos , seleccionámos os seguintes : Juramento; Tratado sobre a doença sagrada (epilepsia) ; Tratado sobre ares ; Águas e lugares ; Prognóstico ; Tratado sobre epidemias . Hipócrates dizia : "a saúde depende da harmonia entre 4 humores: bílis preta, bílis amarela , sangue e fleugma . "Quando a harmonia não ocorre o calor vital do corpo provoca fermentação do humor em excesso que é expelido com a urina ,fezes, vómito, suor, expectoração e hemorragia nasal. Na anatomia da época não se distinguia tendões de nervos nem veias de artérias, quanto á sua função . Embora com tão empíricos conhecimentos Hipócrates conseguiu formular conceitos terapêuticos válidos ainda hoje. Achava ele que " o organismo age para combater a moléstia e o médico deve apenas colaborar no processo natural. Para tal deve fazer um diagnóstico, um prognóstico e um tratamento." Pese ele ter errado quanto ao médico apenas colaborar no processo natural , ele sabia já distinguir a doença de sintomas da mesma . Para Hipócrates, a febre era apenas um sintoma de que qualquer maleita tinha atingido o homem e não ela , em si, uma doença a curar. Era um avanço extraordinário para a época. Terá sido por influência de Hipócrates que a medicina assumiu a posição dignificante de hoje. Isso transparece claramente num dos trechos de "Juramento " Puras e santas conservarei a vida e a arte curativa.......em qualquer casa que entre, será para o bem do doente e me manterei longe de qualquer acto danoso, como também de contactos impuros com homem ou mulher, sejam eles livres ou escravos....... qualquer coisa que eu veja ou escute durante o tratamento e que não possa ser contado a estranhos, guardarei segredo como coisa que não é lícito dizer. Como ele estava actualizado, 2600 atrás! Pura e santa conservarei a vida.... Hoje diz-se que o médico tudo deve fazer para conservar a vida do doente e não provocar a morte do mesmo. Daí haver médicos oponentes ao aborto ou á eutanásia. ...qualquer coisa que eu veja ou escute durante o tratamento .....guardarei segredo . É hoje o sigilo clínico. "...me manterei longe de qualquer acto danoso....."É a deontologia médica de hoje. Não é por acaso que Hipócrates é considerado o pai da medicina .
Na Idade Média ,o diagnóstico de uma doença não podia variar muito : ou era provocado pela entrada de um demónio no corpo do doente, pela influência da Lua, de feitiços , pragas ou maus olhados, daí os exorcismos, amuletos ,rezas e promessas ,como terapia praticada nos mosteiros. Se no início os monges e restringiam á cura dos companheiros da ordem , com o tempo passaram a atender doentes alheios ao mosteiro, da mesma forma que os médicos leigos, fazendo cirurgias nem sempre bem sucedidas o que interferia na reputação dos sacerdotes. Face a este facto ,e por decisão do Concílio de Roma, em 1138, os sacerdotes foram proibidos de exercer a medicina á população.Os monges tornearam o problema de uma maneira curiosa ; como estavam proibidos de usar barba e cabelo comprido tinham , ao seu serviço, criados barbeiros. Não podendo realizar sangrias, delegaram nos criados essa função sob sua orientação. Nasciam assim os barbeiros sangradores,barbeiros cirurgiões e barbeiros dentistas, tendo alguns chegado ,nas aldeias, ao início do século XX. Pouco a pouco foram-se formando escolas leigas de medicina junto aos próprios mosteiros. Aparece assim a Escola de Salerno, muito antes do ano 1000, com influência das medicinas grega, árabe e judaica. Um dos seus grandes mestres foi Garioponto, autor da "Passionária", obra copiada e recopiada durante toda a Idade Média. Este livro, fartamente ilustrado com iluminuras, descrevia todas as doenças , da cabeça até aos pés, indicando as diferentes formas de cura. Desta escola de Salerno saíram grandes mestres com Rogério Furgado, na segunda metade do sec XII, cujos ensinamentos se mantiveram por mais de 100 anos, sendo evidente que os salernitanos praticavam a dissecação em porcos, para conhecimentos científicos. Talvez daí o conhecido provérbio : "Se queres conhecer o teu corpo abre um porco " Com o aparecimento das universidades a escola de Salerno foi entrando em decadência e quase desapareceu. Em Janeiro de 1315, rodeado pelos discípulos, o médico Mondino de Luzzi ensinou anatomia com observação directa num cadáver, dissecando-o, o que ia contra os princípios da Igreja. Este avanço no estudo do corpo humano deve-se á formação das universidades, como é o caso da Universidade de Mestres e Estudantes de Bolonha, a primeira na Europa.Um dos aspectos mais típicos e mais significativos destas universidades é o seu carácter laico e associativo. A vida intelectual começava assim a libertar-se dos conformismos e da dependência da religião . Á medida que as universidades floresciam , o espírito de pesquisa intelectual era cada vez mais incentivado e novas conquistas foram facilitando a prática da medicina, como é o caso das tentativas de anestesia dos pacientes com esponjas impregnadas de ópio e outras substâncias , tornando-se assim mais praticáveis as longas intervenções cirúrgicas com menos sofrimento para os pacientes. Também o uso do bisturi foi introduzido definitivamente, contrariando a influência islâmica que preferia a cauterização. Quanto não se andou até aos nossos dias e quanto não teremos de andar até se chegar a uma medicina sem efeitos colaterais para o paciente. Que venha breve a Medicina do Futuro.

1.11.08

V Í R U S assassinos de outros virus ?

Um vírus é, por definição. uma partícula proteica que pode infectar organismos vivos. Tipicamente estas partículas de proteína carregam no seu interior uma pequena quantidade de ácido ribo-nucleico (DNA,RNA ou ambos). Estes ácidos possuem a informação genética necessária à formação de outros vírus iguais. No entanto, estas moléculas de ácido ribo-nucleico de nada servirão se não parasitarem células hospedeiras vivas, isto é, células de seres vivos. É por este facto que alguns cientistas não consideram os vírus como seres vivos Os vírus , como dissemos, consistem em uma cápsula de proteína chamada capsulídeo que armazena e protege o material genético viral . Por vezes,envolvendo o capsulídeo, existe o envelope ou envoltório, normalmente derivado da membrana celular do hospedeiro anterior, assim possibilitando ao vírus identificar as células que pode parasitar. Os vírus não têm qualquer actividade metabólica fora da célula hospedeira, isto é, não podem captar nutrientes, utilizar energia ou realizar qualquer síntese biológica. É verdade que se multiplicam, mas de maneira diferente das células. Enquanto estas duplicam o seu conteúdo para depois se dividirem em duas células filhas, os vírus replicam-se invadindo células de outros seres e transformando o DNA e RNA dessas células em DNA e RNA vírus. Por estas razões, como já dissemos, a maior parte dos biólogos acha que os vírus não devem ser considerados seres vivos, argumentando que um organismo vivo deve possuir características como a capacidade de obter nutrientes e energia do meio ambiente , melhor dizendo, ter metabolismo para manter e construir a sua estrutura e se reproduzirem. Os organismos vivos fazem parte de uma linhagem contínua , sendo necessariamente originados de seres vivos semelhantes. Ora os vírus não manifestam crescer, degradar ou fabricar substâncias e nem reagem a estímulos, mais parecendo minerais ,pois até têm forma cristalina. No entanto esta opinião pode ser posta em causa pois, recentemente, se verificou haver estirpes de vírus que se "alimentam" de outros vírus, tal como uma espécie animal se alimenta de outros seres vivos para sobreviver. Biólogos da universidade de Aix-Marseille descobriram este facto em 2003 ao estudarem um vírus gigante infectante de amibas.. Ao isolarem uma estirpe maior (mamavírus) observaram nela estranhas partículas patogénicas baptizadas de "spoutnik". Perante uma co-infecção o virus gigante fazia-se substituir por pequenas partículas, os spoutniks, que utilizavam com maior velocidade o material celular da amiba hospedeira. A análise do genoma dos spoutniks revelou uma surpreendente composição genética, não usual ; oito dos vinte e um genes são idênticos aos do virus gigante e os restantes idênticos aos dos genes comuns das células, o que sugere que o virófago poderá atacar diferentes estirpes de vírus e não só as células. Esta conclusão vai de encontro aos que pensam que os vírus podem também ser considerados seres vivos. Resta saber se um dia poderemos usar estes vírus para combater outros vírus que nos provocam doenças. As verdades científicas de hoje podem não o ser amanhã.Há ainda tanto para descobrir sobre a natureza que o Homem se sente um ignorante perante o fenómeno da vida neste planeta.É que ,para além dos vírus, outras partículas estruturalmente simples povoam o nosso mundo e são elas os viroides,virusoides,deltavírus e priões todas elas ainda pouco conhecidas. No grupo de doenças causadas por vírus temos : raiva, rubéola, sarampo, hepatite, dengue,poliomielite, varíola, febre amarela, varicela, gripe, meningite, sida (HIV), papiloma vírus, este último causador do cancro do colo do útero, e outros mais. Para algumas destas doenças já há vacinas específicas e para outras conhecem-se os meios para evitar que os vírus se multipliquem, como é o caso dos que são propagados e multiplicados em mosquitos seus hospedeiros. Oxalá os virófagos ( vírus destruidores de outros vírus ) venham em nosso auxílio e sejam uma futura arma médica para muitas doenças .



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