Quem ,no dia 20 de Maio de 2009, visitou o Google deparou-se com um cabeçalho, diferente do habitual, representando um fóssil animal. O mundo não científico conhecia, desta forma, o Darwinius masillae um pequeno primata de quase 50 milhões de anos que parece ser o elo perdido na passagem dos prosímios para os símios antropoides durante a evolução humana. O animal terá vivido numa floresta onde hoje é a Alemanha , pesaria menos de um quilo no estado adulto, mas já apresentava características dos primatas mais evoluídos como dedos com unhas e não com garras . Darwinius masillae é a única espécie conhecida do género Darwinius , primata da época EOCENO de há 47 milhões de anos . Este único exemplar conhecido, baptizado de Ida, foi descoberto em 1983, em Messel, numa pedreira de xisto desactivada , a 35 Kms de Frankfurt. O fóssil era constituído por uma placa e por uma contra-placa parcial que foram vendidas em separado, seguindo percursos diversos. A contra-placa foi, em dada altura, completada artificialmente para parecer um fóssil completo e acabou, em 1991 , num museu particular de Wyoming. A parte falsificada da contraplaca foi no entanto obtida a partir da placa completa o que prova que o " falsificador" teve aceso ao fóssil completo. As duas partes foram novamente reunidas , em 2006, graças ao Museu de História Natural de Oslo que despendeu 1 milhão de dólares para tal. O animal, em vida, assemelhava-se a um lémure actual e é classificado da seguinte maneira : reino Animal, filo Cordado,classe Mamífero, ordem Primata , família notharctidae, género darwinius e espécie darwinius masillae, havendo nesta data discordância na sua classificação no que respeita a sub-ordem e infra-ordem. O seu nome vulgar de IDA é o nome da filha do Dr. Hurum, paleontólogo norueguês do museu de Oslo que conseguiu adquirir a secção do fóssil em falta e dirigiu o seu estudo. Para além dos ossos é visível a impressão dos tecidos moles e o contorno do pelo, bem como os restos da sua refeição de frutos e folhas . Exibe uma face curta com olhos dirigidos para a frente como os seres humanos, unhas em vez de garras e dentes semelhantes aos dos macacos. As mãos têm cinco dedos com polegares oponíveis como o homem. O estudo radiológico do fóssil revela tratar-se de uma fêmea juvenil que teria o pulso esquerdo fracturado. Os cientistas especulam que Ida possa ter sido sufocada por fumos de dióxido de carbono enquanto bebia no lago Messel. Diminuída pelo pulso partido,ficou inconsciente, foi levada pelas águas e afundou-se no lago, onde condições especiais de fossilização a conservaram por 47 milhões de anos .23.5.09
Darwinius masillae
Quem ,no dia 20 de Maio de 2009, visitou o Google deparou-se com um cabeçalho, diferente do habitual, representando um fóssil animal. O mundo não científico conhecia, desta forma, o Darwinius masillae um pequeno primata de quase 50 milhões de anos que parece ser o elo perdido na passagem dos prosímios para os símios antropoides durante a evolução humana. O animal terá vivido numa floresta onde hoje é a Alemanha , pesaria menos de um quilo no estado adulto, mas já apresentava características dos primatas mais evoluídos como dedos com unhas e não com garras . Darwinius masillae é a única espécie conhecida do género Darwinius , primata da época EOCENO de há 47 milhões de anos . Este único exemplar conhecido, baptizado de Ida, foi descoberto em 1983, em Messel, numa pedreira de xisto desactivada , a 35 Kms de Frankfurt. O fóssil era constituído por uma placa e por uma contra-placa parcial que foram vendidas em separado, seguindo percursos diversos. A contra-placa foi, em dada altura, completada artificialmente para parecer um fóssil completo e acabou, em 1991 , num museu particular de Wyoming. A parte falsificada da contraplaca foi no entanto obtida a partir da placa completa o que prova que o " falsificador" teve aceso ao fóssil completo. As duas partes foram novamente reunidas , em 2006, graças ao Museu de História Natural de Oslo que despendeu 1 milhão de dólares para tal. O animal, em vida, assemelhava-se a um lémure actual e é classificado da seguinte maneira : reino Animal, filo Cordado,classe Mamífero, ordem Primata , família notharctidae, género darwinius e espécie darwinius masillae, havendo nesta data discordância na sua classificação no que respeita a sub-ordem e infra-ordem. O seu nome vulgar de IDA é o nome da filha do Dr. Hurum, paleontólogo norueguês do museu de Oslo que conseguiu adquirir a secção do fóssil em falta e dirigiu o seu estudo. Para além dos ossos é visível a impressão dos tecidos moles e o contorno do pelo, bem como os restos da sua refeição de frutos e folhas . Exibe uma face curta com olhos dirigidos para a frente como os seres humanos, unhas em vez de garras e dentes semelhantes aos dos macacos. As mãos têm cinco dedos com polegares oponíveis como o homem. O estudo radiológico do fóssil revela tratar-se de uma fêmea juvenil que teria o pulso esquerdo fracturado. Os cientistas especulam que Ida possa ter sido sufocada por fumos de dióxido de carbono enquanto bebia no lago Messel. Diminuída pelo pulso partido,ficou inconsciente, foi levada pelas águas e afundou-se no lago, onde condições especiais de fossilização a conservaram por 47 milhões de anos .10.5.09
CASTELO DA FEIRA
Onde hoje se situa o castelo, fora outrora um santuário pré-romano devotado ao deus Bandevelugo Toireco. Aumentado pelos romanos e posteriormente cristianizado, o templo foi, a pouco e pouco , ficando degradado e os seus materiais usados na construção de uma fortaleza que apresentava reminiscências romanas e islamitas provocadas pelos povos que a ocuparam. Durante o início do reino de Portugal esta foi aumentada para o dobro e novas obras , nos séculos XIV e XV, deram-lhe o aspecto definitivo . D. Sancho I , no século XII, escolhera-o para alojar a sua mulher ( D. Dulce) e as filhas , quando ele falecesse. Mais tarde foi dado como dote a D. Isabel de Aragão (Rainha Santa Isabel) pelo então noivo, o rei D.Dinis. Os anos correm e, já no tempo de D. Fernando este monarca, pouco antes de falecer, outorga a posse do castelo ao conde de Barcelos , João Afonso Teles. A morte de D. Fernando cria um problema dinástico pois a sua filha D. Beatriz, herdeira da coroa portuguesa, era casada com o rei de Castela. O castelo da Feira é então tomado de assalto por Gonçalo Coutinho que advogava a causa de D. João ( mestre de Avis) para rei de Portugal. Após as batalhas de Trancoso e Aljubarrota , o já rei D. João I confisca todos os bens do Conde de Barcelos e as terras de Santa Maria da Feira são entregues ao senhorio de Nuno Álvares Pereira e na descendência deste ficou até 1700. É um neto de Nuno Álvares, de nome Fernão Pereira, que manda fazer uma remodelação profunda no castelo. As obras que duraram vários anos só terminam na alcaidaria de seu filho Rui que ainda mais o fortificou. De Júlio Gil no seu livro "Os mais belos castelos de Portugal" tirámos os seguintes apontamentos:
" ....da grande cerca medieval conhecem-se apenas os cortornos .....a praça de armas tem ameias desenhadas ainda para artilharia de trons .... Sobre a base da antiga torre de menagem elevou-se a monumental alcáçova palaciana contendo um salão de festas de magnífica abóbada gótica, quatro lareiras de aquecimento , galeria alta,tribuna de músicos, escada helicoidal para o eirado e seis janelas. ......A porta principal do castelo sob protecção de pequena barbacã tem certa complexidade nas entradas desenfiadas....... no flanco a nascente da muralha um cubelo rectangular protege o poço e a poente um cubelo casamata sugere ciclópica máquina de guerra.6.5.09
A RADIODIFUSÃO COMO ARMA DE GUERRA
Este complexo de emissores e grandes antenas transmitia continuamente programas de ideologia capitalista para os países dominados pelo comunismo e funcionou mais de 40 anos , até á queda da dominação soviética da URSS. O local da REL , com cerca de 196 hectares , onde estavam instaladas gigantescas antenas além de edifícios de apoio aos emissores, está hoje desocupado , tendo as antenas e o material de emissores sido desmantelado. Estas instalações da REL eram denominadas de RARET - sociedade anónima de rádio retransmissão e fora criada ,em 1951, para retransmitir os programas da Rádio Europa Livre cujos estúdios estavam em Munique (Alemanha). Segundo Manuel Cardoso ,engenheiro da RARET, os conteúdos programáticos eram de forma a seduzir os ouvintes dos países-alvo para as vantagens do mundo ocidental e assim, notícias censuradas ou leituras de obras proíbidas pelos regimes comunistas faziam parte da grelha da REL
, gravadas com a voz de exilados políticos que se encontravam em Munique. Isto é explicado por outro ex-funcionário da RARET o Sr Mário Portugal L. Faria quando diz: " Salazar só permitia que servíssemos de espelho, ou seja, que recebêssemos e retransmitíssemos os programas vindos de Munique ." Para tal a RARET estava ligada a um importante centro de escuta na Maxoqueira (Benavente) que recebia as emissões de Holzkirchen ,oriundas dos estúdios de Munique, e as gravava ou reencaminhava logo para os diferentes emissores da Glória do Ribatejo. Estes emissores da Glória, com centenas de KWatts de potência, tinham as antenas dirigidas para a Roménia, Checoslováquia , Polónia,Hungria e Bulgária e, a partir dos anos 60, para países comunistas do médio oriente , num total de 18 línguas diferentes.
Esta aparente confusão de emissões vindas da Alemanha para Portugal onde eram captadas, melhoradas tecnicamente , estruturadas conforme os países e emitidas posteriormente em diferentes comprimentos de onda , logo por diferentes emissores, só vem demonstrar a importância da radiodifusão na guerra psicológica. Em época mais recente , na guerra do Iraque , um dos primeiros edifícios que os EUA destruíram foi o dos estúdios da Rádio Bagdá, propriedade do Governo . Logo que esta deixou de emitir , aviões americanos passaram a sobrevoar o país com emissores potentes em onda curta,AM e FM emitindo música árabe e mensagens para que o povo deixasse de apoiar Saddam. A potência destes emissores era tal que abafava as outras emissoras locais do Iraque , criando na população um sentimento antiSaddan e a desmoralização nas tropas . A Rádio Iraque Livre chegou a ter emissões contínuas de cinco horas diárias . Esta táctica de guerra psicológica é muito eficiente , pois a rádio chega muito longe e é montada com facilidade durante um confronto. Também não é por acaso que, mesmo em tempo de paz, os países mantêm no ar programas radiofónicos em onda curta , destinados a outros países e na língua destes , numa constante acção de propaganda . A BBC, a Rádio Moscovo, a Rádio Neetherland, a Voz da América, a RDP África e até a Rádio Vaticana e outras mais por todo o lado, têm emissões em várias línguas e são exemplo da força psicológica deste meio de informação e contrainformação. A fotografia com que terminamos este apontamento refere-se ás antenas de onda curta da Rádio Vaticana.
1.5.09
JUDAÍSMO

21.4.09
NÓS SOMOS O QUE COMEMOS
Como todos os seres vivos, o homem necessita de alimentos mas a maioria das pessoas come mal ; uns comem em demasia,outros passam fome ou cometem erros alimentares que provocam doenças. Os especialistas afirmam que a genética será a arma para recuperar as imunidades perdidas por doenças oriundas de erros alimentares mas, até essa solução chegar, a estratégia é adoptar hábitos de vida saudáveis. Dormir as horas necessárias, fazer exercício físico regularmente, ter uma alimentação equilibrada, não fumar e restringir ao máximo o consumo de álcool,constituem a melhor estratégia para conservar a saúde. Claro que ninguém está a salvo de contrair uma doença por herança genética, ter o seu envelhecimento natural, variações hormonais ,etc ,etc, mas podemos minimizar os factores de risco. Como alguém dizia : a vida é como um jogo de cartas ; a cada um de nós foi dado um conjunto de cartas (genes) mas, dependendo da forma como se jogam as cartas que possuímos, assim o resultado da partida pode ser bom ou mau. A alimentação certa, para além das suas características nutricionais , é uma ferramenta que pode destruir os radicais livres que tornam as células doentes. Está provado que uma má alimentação proteica, como acontece em países subdesenvolvidos ,está ligada a morte por infecções , o que também acontece em hospitais e lares nos quais os idosos deixaram de comer. A interacção entre nutrição e imunidade sugere a possibilidade de prevenir doenças através da alimentação. Todos os nutrientes têm importância, sejam os ácidos gordos omega 3, os sais minerais, as vitaminas ,os anti oxidantes e os alimentos pré e pró bióticos como as fibras vegetais e bactérias dos iogurtes. No caso dos antioxidantes que fazem desaparecer os radicais livres o mais importante está no azeite que também tem propriedades anti-inflamatórias e anti-cancerígenas , por possuir polifenois. Já que falàmos em radicais livres e anti-oxidantes vejamos o que são : RADICAIS LIVRES são elementos produzidos no processo respiratório e resultam da transformação de cerca de 3% do oxigénio inspirado. Esta pequena quantidade de radicais livres libertada no sangue tem efeito benéfico pois combate as bactérias e vírus do organismo, mas a poluição ambiental,o stress, o tabagismo ,o sedentarismo , uma alimentação rica em açúcares e gordura e a prática de exercícios físicos intensos levam a uma produção exagerada de radicais livres o que já é prejudicial, pois oxidam as células. É desta forma que surgem doenças degenerativas como a atenosesclerose ,hipertensão, diabetes, cataratas, Alzheimer , cancro ,artrite.Parkinson, etc. Como já dissemos os radicais livres são destruídos pelos anti-oxidantes que se encontram em vários alimentos, conjuntamente com as vitaminas e sais minerais. Uma alimentação rica em fruta, legumes,hortaliças e cereais integrais fornecem os anti-oxidantes necessários se bem que outros alimentos possuidores de vitaminas C e E , zinco, selénio, luteína e betacaroteno, complementem a dose ideal de anti-oxidantes. Considerando que o ritmo da vida moderna não permite uma alimentação racional e equilibrada, muitas empresas farmacêuticas lançam campanhas para vender suplementos minero-vitamínicos anti-oxidantes para compensar as deficiências. Estas campanhas nas revistas e televisões podem levar a excessos de efeito contrário ao desejado, pelo que se recomenda sempre um acompanhamento de médico especialista.Vejamos agora o que entendemos por alimentação racional cuja palavra chave é "equilíbrio " ou seja,a ingestão de uma grande variedade de alimentos em quantidades adequadas ao consumo de energia diária do nosso corpo, não esquecendo que a abundância ou escassez de qualquer nutriente pode levar ao desequilíbrio e originar problemas de saúde. A energia que consumimos é fornecida por três grupos de alimentos que apresentamos por ordem de importância: Hidratos de Carbono (massas, bolos, bolachas, pão ,arroz, batata, fruta) ;Gorduras (óleo,azeite,manteiga,margarina )Proteínas (leite,queijo,carne ,peixe, ovos ); para além destes nutrientes energéticos , outros há que são fundamentais, como as vitaminas , os sais minerais e as fibras. São regras básicas de uma alimentação equilibrada:
Evite esta imagem de erro alimentar
7.4.09
ASPIRINA medicamento centenário


Mas todos os medicamentos têm um efeito colateral negativo e o da ASPIRINA é a sua agressão aos tecidos do estômago daí que hoje se junte ao comprimido carbonato de cálcio, carbonato de magnésio e óxido de magnésio para contrariar esse efeito.Também se podem revestir os comprimidos com uma fina película de etilcelulose por forma ao fármaco só ser absorvido no intestino mas, mesmo com estas precauções todas, a aspirina pode prolongar hemorragias pelo que não pode ser administrada a pacientes com hemofilia ou úlcera gástrica. O seu efeito é potenciado se consumida com álcool. Por tudo isto o uso prolongado de Aspirina deve ser controlado pelo médico através de análises clínicas periódicas. Terminamos este apontamento com o aspecto da recente (2009) embalagem do produto.
6.4.09
DNA LIXO e a evolução humana
Como já será do conhecimento geral, em cada um dos núcleos dos milhões de células que formam o corpo humano, existem 46 cromossomas agrupados em 23 pares . Cada cromossoma é constituído por duas moléculas de ADN ( ácido desoxirribonucleico) e cada uma dessas moléculas formada por uma sequência espiralada de nucleótidos . Estes, por sua vez,podem ter na sua constituição uma das seguintes bases orgânicas: Adenina, Timina , Citosina ou Guanina.É a ordem sequencial destes nucleótidos que determina o chamado código genético sendo cada gene nada mais que um pedaço da molécula de DNA .O esquema abaixo mostra um cromossoma com vários genes , representados por zonas escuras.
Pelo esquema se nota haver, entre os genes, espaços de cromossoma que parecem não servir para nada, pois as sequências de nucleótidos aí existentes não têm correspondência na formação de uma outra molécula denominada RNA . Por este motivo a essas zonas do DNA se chamou DNA LIXO. Esta designação é hoje imprópria pois se sabe que algumas doenças estão associadas a alterações do referido DNA lixo. Mas descobriu-se mais: se for feita uma análise comparativa dos genomas ( mapa dos genes)do homem , do chimpanzé, do macaco rhesus e de outros primatas esta análise indica que a evolução humana pode ter sido provocada por uma mutação nos genes ou por variações em zonas de DNA lixo. Essas variações foram , por exemplo, responsáveis pela activação de genes que deram origem ao dedo grande do pé ou ao polegar da mão humana oponível aos outros dedos. Estas e outras pequenas diferenças morfológicas entre o homem e os outros primatas ditaram a linha evolutiva diferenciada. Os cientistas há muito suspeitavam que as alterações genéticas eram a base da evolução , mas não sabiam onde essas alterações ocorriam.

Hoje sabe-se que as zonas do DNA lixo têm, na realidade, milhares de elementos reguladores que actuam como interruptores para activar ou desactivar os genes dos cromossomas. Uma indicação da importância biológica do DNA lixo é que muitas das suas sequências de nucleótidos se mantiveram "conservadas" mesmo em diferentes espécies de vertebrados como o homem ou o frango, o que vem reforçar a teoria da evolução a partir de um ancestral comum. Foram estudadas extensas regiões não codificantes do genoma do homem para identificar as sequências reguladoras cujas funções poderiam ter mudado durante a linha evolutiva da espécie humana. Para tal os cientistas procuraram as sequências que tinham mais pares de bases orgânicas em humanos do que em outros primatas. A sequência que aparecia mais frequentemente era a HACNS-1 e mostrava-se altamente conservada entre os vertebrados mas variava em 16 pares de bases, desde a divergência evolutiva entre o homem e o chimpanzé. Considerando que os genomas do homem e do chimpanzé são muito semelhantes, tudo leva a crer que foram mudanças na sequência HACNS-1 que contribuíram para a mudança do polegar, pulso, pé e tornozelo humanos em relação ao chimpanzé , as quais representaram vantagens críticas para o sucesso evolutivo do ser humano. A ciência genética é um mundo novo, ainda com milhões de coisas por descobrir e cada vez mais colocando os cientistas perante a sua própria ignorância perante a organização da Natureza. Se numa simples célula há um número gigantesco de segredos o que pensar no Universo a que pertencemos ?
1.4.09
ARTE NOVA
A Arte Nova rejeitava a linha e o ângulo rectos em favor de um movimento mais natural cuja ênfase se centrava no desenho decorativo. A natureza era a principal fonte inspiradora dos artistas,em particular o mundo das plantas. Flores , caules e folhas eram objecto de escolha para a suas silhuetas curvilíneas. Os lírios, as iris e as orquídeas eram favorecidas, embora qualquer forma, desde as frondosas palmeiras ás algas marinhas fosse padrão inspirador. Insectos, pássaros coloridos, libelinhas, pavões, andorinhas e até cobras eram motivo decorativo que também se podia desenvolver a partir das curvas do corpo feminino com longas e soltas cabeleiras. A Arte Nova que teve o seu auge em finais de1880, começou a decair uma década depois , diluída por uma estética mais á altura do século XX. Em Portugal edifícios em estilo Arte Nova são comuns em Aveiro e Caldas da Raínha. Em Lisboa a casa museu Dr Anastácio Gonçalves e o Café Magestic, no Porto ,são um bom exemplo da variante portuguesa do estilo que estamos a referir. Mostramos a seguir o interior e exterior do Café Magestic.

No nosso país foi comum, mais que a arquitectura, a decoração de fachadas e interiores com azulejos "arte nova" em edifícios do início do século XX ou loiça artística de Bordalo Pinheiro. Por este motivo se diz que foi uma arte tardia de pouca duração, tendo existido de 1905 a 1920, principalmente baseada em trabalhos de serralharia artística em portões , gradeamentos e varandas ou em trabalhos de cantaria como florões, fachadas e meias fachadas, como as dos "palacetes dos brasileiros." As fotos que se seguem documentam o que acabamos de escrever e reportam-se a casas do Porto e Aveiro.


Quanto ao mobiliário deste estilo ele comporta muitas variações ,conforme os países e poucos foram os artesãos que o desenharam. As ideias vinham dos arquitectos que queriam decorar o interior dos edifícios de acordo com o exterior mas ao voltarem-se para o design de mobiliário o seu estilo revelou-se inadequado ás modernas técnicas de produção , daí o falhanço comercial.
25.3.09
UM EXÉRCITO EM TERRACOTA

Os soldados , em cada uma das fossas, diferem uns dos outros e revelam um tratamento muito cuidadoso dos pormenores do rosto, já que ao serem modelados ficaram com uma expressão individualizada e com as características das diferentes etnias da China. Dá a impressão de que cada soldado posou para o escultor pois que se podem reconhecer 24 formas diferentes de bigodes, pêras ,suíças , tranças e rabos de cavalo.O pormenor chegou á variedade de capacetes dos oficiais e á sua categoria, bem como aos diferentes tipos de cintos e sapatos.
As estátuas eram coloridas e de acordo com o fardamento usado pelos diferentes regimentos a que pertenciam, isto é, archeiros, infantaria, cavalaria com carros , quartel general e regimento de serviços de apoio. Cavalos, arreios, carros de combate , tudo tem pormenores que os diferenciam, como acontecia na realidade.22.3.09
NOTÍCIAS DA BIOLOGIA

14.3.09
CASTELO DE GUIMARÃES
Local embrionário dos ideais da independência de Portugal, este castelo tem prestígio e honra a que se acrescenta beleza arquitectural e paisagística . Embora não haja documentação comprovativa , nele se diz ter nascido D. Afonso Henriques , o infante que a si mesmo se armou cavaleiro. A história deste castelo deve remontar a dois séculos antes do nascimento de D.Afonso Henriques, quando a condessa Mumadona , viúva do senhor de Vimaranes, ali fez a fundação de um mosteiro para nele poder professar após a viuvez. Porém, o século X não permitia a paz nestas terras já que sarracenos e bárbaros assolavam os indefesos povoados para destruir, saquear e arranjar escravos ; os muçulmanos vinham do sul e os vikings, que eram marinheiros, subiam os rios com o mesmo propósito. Perante estes ataques ,Mumadona apressa a construção de uma defesa para o mosteiro e camponeses e assim , no outeiro do monte Latite, foi erguida uma simples torre e uma não menos precária muralha que já servia de protecção.
Três robustas torres se distribuem pelas muralhas bem como torreões de protecção ás portas que foram abertas na cerca. Acima de todas elas a torre de menagem de planta quadrada,forte e com frestas (foto 1). Largos e seguros ardaves ao longo dos parapeitos de ameias pentagonais unem torres e cubelos. O castelo era maior mas , no século XIX , a Câmara Municipal mandou destruir parte da muralha exterior, utilizando a pedra em obras locais, chegando ao cúmulo de ,em 1836, um vereador propor a destruição total do castelo e usar a pedra em obras de pavimentação das ruas. O bom senso ganhou por um voto e por isso hoje podemos apreciar , com orgulho, este castelo. Em oposição ás ideias do século XIX , ao governo de Salazar se deve a reconstrução da quase totalidade dos castelos que se encontravam ao abandono e degradados pelo roubo de pedra aparelhada para construções particulares, fazendo lembrar a destruição do Coliseu romano para edificar palácios. A obra de recuperação geral dos castelos pelo Estado Novo inseria-se nas comemorações do 4º centenário da reconquista da independência de Portugal que, como é sabido ,ocorreu em 1 de Dezembro de 1640.10.3.09
MOAI
A ilha de Páscoa, perdida no meio do oceano Pacífico a 3760 kms do Chile, de início não tinha nome e era o único mundo conhecido dos seus habitantes que, depois de uma chegada enigmática, nunca foram mais além. Depois tomou o nome de Rapa Nui e, nos nossos dias ,ilha de Páscoa, sendo conhecida pelas gigantescas e enigmáticas estátuas como a que vemos ao lado e a que se dá o nome de moai. As primeiras pesquisas sistemáticas sobre a ilha datam do final do século XIX e terão sido feitas por William Judah Thomson que chegou a Rapa Nui em 1886. Este oficial da marinha terá obtido dos anciãos informações detalhadas sobre as suas origens e posterior divisão em dois clãs, denominados "orelhas curtas" e "orelhas compridas ".Na sua investigação contabilizou 555 estátuas e plataformas cerimoniais,além de grutas e testemunhos de arte rupestre. Muito mais tarde,em 1934, o suíço Alfred Métraux fez pesquisas linguísticas e etnográficas bem como aos petróglifos encontrados, tendo estes estudos sido publicados em 1939. Um ano após a publicação destes estudos, Thor Heyerdahl demonstrou que o povo desta ilha teria vindo do Peru e não da Ásia ,como se supunha até então. Por que foi a ilha escolhida para ser habitada, ou quem construiu os enormes moai são perguntas que ainda hoje se colocam.
Os moai foram esculpidos na cinza vulcânica endurecida do vulcão Rano Raraku, na ponta nordeste da ilha e depois transportados para a zona costeira. Aí foram colocados em plataformas (ahu) paralelas ao mar e de costas para ele, com a excepção de sete moai que olham para o mar, em Ahu Akivi. Estima-se que tenham sido esculpidos entre os anos 1400 e 1600 depois de Cristo. De tamanhos diferentes ,representam seres humanos das virilhas para cima. A cara tem maxilar inferior robusto, boca fechada de lábios avançados e um nariz proeminente com narinas bem delineadas. As mãos têm longos dedos estilizados apontando para o sexo. Julga-se que representam os sábios do clã ( chefes ou sacerdotes ) ainda em vida e colocados nas plataformas. Quando o retratado morria e era enterrado embalsamado abaixo da estátua, esta transformava-se em moai, pois a pedra absorvia a alma do defunto. Por tal razão, ainda hoje nenhum indígena se encosta ou toca num moai, a não ser naqueles que ainda se encontram nos locais onde foram esculpidos.
Pesando toneladas, pergunta-se como foi possível transportá-los de tão longe até ao local onde foram implantados. Em 1993, uma empresa japonesa chegou á ilha para reerguer quinze moai de Ahu Tangaraki que, em 1960, tinham sido derrubados por um maremoto. O trabalho levou três anos pois os guindastes tombavam com o peso. A falta de árvores na ilha leva os arqueólogos a pensar se as gigantescas estátuas não teriam sido transportadas em trenós, rolando em cilindros feitos de troncos de árvores, tal como se pensa ter acontecido na construção das pirâmides incas e egípcias. Ao serem estudados pólens fósseis, alguns cientistas salientam o facto de , há vários séculos, a ilha proporcionar todos os meios de subsistência mas que a excessiva cultura e os incêndias provocados pelas guerras locais destruíram o equilíbrio ecológico, levando os seus habitantes á fome. Outro enigma da ilha é exibido nas paredes e colunas de muitas casas, em pictogramas entalhados na madeira das tábuas e que são indecifráveis ainda hoje. Estes pictogramas representam seres vivos, desde homens a animais marinhos, bem como armas e outros que parecem ser lemes. Embora todos os originais estejam em museus fora da ilha, localmente existem cópias fieis e de uma delas apresentamos a foto a seguir.
3.3.09
O QUE COMEMOS
1.3.09
VIAGENS
Em 1982, foram encontrados ,nas costas da Turquia , restos de um navio fenício naufragado há mais de 3.400 anos e cuja carga consistia em cerâmicas gregas, jóias egípcias, dentes de elefantes e ovos de avestruz da África central, bem como valiosos lingotes de estanho da península Ibérica. Nas viagens por terra, os peritos foram os romanos que construíram estradas ligando Roma com os pontos mais distantes do Império e por elas marchavam as legiões,os comerciantes e os cobradores de impostos.. Os verdadeiros viajantes são, no entanto, aqueles que partem por partir, para ir ao fundo do desconhecido e encontrar coisas novas. Deste tipo de viajantes da antiguidade lembremos Marco Polo que permitiu ao ocidente conhecer o oriente longínquo. A sua publicação " Livro das maravilhas" é o relato da sua assombrosa viagem á China que, além de abrir a Europa medieval ao mundo, preparou os espíritos para os descobrimentos marítimos. Seguindo a "rota da seda" ( ver neste blog etiqueta História) Marco Polo esteve vinte anos ao serviço de Kublai Kan, o grande imperador mongol, tendo assim ficado com uma perspectiva completa dos usos e costumes, da forma de governo, dos produtos existentes e dos conhecimentos científicos daqueles povos, o que permitiu aos europeus ter uma nova visão do mundo.. A amizade entre o veneziano Marco Polo e o Grâ-Kan permitiu á Europa competir com os mercadores muçulmanos nos negócios com a Ásia. Ao regressar a Veneza por mar, Marco Polo visitou lugares remotos e desconhecidos como a Índia e a Pérsia. Não podemos esquecer que a China foi pioneira nas grandes explorações marítimas. Muito antes dos europeus se lançarem a explorar o mundo , a frota de juncos do almirante Zheng He sulcou o oceano Índico e chegou ao golfo Pérsico e á costa oriental de África.
Viajando em grandes juncos, como o que vemos representado na figura,supõe-se terem chegado ás Américas antes de Colombo e Magalhães, facto pouco provável devido ao tipo de embarcação, mas que reforça a tese de que os chineses tivessem conhecimento dessas terras por anteriores viagens dos fenícios. (ver neste blog Os Templários na etiqueta Enigmas da Antiguidade). No final do século XX, aparecem as viagens de lazer, as denominadas viagens turísticas, por todo o mundo, muito incrementadas pela rapidez e conforto da aviação comercial. Possivelmente a maior viagem, a mais extraordinária realizada pelo Homem, terá sido a viagem á Lua, projecto político devido á guerra fria e ao salto tecnológico havidos nos Estados Unidos da América e na ex-União Soviética.( ver neste blog LUA nosso satélite natural, na etiqueta História) Actualmente o turismo orbital terrestre está a dar os primeiros passos e será o percursor,a longa distância no tempo, do turismo planetário, agora só em filmes de ficção. Ao que se sabe, há já cinco candidatos portugueses aos voos orbitais, pese embora o preço a pagar por essa viagem de curta duração, a realizar ainda este ano de 2009.24.2.09
ENERGIA GEOTÉRMICA
Existem três componentes numa GHP. Em primeiro lugar há um permutador de calor que é um sistema de tubos ,chamado loop ,enterrado no solo, perto do edifício que se quer aquecido ou arrefecido. Uma mistura de água e anticongelante circula pelos tubos e este líquido absorve ou liberta o calor no solo. O segundo componente de uma GHP é um sistema de condutas no interior do edifício e através do qual pode circular o ar quente ou o ar frio.. O terceiro componente é uma bomba de calor que transfere calor entre o circuito e as condutas. No inverno , porque o solo é mais quente que o ar, o calor do subsolo é transferido para o edifício, sendo o processo invertido no verão. Como só se gasta energia eléctrica para movimentar o calor, em vez de o produzir,a GHP é mais eficiente e rentável do que os métodos tradicionais de controlo da temperatura, isto é , aquecedores ou ar condicionado.
No primeiro caso o vapor é canalizado directamente de um reservatório natural para a turbina do gerador de electricidade á superfície.Note-se que o vapor seco é um recurso de alto valor mas relativamente raro pois nem todos os jazigos têm uma pressão de gás suficientemente elevada para fazer accionar as turbinas a alta velocidade. Por exemplo, nos Estados Unidos só existe uma área onde o vapor seco está disponível para uso comercial, no norte da Califórnia. Para além dos EUA este tipo de aproveitamento só existe em Larderello (Itália) e em Cierro Preto (México). O segundo tipo de aproveitamento que envolve rochas húmidas é dos mais vulgares sendo usada água super aquecida, a volta de 180 º C, de um reservatório natural profundo onde a água está sob alta pressão. Esta pressão evita que a água passe ao estado de vapor embora esteja mais quente do que o normal ponto de ebulição.É esta água quente que acciona as turbinas geradoras de corrente eléctrica. É um processo poluente pois a água trás consigo gases sulfurosos que passam para a atmosfera. Os jazigos binários tem água quente entre os 107 e 120ºC e embora esta temperatura não seja suficiente para produzir vapor de água com pressão suficiente é contudo usado para aquecer um fluido secundário com um ponto de ebulição muito mais baixo que o da água. A água quente canalizada juntamente com o fluído secundário obriga este, num permutador de calor, a vaporizar e, sob esta forma, vai accionar uma turbina. A água que cedeu calor ao fluido secundário é injectada de novo no solo para ser reaquecida, enquanto o líquido secundário é condensado num líquido pronto para ser reutilizado. Neste processo não existe poluição atmosférica. Como dissemos no início ,só os dois primeiros tipos de jazigos estão a ser utilizados na produção de electricidade com os seguintes benefícios:1º- é uma energia limpa pois só usa o vapor de água. 2º- exige uma pequena área de instalação de maquinaria. 3º-As centrais operam 24 horas por dia, ao contrário das eólicas e das solares que dependem das condições meteorológicas. Como desvantagens teremos : Os reservatórios geotérmcos utilizáveis serem raros e distantes das áreas de consumo ; poderem esgotar-se se a quantidade de vapor ou de água quente retirada não for artificialmente reinjectada; poder haver poluição do ar por sulfuretos, dióxido de carbono ou outros, se o vapor for aplicado directamente nas turbinas.14.2.09
A DESCOBERTA DO METAL
Tudo terá acontecido cerca do ano 8.000 antes de Cristo quando a descoberta do metal, na Ásia ocidental, libertou o homem do longo período da Idade da Pedra. Possivelmente foi um acaso, pois, á medida que os oleiros se tornavam mais hábeis no fabrico da cerâmica passaram a usar um forno para cozer o barro. A manipulação de diferentes barros e terras para a cozedura devem ter levado ao aparecimento de fragmentos, em estado quase puro, de cobre e de ouro.Tinham descoberto umas pedras estranhas que submetidas ás temperaturas elevadas dos seus fornos se tornavam líquidas e que ,quando o forno arrefecia, o líquido tomava a forma do objecto onde fora vertido, possivelmente a forma de lâmina que era facilmente moldada.Provas do uso do metal foram descobertas ,no Irão e na Turquia , com cerca de 8.000 anos. Seis séculos depois, os habitantes da Turquia fundiam cobre e chumbo . Fabricavam pequenos medalhões, bem como contas tubulares de finas folhas de cobre enrolado.Durante muito tempo usaram o cobre e ouro em ornamentos e, só passados milénios , os utilizaram em armas ou utensílios de trabalho florestal. os metalúrgicos ao misturarem metais diferentes obtiveram as ligas como é o caso do bronze. Este é mais duro que o estanho e cobre que lhe deram origem e com ele fabricaram facas , machados e punhais de gume mais afiado.A agricultura também beneficiou pois o tosco machado de pedra de cabo mal ajustado foi substituído pela foice metálica de uma só peça e muito mais cortante. Quanto ao ferro o seu uso só se generalizou no ano 400 a C tendo a vida do homem tomado novo impulso, não idêntico em todas as regiões, passando a segundo plano o cobre e o bronze, embora ainda utilizados. A idade do ferro poderá ser tema de uma nova "postagem".1.2.09
Castelo de LANHOSO
No maior maciço rochoso de Portugal está edificado o castelo de Lanhoso e este alto pedestal granítico que o suporta deu-lhe enorme importância estratégica. A sua torre de menagem foi assente em restos de uma outra , bem mais antiga, não sendo por acaso que ela ali existisse já que estava na via romana de Astorga a Braga, em direcção a Chaves. O enorme cabeço granítico, quase inexpugnável, foi primordial para a construção da torre militar , cem anos antes de Cristo, torre essa ampliada no tempo do imperador romano Vespasiano. Antes da ocupação romana existiu naquele sítio uma citânia o que mostra que até os Celtas já haviam considerado o local como importante ponto estratégico. Durante a Idade Média a torre foi remodelada e serviu de residência senhorial a D. Teresa, mãe do primeiro rei de Portugal, não sendo verdade que aqui estivesse prisioneira do filho, após a batalha de S. Mamede. Em 1170, o castelo foi incendiado pelo seu alcaide Rodrigo Gonçalves Pereira, ao que consta por sua mulher o ter traído com um frade. Nesse incêndio morreu toda a gente que habitava o castelo, bem como os animais, todos considerados coniventes com o adultério. Desta feita ficou abandonado durante séculos.No século XVII, um abastado comerciante da zona decide ali erguer uma réplica do Santuário do Bom Jesus de Braga ,começando a utilizar a pedra das muralhas para construir o templo, escadório e capelas. Por pouco não desapareceu também o castelo ,salvo por ter desaparecido o tão fanático fervor religioso, com a passagem do tempo.Hoje pode observar-se uma extensa barbacã elíptica, a porta da cerca protegida por dois altos cubelos e a torre de menagem com a praça de armas de muralha casteleira.
O castelo de Lanhoso situa-se a sul do rio Cávado e a norte do rio Ave, muito perto de Braga. Foi objecto de musealização no ano de 1996 ali se encontrando exposto um conjunto de achados como um capacete celta em bronze, esculturas romanas , fragmentos de telhas imbricadas e cossoiros ,isto é,peças em barro, redondas e furadas,que serviam de disco inferior dos fusos. Num dia de verão , é local a visitar fazendo as tão badaladas " férias cá dentro."14.1.09
MARTE e marcianos
Visível á vista desarmada , há muito tempo que este planeta exerce uma atracção no imaginário humano. Os povos da antiguidade designavam-no de estrela vermelha,sinistra anunciadora de calamidades, guerras ou epidemias mortais. Aliás ,Marte é o mitológico Deus da guerra e da morte. Em finais do século XVII como os telescópios já permitiam observar o planeta de forma bastante precisa , o astrónomo Giovannni Cassini consegue calcular a duração do dia marciano em 24 horas e 40 minutos, sabendo-se agora que errou apenas em 3 minutos, neste seu cálculo. Hoje, com os modernos telescópios e sondas orbitais, conseguiram-se mapas pormenorizados deste planeta , mas sem marcianos visíveis . A ideia da existência de "marcianos" começou quando Giovanni Schiaparelli deu o nome de canali aquilo que julgou serem ligações rectilíneas entre grandes massas de água. Em 1893, Percival Lowel, astrónomo amador americano, defendia que os canali seriam obra produzida por uma civilização marciana inteligente que, no seu mundo moribundo, estariam a combater a desertificação. A lenda sobre marcianos aumentou quando ,em 1898, H.G. Wells escreve " A guerra dos Mundos ". Esta marcianomania durou até 1965, altura em que a sonda Mariner 4 nos enviou fotografias de Marte a dez mil quilómetros de distância. Por elas se verificava não haver cidades, nem canais ,nem água , nem erosão hidráulica de um passado distante; a superfície de Marte era mais parecida com a Lua do que com a Terra. Marte tem uma superfície crivada de crateras ,fria, seca , quase sem atmosfera , imprópria para a vida dos humanos. Em 1976 duas sondas Víking pousaram em segurança na superfície de Marte e as experiências químicas que realizaram não deram resultados conclusivos sobre vida no planeta. Em 2004 dois robots começaram a fazer viagens pela superfície marciana tendo fornecido imagens com grande nitidez. As recentes missões Phoenix que analisaram o solo levam-nos a concluir que Marte não é um planeta tão morto como parece: as câmaras captam tempestades e o aparecimento sazonal de gelo seco de dióxido de carbono o que poderá vir a ocasionar o aparecimento de microrganismos.. Se algo mais foi descoberto, está guardado nos computadores da universidade do Arizona. A vigilância constante dos robots sobre a superfície do planeta, acabou com a ideia dos discos voadores marcianos e dos seus tripulantes estiolados, de pele acastanhada e olhos amarelos que alarmaram as gentes da Terra, depois do final da 2ª Guerra Mundial.
Hoje estão desmitificadas muitas das fraudes fotográficas sobre discos voadores e marcianos e explicadas clinicamente algumas narrativas de pessoas que afirmam terem sido sequestradas temporariamente por extra-terrestres para observações médicas e experiências sexuais. Estudos médicos revelam que as pessoas que afirmam ter sido raptadas ou que tiveram encontros imediatos do 1º grau, possuíam personalidades muito próximas daquelas que experimentam a iminência de morte ,ou possuem uma forte crença esotérica ou ainda uma mente fantasiosa. Também a maioria dos que afirmaram terem sido raptados para experiências sexuais , tinham sofrido traumas sexuais ou outros, durante a infância. Os psicanalistas continuam a investigar e a tentar explicar estes fenómenos da mente do ser humano que desencadeiam a alucinação do tipo que estamos falando e se tudo não passa de recordações infantis voluntariamente reprimidas e aparentemente esquecidas. Voltando ao planeta Marte diremos que no árido deserto terrestre de Utah (USA) existe um centro de investigação onde se estudam os desafios que os primeiros colonos do planeta vermelho terão de enfrentar. Se em 2008 se diz que o planeta poderá ter conservado no subsolo os elementos necessários para devolvê-lo á vida, sonha-se que em 2508, depois de quinhentos anos de terraformação, realizada por gerações de astronautas, este possa desenvolver microrganismos , e uma atmosfera. Será que o Homem conseguirá este feito e o de por o núcleo de Mercúrio, actualmente sem movimento, num núcleo móvel, idêntico ao da Terra, com os benefícios dai inerentes ?
Será que esta litografia acima , representa o futuro longínquo de Marte? Poderá ser que, no ano 3.000, haja "marcianos" descendentes dos terráqueos , se entretanto a evolução e a Natureza não fizerem das suas com o Homo sapiens sapiens a ser apenas um fóssil extinto.11.1.09
ESCRITA CHINESA
Se usar um pouco de imaginação verá que há neles uma certa lógica. Olhe , com calma o quadro e veja se não há lógica neles , tendo em atenção que a mesma figura na vertical quer dizer uma coisa e será diferente se estiver na horizontal. Veja agora o caso acima da janela através da qual se vê o solo. Se isso acontece é porque é dia ou há sol. Faça sozinho um estudo do quadro abaixo:
Há ou não uma lógica neles ?Como dissemos os ideogramas podem associar-se para definir ideias diferentes. Veja o exemplo a seguir:
Mais uma vez a lógica a funcionar. Até parece que estamos perante linguagem militar cifrada do século passado ,deixada nos caminhos pela guarda avançada. Demoremos um pouco sobre o quadro a seguir;
Não há dúvida que se a porta está aberta e eu posso observar a árvore no jardim é porque não há perigo á vista, pois nesse caso fechava a porta para me proteger. Se não há perigo , há tranquilidade !

