Parece que o fogo começou de maneira acidental, na noite de 18 para 19 de Julho , em artigos inflamáveis do mercado junto ao Circo Máximo, onde se praticavam corridas de carros. Favorecidas pelo descampado do terreno, o calor do verão e os ventos de sudeste, as chamas propagaram-se ás habitações vizinhas. Os bombeiros do bairro mobilizaram-se com rapidez, mas nada puderam fazer quando as chamas atingiram as insulae, casas de vários pisos , ligadas umas ás outras e construídas com interiores de madeira. O incêndio expandiu-se em várias direcções, subiu os montes Palatino e Célio, devorando as elegantes casas senatoriais ; uma língua de fogo atingiu o porto fluvial, tomando novo alento ao encontrar os armazéns cheios de lenha e azeite. Em pouco tempo toda a cidade ardia, até mesmo os bairros mais distantes ; a confusão era enorme e a população que tentava fugir para os campos ,acabava por se ver rodeada de chamas, sem fuga possível. O fogo extinguiu-se ao fim de seis dias e sete noites mas, quando tudo parecia ter terminado, novo incêndio que durou três dias, apareceu no sector Emiliano, uma zona onde se haviam demolido muitos edifícios para travar o incêndio inicial. Embora com menos mortes, os danos foram maiores, destruindo templos e monumentos. Quando tudo terminou , Roma era uma cidade fumegante com milhares de mortos e três quartos da sua área reduzida a cinzas. Arderam mais de 4.000 insulae e 132 casas aristocráticas. Ninguém se livrou da catástrofe : os prejudicados iam desde as classes humildes e média, até á cúpula da Roma imperial. Ouro, jóias, documentos, mobiliário e outros bens, tudo desaparecera e com isso um dos pilares da economia romana. Ora, aquando do incêndio, o imperador Nero estava muito mal visto, não só pelas suas excentricidades, mas também pelo assassinato de cidadãos ricos afim de ficar com os bens e encher os cofres do Estado e, desta forma, poder distribuir dinheiro e alimentos pela plebe, tornando-se popular. Mas os "patrícios " também sabiam jogar sujo: aproveitando o incêndio, fizeram correr o boato de que este fora ordem de Nero. Como os romanos começaram a dar crédito ao rumor, Nero tratou de desviar as atenções, atribuindo o incêndio aos cristãos, vistos como sectários, supersticiosos e imorais. Presos alguns cristãos influentes, após tortura, confessaram ser os autores do incêndio e daí a feroz perseguição aos cristãos por parte dos romanos . Quando começou o incêndio, Nero estava em Anzio e é pouco provável que,ao chegar á cidade, se tivesse posto a tocar lira e a cantar a ruína de Troia, enquanto observava Roma a arder.
É que a sua própria mansão, a Domus Transitória,também ardia e com ela as suas valiosas colecções de arte e joias. Será difícil saber a verdade já que os seus inimigos, os adversários e os cristãos tinham interesse em denegrir a sua imagem. Verosímel é que Nero tenha beneficiado com o incêndio ,mas não foi o seu autor. Embora após o incêndio, construísse um palácio melhor que o anterior, Nero actuou como um governante sensível ante a desgraça dos seus súbditos . Para alojar as vítimas, mandou abrir o Campo de Marte -alojamento das legiões- bem como os seus jardins privados. Organizou uma cadeia logística para os abastecer de comida e desceu o preço do trigo para um valor irrisório; empreendeu um ambicioso projecto urbanístico para Roma que beneficiou a população e, em vez de aumentar os impostos nas Províncias, o estado contribuiu com dinheiros e materiais para a reconstrução . Por decreto, as casas de vários andares, cinco no máximo, foram construídas em pedra e tijolo, e espaçadas entre si; em cada lar deveria haver material contra incêncios como areia, mantas e água. Os carros que transportavam para Roma as provisões extra de alimentos, deviam levar de retorno os escombros carbonizados que seriam depositados nos pântanos de Óstia, acabando-se assim com os focos de malária. Os actuais engenheiros de incêndios que estudaram este caso, chegaram á conclusão que problemas arquitecturais levaram á formação de chaminés naturais que activaram as chamas, mesmo contra a direcção dos ventos, e que a sua propagação não foi devida a pirómanos com tochas ,espalhados pela cidade. Neste caso, NERO DEVE SER INOCENTADO .


Aconselhamos ler , neste blog, um artigo sobre autogiros em que este radioamador também fez estudos e experiências. (postagem de 1 de Março 2008)



As ondas lançadas no éter são ,posteriormente ,captadas pela antena do aparelho receptor que as amplifica, sintoniza, faz a desmodulação do áudio, sinal este que é amplificado para se escutar nos altifalantes. A faixa de frequências para a onda média vai dos 535 aos 1565 Khz,em AM ; as emissoras que pretendem atingir longas distâncias (milhares de Kms) usam a onda curta dos 3 aos 30 Mhz; as rádios locais utilizam frequências mais altas,dos 88 aos 108 Mhz, em FM. Já que falámos em AM e FM ,vejamos o que isto significa: dissemos que as ondas de rádio,qualquer que fosse a sua frequência, necessitavam ser moduladas, por voz ou música, para se poderem escutar. AM significa modulação em amplitude,isto é, a onda portadora de sinal tem sempre a mesma frequência, o que varia é a amplitude da onda,de acordo com o sinal sonoro que lhe foi introduzido.

Pompeia é um dos mais significativos testemunhos da civilização romana, um livro aberto sobre arte, costumes, ofícios e vida do povo .Podemos ver como era esta enorme cidade,agora que foi liberta da espessa camada de cinzas que a cobriu durante séculos. As memórias do passado estão tão vivas nos restos trazidos á luz que fascinam quem as visita. Nas paredes das casas ainda se leem inscrições de propaganda eleitoral e piadas mordazes; por cima das portas de lojas os letreiros indicam a actividade desenvolvida ou o nome do seu propritário.(
A par de casas enormes dos "patrícios", surgem as casas modestas dos artífices e comerciantes e ,um pouco mais longe, junto a uma horta ,as dos agricultores. Na periferia, os lupanares e casas de prazer para os marinheiros e comerciantes de passagem pela cidade. Nas ruas estreitas, nas lojas ou nos espaços de serviços, descobre-se o quotidiano dos seus habitantes. Móveis, adornos de ouro e prata, lagares, louças, balcões de bebidas, moínhos de trigo, oficinas, alimentos, vendas de legumes e frutas, tudo se pode encontrar como era aquando da tragédia. Nas paredes ficaram preservadas muitas das pinturas interiores das casas mais ricas, como é o caso da casa dos Vettii que mostramos a seguir.
Como já referimos,em consequência da erupção, os habitantes que na sua maioria se tinham refugiado no litoral,morreram sufocados pelos gases. Outros foram gaseados em casa , a dormir ou a trabalhar, e muitos nas ruas ,em fuga com as suas famílias. Por um processo de injecção de gesso nos espaços ocos existentes nas cinzas consolidadas , resultantes do que foram os corpos dos habitantes, obtêm-se moldes que revelam como eram e como estavam no momento da sua morte.
As ruas de Pompeia possuiam passeios elevados em relação ao piso, valetas de escoamento de águas e, pasme-se, passadeiras para peões ,estas também elevadas ,mas com aberturas para a passagem do rodado dos carrros.
Preservada ficou também a arte erótica que existia nas paredes dos quartos dos lupanares e estalagens, onde as prostitutas anunciavam as suas especialidades do culto a Priapo.
A cidade , rodeada por uma muralha defensiva, era enorme com as ruas esquadriadas e com belos monumentos.Uma visita rápida a estas ruínas demorará, no mínimo, três horas e muito ficará por ver nas novas escavações, ainda fechadas ao público . 
Os macacos primitivos, surgidos há 40 milhões de anos, evoluíram em dois ramos : os macacos do velho mundo (europa,ásia e áfrica) e os macacos do novo mundo (continente americano) Uma diferença ressalta nestes dois tipos de pró-símios e que é o facto dos macacos do novo mundo usarem a cauda como um quinto membro para se balançarem nas árvores, além de diferenças menores nas narinas e dentição. Só a linha dos macacos do velho mundo evoluiu e, há 25 milhões de anos, dá-se o aparecimento dos símios que são macacos sem cauda. Esta linhagem de símios, há 10 Ma, divide-se em duas: as dos símios actuais ( chimpanzé, gorila,orangotango) e a dos hominídeos que virá a dar o homem actual. Infelizmente há uma grande lacuna fóssil que não nos permite traçar, com exactidão, a linha evolutiva dos hominídeos até ao homem. (Esta lacuna é aproveitada pelos fixistas e criacionistas para combater o evolucionismo. ) Pensa-se que os hominídeos terão saído das florestas e passado a ter uma postura mais erecta, na savana entretanto surgida com a mudança de clima. Consideremos então que há 10 Ma surgiu um primata hominídeo mais evoluído, provávelmente o antepassado mais directo do homem, a que foi dado o nome de Ramapithecus.
Os vestígios deste hominídeo foram encontrados nos montes Siwalick na Índia e, mais tarde, em África. Aparentemente andava erecto e não tinha maxilas alongadas ou salientes. Com um cérebro ainda pequeno, podia agarrar e manejar paus e pedras para afastar os seus inimigos. Há 6 milhões de anos, dos Ramapithecus derivaram três ramos :Australopithecus boisei, Australopithecus africanus e o Homo habilis. Os Australopithecus tinham um volume de cérebro idêntico ao de um macaco moderno, andavam erectos e serviam-se de utensílios, possivelmente ossos e seixos naturalmente aguçados. O Homo habilis tinha um cérebro mais volumoso, andava erecto e fabricava utensílios de pedra.
( A figura acima é uma reconstituição do Homo erectus )
O homem de Neanderthal caçava renas, bovinos, bisontes e veados. Usavam raspadores de silex próprios para tirar a gordura das peles, com que se vestiam rudimentarmente. Fabricavam pequenas pontas de lança e bifaces em silex,chegando ao ponto de criar uma faca com serrilha,destinada a cortar os alimentos. É possível que tivessem praticado canibalismo para herdar a força e a magia dos seus inimigos. No que se refere ao Homo sapiens ,sapiens, revelou-se hábil a trabalhar a pedra e criou uma nova série de utensílios mais complexamente trabalhados com a ajuda de um punção de madeira ou de osso que funcionava como martelo. Possuiam furadores,ou sovelas, com que furavam as peles , e buris com que trabalhavam o osso, uma forma de arte. O osso e o marfim eram utilizados para pontas de lança, anzois, agulhas e arpões. O vestuário, em pele de animais, era muito trabalhado e adornado, por vezes,com conchas ou dentes. Usavam colares de dentes de cervos,cascas de caracois,discos de madrepérola e pérolas de marfim. Há 12.000 anos o homem deixou de ser caçador,dando lugar a comunidades mais numerosas de pastores e agricultores, com chefes e artífices especializados. Trigo e cevada,segados com foices de silex ,eram as culturas principais. A partir do ano 6.000, antes de Cristo, surge a utilização do cobre,bronze e ferro permitindo o fabrico de ferramentas novas e mais resistentes. De uma forma lenta e progressiva ,o animal Homem chegou ao que é hoje. Terminarenos com uma reconstituição dos nossos antepassados Homo erectus.



Alguns tipos de arquitectura são universais, encontrando-se em civilizações muito diversas. É assim que há 6.000 anos, já no Neolítico, a forma rectangular de habitação é a mais comum. O homem já está a polir a pedra, a dedicar-se à agricultura e à domesticação de animais. Usa o barro para utensílios e também na construção. As paredes das casas são feitas de argila, aplicada sobre uma estrutura de madeira. São casas de um só compartimento tendo, por vezes, um alpendre. Em alguns locais a estrutura de madeira não leva revestimento de barro, mas são sempre cobertas de colmo com tecto de duas águas.
Imitando as cabanas primitivas emcontramos em Khirokitia (Chipre),casas com base circular em pedra calcária ,suportando paredes de lama seca ou tijolo cru,isto 6000 anos AC. . Terminam em cúpula ,fazendo lembrar as cabanas circulares.
O homem do Neolítico que vivia em terrenos pantanosos, junto de rios ou lagos,construia as habitações sobre plataformas de madeira suportadas por estacas - palafitas-. Normalmente estas habitações estavam ligadas a terra firme por um passadiço. Eram de madeira e estavam cobertas de material vegetal, sendo uma protecção e uma facilidade para a actividade de pesca.
Ao longo dos séculos a técnica humana foi evoluindo, nos materiais e processos de construção, verificando-se, por exemplo, que a casa romana oferece já elementos de conforto. O centro deste tipo de casa é o "atrium", uma espécie de pátio a céu aberto, pavimentado e com um lago central.( Na mesopotânea do 3º milénio a casa era idêntica mas sem o lago )Á volta do "atrium" existiam várias salas e galerias e não faltava o banho privado . O chão era de mármore ou de mosaicos decorativos, as paredes possuiam pinturas e as portas eram de correr.

Este modêlo foi adoptado de maneira muito modesta pelos árabes e acabou por dar , no nosso Alentejo, a casa-pátio. No mundo romano do séc.III surgem as casas de apartamentos, possivelmente como a da figura abaixo. A escada que dava acesso aos pisos superiores que, por lei, não podiam ser mais de cinco, abria na rua. 



Para sul, continuamos a encontrar o granito e o xisto, daí a construção usar estes materiais sem grandes mudanças na forma. A foto seguinte mostra uma conhecida aldeia de xisto na região centro , o PIODÃO . É pena que esteja a ser adulterada com casas de cobertura em telha e as paredes com reboco branco . Muitas foram remodeladas por dentro, mas mantendo a traça primitiva.
No litoral, na zona de Mira e Tocha, eram tradicionais as casas em madeira, assentes nas dunas e com uma ocupação estival. Durante os meses de verão as populações viviam da pesca mas, no resto do ano, vinham mais para o interior ,onde praticavam agricultura, vivendo em casas contruídas com as rochas calcárias dessa região.
No Alentejo encontramos as casas brancas ,de pedra ou adobe, isoladas ou em grandes aglomerados, ressaltando as grandes chaminés e a quase ausência de janelas, como protecção contra o calor. 

Não podemos esquecer que estivemos a falar de casas típicas,hoje quase desaparecidas das cidades e vilas devido á globalização de gostos e técnicas de construção.. Nos Açores e Madeira a construção é feita de pedra basáltica, quase todas rebocadas e caiadas,com uma excepção para as zonas de montanha ,na Madeira, onde a habitação era de madeira coberta a colmo.
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