Muito se tem escrito sobre este invento e variadas as abordagens ao tema nos inúmeros sites disponíveis. Pela nossa parte, limitar-nos-emos a uma pequena descrição por forma a não cansar o leitor. Diremos que os primeiros passos foram dados, em 1863, quando Maxwel demonstrou, teoricamente, a existência de ondas electromagnéticas. Vinte e cinco anos depois, Rudolfo Hertz construiu um equipamento onde se verificava ser possível passar energia eléctrica entre dois pontos, sem recorrer a um fio condutor. Hertz provou ainda que a electricidade viajava na atmosfera sob a forma de ondas, a uma velocidade de 300.000 Kms por segundo. São as ondas hertezianas. Parece que, pela mesma altura, o padre Landel de Moura, no Brasil, fazia experiências idênticas . Devemos salientar que anteriores invenções terão contribuído para o aparecimento da rádio como sejam : o telefone (A. Bell), o fonógrafo (T.Edison) e o microfone (E. Berliner). Gugliermo Marconi, em 1896 , baseado nas experiências de Hertz e de Tesla e aproveitando o coesor de Brenly, a antena de Popov e um sistema de sintonia desenvolvido por Lodge, contruiu um equipamento que lhe permitiu emitir sinais de radiofrequência a 100 metros de distância e, tempos depois,distâncias maiores.
(foto que apresentamos acima é a do primeiro emissor Marconi)
Tinha assim começado a era da radiocomunicação que é uma coisa diferente da radiodifusão. A primeira é um sistema de contactos entre duas estações (transmissoras e receptoras) através de ondas de rádio, enquanto a segunda é uma transmissão de sinais num só sentido, pois o receptor(ouvinte) não tem possibilidade de dar resposta. Abordaremos em primeiro lugar a radiodifusão. Consideram alguns que a primeira transmissão radiofónica foi realizada , em 1906, por Lee de Forest ao testar uma válvula tríodo (lâmpada de rádio ).Comprovado está que este cientista realizou, em 1908, uma emissão a partir da Torre Eiffel que foi escutada por postos militares em Marselha e que, em 1916,continuava a fazer emisões de voz e música com uma emissora em Nova York. Como já demos a entender, a radiodifusão é a transmissão de ondas de rádio previamente moduladas , por voz ou música, e que chegam aos ouvintes que possuam um receptor,vulgarmente conhecido por rádio.

As primeiras transmissões comerciais regulares datam de 1920, irradiadas pela estação KDKA ,em Pittsburgh e pela WEAF de New York,em 1922. Nesta década,vários países europeus e americanos montaram os seus emissores de rádio, começando logo a ser notados os primeiros problemas na radiopropagação, tais como interferências, espalhamentos e outros, até então desconhecidos. As interferências entre emissoras eram tão graves, em países distantes e principalmente de noite que foi necessário regulamentar as potências e as frequências de emissão, tendo-se criado um organismo internacional para tal fim. Nascia a URI (União Internacional de Rádiodifusão ) no ano de 1925. A foto seguinte mostra um dos primitivos receptores de rádio, anterior á descoberta das válvulas termoiónicas, o conhecido receptor a cristal de galena.
Ao que julgo saber, Portugal teve a sua primeira emissora de radiodifusão em 1924,com o indicativo P1 AA (ct1AA) e funcionado, mais ou menos com certa regularidade ,até 1934.Foi seu fundador o radioamador Sr Abílio Nunes dos Santos. Seguiu-se o Rádio Clube Português em Novembro de 1931 e só mais tarde a Emissora Nacional de Radiodifusão (actual RDP) que começou a emitir em Agosto de 1935. Quanto á Rádio Renascença, esta começou a emitir em 1 de Janeiro de 1937. Antes de 1931, existiam apenas alguns pequenos postos de radioamadores a emitir ,esporadicamente, palestras, recitais de piano e alguma música de gramofone.

Mas o que é uma estação de radiodifusão ? Basicamente é constituída por um estúdio ,onde são gerados os programas ao vivo ou em sistemas de reprodução, e pelo emissor ligado á respectiva antena. O estúdio é formado por uma ou mais salas acusticamente isoladas, onde microfones, gravadores de fita, leitores de CD ou qualquer outro suporte de som ,podem ser misturados numa consola de comando para depois chegar ao emissor. Quando o emissor fica longe do estúdio, um circuito especial faz o enlace entre as duas unidades. As fotos que se seguem são de estúdios de duas emissoras portuguesas que há muito deixaram de operar ; nelas se podem ver as consolas de comando, microfones, gravadores e giradiscos, a única fonte de música dessa época.

As ondas lançadas no éter são ,posteriormente ,captadas pela antena do aparelho receptor que as amplifica, sintoniza, faz a desmodulação do áudio, sinal este que é amplificado para se escutar nos altifalantes. A faixa de frequências para a onda média vai dos 535 aos 1565 Khz,em AM ; as emissoras que pretendem atingir longas distâncias (milhares de Kms) usam a onda curta dos 3 aos 30 Mhz; as rádios locais utilizam frequências mais altas,dos 88 aos 108 Mhz, em FM. Já que falámos em AM e FM ,vejamos o que isto significa: dissemos que as ondas de rádio,qualquer que fosse a sua frequência, necessitavam ser moduladas, por voz ou música, para se poderem escutar. AM significa modulação em amplitude,isto é, a onda portadora de sinal tem sempre a mesma frequência, o que varia é a amplitude da onda,de acordo com o sinal sonoro que lhe foi introduzido.
Ultimamente prepara-se a rádio digital que permitirá que as emissões em FM tenham a qualidade de um CD e as de AM parecerem FM. Devido á facilidade actual no acesso á escuta, a radiodifusão oferece inúmeras possibilidades na educação de um país. Ao utilizar este meio aliado á escola consegue-se, em muitos países, uma educação de qualidade em locais distantes dos centros urbanos. O contacto entre locutor e ouvinte cria a oportunidade de grande mobilização e de divulgação de conteúdos cívicos, principalmente nas zonas rurais. A nossa radiodifusão , especialmente a maioria das rádios locais, perdeu muito do misticismo e encanto dos velhos tempos, chegando-se ao ponto de grande parte da emissão ser feita automaticamente, isto é, a música e anúncios são emitidos a partir de um pré-programado computador. É aquilo a que alguém já chamou radiodifusão enlatada.Mostramos a seguir um estúdio de uma rádio local , em funcionamento.

Passemos agora à radiocomunicação que, ,como dissemos, é um contacto entre duas estações emissoras-receptoras como, por exemplo, entre vários radioamadores, as viaturas dos bombeiros e o quartel, os aviões e a torre de controlo ou os taxis e a central coordenadora. A radiocomunicação iniciou-se, por volta de 1912, como um telégrafo sem fio mas,quando se descobriu a modulação das ondas, começou a comunicação vocal, embora a telegrafia (morse) só tenha caído em desuso nos anos 70. No início da radiocomunicação usava-se um emissor separado do receptor mas, desde a década de 80, vulgarizou-se o uso do transceptor que é um equipamento emissor-receptor. O telemóvel,hoje tão vulgar, é um transceptor,como o são os equipamentos da Banda do Cidadão ou dos radioamadores. A estes últimos se deve muito do avanço nas comunicações via rádio, pois as suas constantes experiências na tentativa de melhorar as comunicações, com fracas potências, deram origem a conhecimenos que foram aproveitados e desenvolvidos pela indústria. Mostramos a estação do falecido radioamador CT1 QA, capitão Jaime Varela Santos que foi fundador da Rádio Ribatejo, em Santarém.
Terminaremos dizendo que radiogonometria, GPS, radiotermia médica, radiolocalização, televisão, radioastronomia, farol aeronautico ,radar,tudo são o resultado das ondas hertzianas.
Pompeia é um dos mais significativos testemunhos da civilização romana, um livro aberto sobre arte, costumes, ofícios e vida do povo .Podemos ver como era esta enorme cidade,agora que foi liberta da espessa camada de cinzas que a cobriu durante séculos. As memórias do passado estão tão vivas nos restos trazidos á luz que fascinam quem as visita. Nas paredes das casas ainda se leem inscrições de propaganda eleitoral e piadas mordazes; por cima das portas de lojas os letreiros indicam a actividade desenvolvida ou o nome do seu propritário.(
A par de casas enormes dos "patrícios", surgem as casas modestas dos artífices e comerciantes e ,um pouco mais longe, junto a uma horta ,as dos agricultores. Na periferia, os lupanares e casas de prazer para os marinheiros e comerciantes de passagem pela cidade. Nas ruas estreitas, nas lojas ou nos espaços de serviços, descobre-se o quotidiano dos seus habitantes. Móveis, adornos de ouro e prata, lagares, louças, balcões de bebidas, moínhos de trigo, oficinas, alimentos, vendas de legumes e frutas, tudo se pode encontrar como era aquando da tragédia. Nas paredes ficaram preservadas muitas das pinturas interiores das casas mais ricas, como é o caso da casa dos Vettii que mostramos a seguir.
Como já referimos,em consequência da erupção, os habitantes que na sua maioria se tinham refugiado no litoral,morreram sufocados pelos gases. Outros foram gaseados em casa , a dormir ou a trabalhar, e muitos nas ruas ,em fuga com as suas famílias. Por um processo de injecção de gesso nos espaços ocos existentes nas cinzas consolidadas , resultantes do que foram os corpos dos habitantes, obtêm-se moldes que revelam como eram e como estavam no momento da sua morte.
As ruas de Pompeia possuiam passeios elevados em relação ao piso, valetas de escoamento de águas e, pasme-se, passadeiras para peões ,estas também elevadas ,mas com aberturas para a passagem do rodado dos carrros.
Preservada ficou também a arte erótica que existia nas paredes dos quartos dos lupanares e estalagens, onde as prostitutas anunciavam as suas especialidades do culto a Priapo.
A cidade , rodeada por uma muralha defensiva, era enorme com as ruas esquadriadas e com belos monumentos.Uma visita rápida a estas ruínas demorará, no mínimo, três horas e muito ficará por ver nas novas escavações, ainda fechadas ao público . 
Os macacos primitivos, surgidos há 40 milhões de anos, evoluíram em dois ramos : os macacos do velho mundo (europa,ásia e áfrica) e os macacos do novo mundo (continente americano) Uma diferença ressalta nestes dois tipos de pró-símios e que é o facto dos macacos do novo mundo usarem a cauda como um quinto membro para se balançarem nas árvores, além de diferenças menores nas narinas e dentição. Só a linha dos macacos do velho mundo evoluiu e, há 25 milhões de anos, dá-se o aparecimento dos símios que são macacos sem cauda. Esta linhagem de símios, há 10 Ma, divide-se em duas: as dos símios actuais ( chimpanzé, gorila,orangotango) e a dos hominídeos que virá a dar o homem actual. Infelizmente há uma grande lacuna fóssil que não nos permite traçar, com exactidão, a linha evolutiva dos hominídeos até ao homem. (Esta lacuna é aproveitada pelos fixistas e criacionistas para combater o evolucionismo. ) Pensa-se que os hominídeos terão saído das florestas e passado a ter uma postura mais erecta, na savana entretanto surgida com a mudança de clima. Consideremos então que há 10 Ma surgiu um primata hominídeo mais evoluído, provávelmente o antepassado mais directo do homem, a que foi dado o nome de Ramapithecus.
Os vestígios deste hominídeo foram encontrados nos montes Siwalick na Índia e, mais tarde, em África. Aparentemente andava erecto e não tinha maxilas alongadas ou salientes. Com um cérebro ainda pequeno, podia agarrar e manejar paus e pedras para afastar os seus inimigos. Há 6 milhões de anos, dos Ramapithecus derivaram três ramos :Australopithecus boisei, Australopithecus africanus e o Homo habilis. Os Australopithecus tinham um volume de cérebro idêntico ao de um macaco moderno, andavam erectos e serviam-se de utensílios, possivelmente ossos e seixos naturalmente aguçados. O Homo habilis tinha um cérebro mais volumoso, andava erecto e fabricava utensílios de pedra.
( A figura acima é uma reconstituição do Homo erectus )
O homem de Neanderthal caçava renas, bovinos, bisontes e veados. Usavam raspadores de silex próprios para tirar a gordura das peles, com que se vestiam rudimentarmente. Fabricavam pequenas pontas de lança e bifaces em silex,chegando ao ponto de criar uma faca com serrilha,destinada a cortar os alimentos. É possível que tivessem praticado canibalismo para herdar a força e a magia dos seus inimigos. No que se refere ao Homo sapiens ,sapiens, revelou-se hábil a trabalhar a pedra e criou uma nova série de utensílios mais complexamente trabalhados com a ajuda de um punção de madeira ou de osso que funcionava como martelo. Possuiam furadores,ou sovelas, com que furavam as peles , e buris com que trabalhavam o osso, uma forma de arte. O osso e o marfim eram utilizados para pontas de lança, anzois, agulhas e arpões. O vestuário, em pele de animais, era muito trabalhado e adornado, por vezes,com conchas ou dentes. Usavam colares de dentes de cervos,cascas de caracois,discos de madrepérola e pérolas de marfim. Há 12.000 anos o homem deixou de ser caçador,dando lugar a comunidades mais numerosas de pastores e agricultores, com chefes e artífices especializados. Trigo e cevada,segados com foices de silex ,eram as culturas principais. A partir do ano 6.000, antes de Cristo, surge a utilização do cobre,bronze e ferro permitindo o fabrico de ferramentas novas e mais resistentes. De uma forma lenta e progressiva ,o animal Homem chegou ao que é hoje. Terminarenos com uma reconstituição dos nossos antepassados Homo erectus.



Alguns tipos de arquitectura são universais, encontrando-se em civilizações muito diversas. É assim que há 6.000 anos, já no Neolítico, a forma rectangular de habitação é a mais comum. O homem já está a polir a pedra, a dedicar-se à agricultura e à domesticação de animais. Usa o barro para utensílios e também na construção. As paredes das casas são feitas de argila, aplicada sobre uma estrutura de madeira. São casas de um só compartimento tendo, por vezes, um alpendre. Em alguns locais a estrutura de madeira não leva revestimento de barro, mas são sempre cobertas de colmo com tecto de duas águas.
Imitando as cabanas primitivas emcontramos em Khirokitia (Chipre),casas com base circular em pedra calcária ,suportando paredes de lama seca ou tijolo cru,isto 6000 anos AC. . Terminam em cúpula ,fazendo lembrar as cabanas circulares.
O homem do Neolítico que vivia em terrenos pantanosos, junto de rios ou lagos,construia as habitações sobre plataformas de madeira suportadas por estacas - palafitas-. Normalmente estas habitações estavam ligadas a terra firme por um passadiço. Eram de madeira e estavam cobertas de material vegetal, sendo uma protecção e uma facilidade para a actividade de pesca.
Ao longo dos séculos a técnica humana foi evoluindo, nos materiais e processos de construção, verificando-se, por exemplo, que a casa romana oferece já elementos de conforto. O centro deste tipo de casa é o "atrium", uma espécie de pátio a céu aberto, pavimentado e com um lago central.( Na mesopotânea do 3º milénio a casa era idêntica mas sem o lago )Á volta do "atrium" existiam várias salas e galerias e não faltava o banho privado . O chão era de mármore ou de mosaicos decorativos, as paredes possuiam pinturas e as portas eram de correr.

Este modêlo foi adoptado de maneira muito modesta pelos árabes e acabou por dar , no nosso Alentejo, a casa-pátio. No mundo romano do séc.III surgem as casas de apartamentos, possivelmente como a da figura abaixo. A escada que dava acesso aos pisos superiores que, por lei, não podiam ser mais de cinco, abria na rua. 



Para sul, continuamos a encontrar o granito e o xisto, daí a construção usar estes materiais sem grandes mudanças na forma. A foto seguinte mostra uma conhecida aldeia de xisto na região centro , o PIODÃO . É pena que esteja a ser adulterada com casas de cobertura em telha e as paredes com reboco branco . Muitas foram remodeladas por dentro, mas mantendo a traça primitiva.
No litoral, na zona de Mira e Tocha, eram tradicionais as casas em madeira, assentes nas dunas e com uma ocupação estival. Durante os meses de verão as populações viviam da pesca mas, no resto do ano, vinham mais para o interior ,onde praticavam agricultura, vivendo em casas contruídas com as rochas calcárias dessa região.
No Alentejo encontramos as casas brancas ,de pedra ou adobe, isoladas ou em grandes aglomerados, ressaltando as grandes chaminés e a quase ausência de janelas, como protecção contra o calor. 

Não podemos esquecer que estivemos a falar de casas típicas,hoje quase desaparecidas das cidades e vilas devido á globalização de gostos e técnicas de construção.. Nos Açores e Madeira a construção é feita de pedra basáltica, quase todas rebocadas e caiadas,com uma excepção para as zonas de montanha ,na Madeira, onde a habitação era de madeira coberta a colmo.
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