
7.4.08
NAN MADOL

4.4.08
A ORIGEM DA VIDA
»»» Há 4.000 Ma (milhões de anos) a jovem Terra não tinha ainda arrefecido a sua crosta ,e a atmosfera por não possuir oxigénio, era redutora.»»» Havia milhares de vulcões em actvidade que lançavam na atmosfera hidrogénio (H2),metano (CH4),amoníaco (NH3), vapor de água ( H2O)e sulfureto de hidrogénio (H2S) .»»» Como a atmosfera não continha oxigénio os raios ultravioleta eram muito fortes.»»» As trovoadas eram constantes e as águas resultantes foram-se acumulando dando os mares primitivos, ainda sem qualquer vida.»»» Os gases da atmosfera primitiva, sujeitos às descargas eléctricas das trovoadas e aos fortes raios ultravioleta, ionizaram as suas moléculas que se combinaram entre si dando moléculas inorgânicas mais complexas. Estas recombinaram-se também dando, por sua vez, moléculas orgânicas simples.»»» As moléculas orgânicas simples foram arrastadas pelas chuvas para os mares primitivos onde se acumularam originando aquilo a que Oparin chamou de caldo primitivo .
No balão (lado direito)foram colocados os gases :hidrogénio, metano, amoníaco, dióxido de carbono e azoto, simulando a atmosfera primitiva. Havia também vapor de água vindo do balão do lado esquerdo. Este simulava os mares primitivos muito quentes que tinham forte evaporação. Os gases do balão foram submetidos a descargas eléctricas de 60.000 volts, durante uma semana, simulando as trovoadas e os ultravioleta. O vapor de água e gases eram condensados no lado direito do aparelho, simulando as chuvas primitivas. Ao fim de uma semana de trabalho contínuo deste aparelho a água estava amarelada e ,depois de analisada ,verificou-se conter aminoácidos (alamina, glutamato, ácido aspártico) e ácidos orgânicos (fórmico, acético, propriónico, láctico e succínico) tudo isto moléculas orgânicas. Para termos uma ideia de como as moléculas inorgãnicas originaram , por recombinação, as moléculas orgânicas simples observemos o esquema a seguir:
«As moléculas orgânicas têm , em conjunto,átomos de carbono(bola preta)hidogénio( bola azul)e oxigénio(bola vermelha)» VOLTEMOS À HIPÓTESE DE OPARIN : »»» No caldo primitivo, as moléculas orgânicas simples (formaldeído)reagiram entre si e deram outras mais complexas (ribose ,glucose ,etc).Estas estruturas mais complexas,rodearam-se por uma espécie de membrana de hidrocarbonetos que as isolavam do restante caldo primitivo . Estavam formados os coacervos estruturas parecidas com as células, mas ainda sem qualquer característica de vida . »»»As reacções no caldo primitivo eram catalisadas pelas argilas e basaltos quentes das margens dos mares.( também este facto foi confirmado em laboratório por Fox) »»» Nos coacervos, algumas moléculas orgânicas reagiram entre si dando outras mais complexas, algumas até tendo capacidade de autocópia e outras capazes de controlo de reacções ,surgindo assim as primeiras características de vida. Os coacervos não são seres vivos, por isso chamar-lhe-emos de pré células ou pré-biontes.»»» Os pré-biontes ( semelhantes a uma bactéria actual) eram heterotróficos,isto é, absorviam novas moléculas do caldo primitivo, para manter e aumentar a sua estrutura e para produzir a energia que os mantivesse . A energia necessária era obtida a partir de moléculas sulfurosas tal como sucede,hoje em dia,com bactérias dos fundos marinhos. »»» Durante milhões de anos os pré-biontes terão evoluído quimicamente a sua estrutura para uma posição autotrófica de síntese de "alimento". »»» O aparecimento de oxigénio na atmosfera da Terra levou a que as bactérias autotróficas se desenvolvessem em cianobactérias, obtendo a energia para o seu metabolismo por reacções fotossintéticas, possivelmente há 2.000 Ma. »»»A pouco e pouco os pré-biontes adquiriram mais características dos seres vivos, mas esta evolução é tão gradualmente ténue, que não podemos precisar o momento em que deixamos de ter um pré-bionte e passamos a ter um ser vivo.
Estima-se que a vida terá surgido há 3.4oo Ma.; células com núcleo contendo RNA e DNA há 2.000 Ma e organismos pluricelulares há 700Ma. Depois é a EVOLUÇÃO NATURAL ,o aparecimento e desaparecimento de espécies, mas isso é outro assunto.
1.4.08
SISMOS
A energia bruscamente libertada na formação da falha origina o sismo . Se as tensões continuarem na mesma região, a energia continua a acumular-se e a ruptura seguinte far-se-á ao longo da falha já existente. As forças de fricção entre os dois lábios de uma falha e os seus deslocamentos de um em relação ao outro, não se fazem de maneira contínua e uniforme , mas por impulsos sucessivos, originando cada um deles um sismo. Depois da ruptura inicial, verifica-se uma série de rupturas secundárias , as quais correspondem ao reajustamento das rochas fracturadas, originando sismos de menor intensidade a que damos o nome de réplicas. As réplicas só terminam quando o reajustamento estiver concluído . Os sismos só se produzem em material rígido, daí que só ocorram na litosfera e nunca na astenosfera que é constituída por material pastoso e fluído. ( ver postagem deste blog em Fevereiro 2008 ,sob o título A Terra) As ondas sísmicas propagam-se através das rochas por movimentos ondulatórios, dependendo a sua propagação da composição química dessas mesmas rochas e ainda do seu estado físico. As ondas que se geram nos Hipocentros ou Focos e se propagam pelo interior, são chamadas de ondas internas ,como é o caso das ondas P e S e as que são geradas á superfície ,quando as internas lá chegam, são designadas de ondas superficiais como é o caso das ondas L e R. (Love e Rayleigh) As ondas P são também chamadas de primárias por serem as primeiras que são registadas nos sismógrafos: de compressão por comprimirem as moléculas das rochas . As ondas S podem tomar o nome de secundárias pois são as segundas a ser registadas ; transversais já que as partículas das rochas vibram transversalmente á direcção de propagação do sismo . As ondas P propagam-se em todos os meios pelo intertior da Terra, aumentando a velocidade com a distância percorrida, enquanto as ondas S só se propagam em meio sólido, não se propagando na astenosfera que é fluída. As ondas L e R são as causadoras dos estragos visíveis á superfície. Os focos dos sismos podem ser superficiais ,intermédios e profundos,consoante a sua localização. Os epicentros dos sismos não se apresentam distribuídos aleatóriamente á superfície,antes pelo contrário,estão de acordo com a Tectónica de Placas. Por uma questão de método ,a Tectónica de Placas será explicada no final deste tema de sismologia, ficando agora só a ideia de que a distribuição dos focos sísmicos corresponde aos limites das Placas Tectónicas.
Alguns sismos são acompanhados de fenómenos secundários,tais como ruídos,vulcanismo atenuado e maremotos ou tsunamis que são enormes vagas oceânicas com mais de 15 metros de altura , que se abatem sobre as regiões costeiras destruindo tudo, já que são verdadeiras " montanhas " de água com velocidades de 700 Km /hora. Há duas escalas para avaliar os sismos: a de Mercalli modificada, baseada nos relatos sobre os efeitos produzidos pelo sismo e em que existem 12 graus de intensidade, como se pode ver abaixo:
Esta escala de Mercalli é muito subjectiva, pois depende daquilo que as pessoas dizem que sentiram ou viram e ainda pelo facto das construções dos edifícios não serem todas iguais,umas mais frágeis que outras. Por estes factos passou a usar-se uma escala matemática, dependente apenas da quantidade de energia libertada no foco sísmico. Esta escala denominada de Richter ,tem 9 graus de grandeza e é dada por uma fórmula matemática em que entra a amplitude das ondas registadas no sismógrafo.Os graus dessa escala avaliam magnitudes do sismo. Agora que temos uma ideia geral do que é um sismo vamos abordar, da maneira mais simples possível, a teoria da TECTÓNICA de PLACAS.
Os dois grandes blocos também se foram fracturando, ao longo de muitos milhões de anos, até darem os continentes actuais. Esta teoria de Wegner era apoiada pelos seguintes factos : o encaixe quase perfeito entre os continentes sul americano e o africano; nestas zonas de encaixe as rochas eram as mesmas, estavam pela mesma ordem de deposição e tinham a mesma idade,isto tanto na costa africana como na americana;também as espécies fósseis de um lado e outro eram as mesmas e não se tratava de animais aquáticos,pelo contrário ,eram de animais e de plantas terrestres Tudo isto levava a pensar que, em épocas muito recuadas, os dois continentes estiveram unidos.
Mas que forças colossais são estas que deslocam continentes a tais distâncias ? A explicação para este fenómeno foi dada ,anos depois da morte de Wegner ,com a teoria da Tectónica de Placas. Esta teoria diz-nos que a camada superficial da Terra (Litosfera) é formada por várias placas (enormes plataformas) que estão em movimento relativo umas com as outras. O estudo dos fundos oceânicos veio mostrar que estes estão em crescimento constante, descoberta esta feita pela análise dos sedimentos marinhos e das anomalias magnéticas impressas nas rochas basálticas( férricas) desses fundos marinhos. As inversões magnéticas são simétricas de um lado e do outro da crista média oceânica, uma linha de grandes elevações que vão de norte até ao sul do oceano Atlântico.como uma coluna vertebral. Chegou-se á conclusão que os fundos marinhos cresciam igualmente para os dois lados da crista média, sendo os basaltos junto á crista mais novos que os mais afastados .
Se os fundos marinhos (placa oceànica)estão em constante crescimento, a Terra tem de estar a aumentar de volume ,o que não acontece . Então só pode haver uma explicação: Se eles crescem constantemente a partir da crista dorsal oceânica, estarão também a ser constantemente destruidos noutro local. Esse local pode ser, por exemplo, no limite com a placa continental, numa região de fossa oceânica. Como estes fenómenos de origem e destruição da placa oceànica não se fazem pacificamente , será ao longo das cristas e das fossas que se localizam os focos sísmicos. 
As placas podem ter os seguintes limites: Divergentes -- onde a nova crusta ou crosta oceânica é gerada, enquanto as placas são empurradas,afastando-se. Convergentes---onde a crosta é destruída. Transformantes---onde a crosta não esta a ser produzida nem destruida, com as placas a deslizarem horizontalmente uma em relação á outra.
Já sabemos que a Astenosfera está no estado fluído tendo por cima, no estado sólido, a crosta oceânica e a crosta continental, ou se quizermos a placa oceânica e a continental. Devido ás altas temperaturas formam-se na Astenosfera correntes circulares do seu material (magama),as correntes convectivas. Estas correntes tendem a trazer o magma da Astenosfera para a superfície,através do Rift , uma fenda na crista dorsal. O material arrefecido nos bordos laterais do Rift vai empurrando o mais antigo para os lados,afim de dar lugar ao novo material que por essa fenda vai subindo e arrefecendo ,num processo contínuo. Este local é um limite divergente de placas e assim a crosta oceânica está sempre a crescer e a mover-se ,porque as correntes convectivas da Astenosfera funcionam como rolamentos para o material sólido que lhe fica por de cima. O movimento da crosta oceânica, com uma velocidade média de 3 cm por ano, vai fazer com que esta entre em oposição (choque). por exemplo, com a placa continental , num limite convergente de placas .Devido á diferença de densidades das placas, a placa oceânica mergulha sob a continental, segundo um plano inclinado denominado zona de subducção ou de Beniof, sendo de novo reabsorvida pela astenosfera. Como este movimento de mergulho se faz com enorme atrito, provoca gigantesca concentração de energia, que se libertará sob a forma de vulcão ou de sismos.(lado direito da figura acima) O mesmo acontece quando há choque entre duas placas oceânicas em que uma mergulha sob a outra( lado esquerdo da figura) Quando a convergência (choque) é entre duas placas continentais, nenhuma mergulha, mas enrugam os seus bordos dando origem ás grandes cadeias montanhosas como no caso dos Himalaias. Em princípio os interiores das placas são geologicamente calmos, por não haver forças em oposição. Existem contudo excepções: observando um mapa do Oceano Pacífico revelam-se. muitas ilhas afastadas dos limites da Placa. Todas elas tiveram origem em vulcanismo do fundo do mar,como no caso das ilhas do Hawai. A datação de lavas da cadeia Havaiana mostrou que as suas idades aumentam á medida que nos afastamos do vulcão actualmente activo. Este facto explica-se porque a maior parte dos vulcões que surgem no interior das placas, são criados por pontos de erupção,fontes fixas de magma que se erguem das profundezas do manto e não da Astenosfera. Estes pontos quentes são conhecidos por Hotspots. Tais pontos quentes normalmente dão origem a emissões vulcânicas não explosivas. É notável a ligação entre a actividade vulcânica e as placas continentais e oceânicas, particularmente nos limites das placas. Deste modo podemos falar em vulcanismo de subducção resultante do choque de placas oceânicas, originando os arcos de ilhas com vulcanismo ou do choque de uma placa oceânica com uma continental, dando montanhas costeiras com actividade vulcânica; vulcanismo no interior das placas oceânicas,associado como referimos aos pontos quentes; vulcanismo de crista oceânica, originando a nova crosta oceânica e que é observado no Rift . Concluiremos dizendo que os sismos resultam ,na quase totalidade, da energia libertada quando uma placa cede em relação á outra. Uma minoria deles terá como origem abatimentos de tectos de cavernas ou de um vulcão adormecido que entrou em actividade explosiva. 
28.3.08
LUA,o nosso satélite natural
Antes do Homem pisar o nosso satélite natural, muito teve que se estudar e testar : Lembremos a cadela russa Laica que foi lançada para a espaço a 3 de Novembro de 1957 e onde acabou por morrer por falta de oxigénio, ou os diversos chimpanzés, utilizados como astronautas cobaias, primeiro em terra e depois no espaço. Só depois de muitos testes em simuladores e em voos orbitais com estes animais , é que Russos e Americanos se arriscaram a orbitar seres humanos. O primeiro foi o russo Yuri Gagarin, posto em órbita a 12 de Abril de 1961.Foi ele que viu ,pela primeira vez o nosso planeta do espaço e afirmou que a Terra era azul.
raios laser,uma câmara de vídeo e uma antena de comunicações, bem como uma bandeira dos Estados Unidos. Foram recolhidas 27 amostras de pedras e poeiras lunares. Estas e outras amostras posteriores mostram que as rochas lunares são diferentes das rochas da superfície terrestre. Como respondem a isto os que não acreditam nas viagens á Lua ? Como é que lá está ainda em funcionamento o reflector de raios laser, que permite medir com grande precisão a distância da Terra á Lua? Os soviéticos nunca colocaram um homem na Lua, mas isso não invalida o seu mérito na conquista do espaço. Pese o facto de não ter havido mais alunagens , depois das seis efectuadas, o nosso satélite natural continua a ser estudado através de sondas orbitais e embora esteja perto no nosso planeta, estamos longe de solucionar todos os seus mistérios, desde o da sua formação e até se a vida na Terra teve lá a sua origem ou o seu futuro . A maioria dos cientistas pensa que a Lua nasceu a partir de uma gigantesca colisão que a Terra sofreu há 4,5 mil milhões de anos e que os detritos que resultaram dessa colisão acabaram por coalescer formando uma lua semi-fluida. As amostras lunares trazidas pelas Apollo e outras missões, sugerem que a Lua tem uma composição química rochosa igual ao manto terrestre. O bombardeamento da Lua por cometas e asteroides ricos em água, ao longo de milhões e milhões de anos, pode ter deixado nela água, possivelmente escondida dentro de crateras nos seus pólos, sob a forma de gelo. A missão da NASA , Lunar Reconnaissance Orbiter, vai lançar este ano de 2008 duas sondas, que irão embater na superfície lunar para procurar gelo no pólo sul.

As experiências científicas realizadas a bordo são variadas e podem ampliar conhecimentos de biologia,física de fluídos,radiação solar ,além de preparar futuras missões tripuladas a Marte. Antes da Estação Espacial Internacional existiu uma outra da ex-URSS, também habitada e com fins de pesquisa científica. Chamava-se MIR e começou a ser construída em 1986 tendo funcionado até 23 de Março de 2001. Orbitava a 400 Kms de altitude e recebeu cosmonautas não russos , depois do fim da guerra fria . A Rússia decidiu destruir a MIR (foto final), depois de 15 anos em órbita , por carência de meios técnicos e financeiros para a manter no espaço. A sua destruição fez-se com grandes cuidados e apreensões, já que pesava 137 toneladas e a sua desintegração, ao entrar na atmosfera, podia provocar fragmentos de 700 quilos .Tudo correu bem e os seus fragmentos caíram no Oceano Pacífico, a 2.000 Kms da Austrália. O saber adquirido com a MIR foi de grande ajuda para a construção da ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL.
25.3.08
POLUIÇÃO

Estatística do assassino na América do Sul em 2007 : Colombia 2o mortos.Equador 5;Paraguai 17; Brasil 158, Não há vacina para o DENGUE 
19.3.08

16.3.08
BURACOS NEGROS14.3.08
UNIVERSIDADE
A razão desta transferência prende-se ao facto de estar longe de um porto de mar e das novas heresias. É assim que em 1400 lhe é autorizado o ensino de Teologia, após insistência da Ordem Franciscana junto da Santa Sé. A Universidade sempre se regeu por uma estrutura corporativa que juntava, por um lado, professores e assistentes (repetidores da aula) e por outro ,os alunos . Á semelhança da Universidade de Bolonha, era aos estudantes que cabia a eleição dos Reitores, que com os chanceleres mantinham a organização.A universidade de Coimbra sempre foi dotada de regalias,isenções e direitos, como o de possuir uma guarda privativa (os archeiros ) que vigiavam o comportamento dos estudantes dentro da universidade e na cidade. O rei D. Dinis ordenou a criação de Colégios,que funcionavam como residências dos estudantes pobres ou deslocados . A Universidade desde logo ficou instalada nos Paços reais desta cidade.(biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra )

(antigo Laboratório Químico )

(lago central do Jardim Botânico)
(Porta Férrea- Entrada da Universidade antiga)
10.3.08

Durante onze meses, pelos três estreitos corredores aéreos, fizeram-se 300.000 voos que aterravam ,dia e noite, nos três aeroportos de Berlim levando carvão,gasolina,comida , medicamentos e tudo o mais que era solicitado. A média foi de um avião a cada três minutos, embora os Russos os tentassem impedir com voos de caças , balões de barragem e holofotes para cegar os pilotos durante as aterragens nocturnas. Eram transportadas cerca de 15.000 toneladas de produtos , por dia . Na figura, vemos crianças alemãs assistindo aos voos e aguardando goluseimas que lhe eram atiradas em pequenos paraquedas, alguns feitos com lenços de assoar . O cerco a Berlim durou de 24 de Junho de 1948 a 12 de Maio de 1949, data em que Stalin se convenceu da inutilidade da sua atitude de bloqueio. Nesta operação morreram 39 aviadores Americanos,31 Britânicos e 5 Alemães . O fim do bloqueio não trouxe paz ás pessoas de Berlim, pois a URSS isolou o seu sector dos restantes , através de um muro fortemente armado, para evitar a fuga dos cidadãos para os outros sectores. É deste muro, denominado "muro da vergonha" que mostramos uma foto. Este muro foi derrubado a 9 de Novembro de 1989 e tendo acabado a guerra fria,deu-se a reunificação alemã.
7.3.08

Com 14 anos Afonso Henriques arma-se cavaleiro e passa a viver em Coimbra (1125). Revoltado contra os nobres galegos que queriam tomar conta do Condado Portucalense vence as tropas da Regente,sua mãe, na batalha de S. Mamede ( 1128 ) e assume o comando do Condado, transformando-o num principado independente de Leão e Castela. Afonso Henriques enquanto resiste a Afonso VII de Leão e Castela ,vai guerreando os mouros a sul de Coimbra. Após a batalha de Ourique (1139) em que derrota os muçulmanos,declara-se rei. Nascia assim o Reino de Portugal cuja capital era Coimbra. O Reino vai-se alargando para sul, nma primeira fase até Lisboa,que também conquista aos mouros. (ver mapa acima).Esta visão resumida da origem de PORTUGAL tem de ser complementada com a origem da população.
Recordemos então que temos sangue Celtibero (lusitanos),Galaico,Visigodo e Suevo. Um pouco menos de Grego,Fenício,Cartaginês,Vândalo e Alano, e um pouco mais,para sul,de berberes do norte de África. Após a época dos Descobrimentos a população do Reino de Portugal cruza-se com povos de Àfrica,Índia e Timor, sendo a mistura mais visível nesses territórios. Após o fim do ciclo colonial(1975) alguma dessa população transferiu-se para Portugal, o mesmo acontecendo com emigrantes de leste, com a queda da União Soviética. Até há pouco tempo viviam no nosso país 550.000 imigrantes, a maioria vinda do Brasil (66.700),seguida de Ucranianos(65.800) e de Cabo Verde (64.300), mas não podemos esquecer os oriundos da Moldávia,Roménia,Guiné-Bissau,Angola ,Moçambique,Timor e Rússia.Por naturalização muitos já fazem parte da população portuguesa, mas não podemos esquecer os seus descendentes que aqui nasceram. Da mesma maneira que a população portuguesa se foi espalhando pelo mundo está agora a receber novo material genético com os que cá se vieram fixar, daí que terminemos este apontamento com uma fotografia ilustrativa da actual população do nosso País.

2.3.08
O AUTOMÓVEL
Ao longo dos anos, estes veículos foram melhorando tecnicamente com a introdução do travão de mão, da caixa de velocidades e do volante na direcção. Se observarmos as fotos, veremos que de início era uma corrente,como as das bicicletas, que ligava o motor ao rodado e não existia volante ,mas sim uma espécie de timão. Estes veículos eram tão perigosos que uma lei inglesa obrigava a que eles circulassem antecedidos por um homem a pé com uma bandeira vermelha e tocando uma corneta .
Olhamdo,á primeira vista, para para estas peças de museu, o que parece estar em exposição é uma carruagem de cavalos . Não nos podemos esquecer que os construtores eram muitas vezes os mesmos. Uma dezena de anos teria de se esperar, até que este aspecto desaparecesse e surgisse um veículo que já não se confundisse com um carro de cavalos. Henry Ford ,com a construção da primeira linha de montagem e fabrico em série, cria o célebre FORD T, de que se venderam 15 milhões de unidades entre os anos de 1908 e 1927. (ver foto abaixo)
O primeiro veículo automóvel a chegar a Portugal foi um Panhard Levassor, importado de Paris pelo Conde de Avilez ,em 1895. Na alfândega de Lisboa não souberam como classificar este veículo para efeitos tributários e, por isso ,registaram-no como máquina agrícola. Na sua primeira viagem de Lisboa ao Cacém atropelou um burro e tal facto ficou na história como o primeiro acidente com um automóvel .
Compare-se esta foto de um Panhard Levassor (1890) mesmo com automóveis da década de 1930 e veja-se a diferença . Se atentarmos na matrícula, são carros que circularam em Portugal.

Matrícula AA-00-03 leva-nos a supor ter sido o terceiro a possuir chapa de matrícula. Está em museu mas ainda funciona.

Alguns veículos do séc XX tornaram-se célebres ,mesmo antes da 2ª guerra mundial ,como é o caso do Volkswagen ( carro do povo em alemão ) da autoria de Ferdinand Porsh a solicitação de Adolf Hitler ,que o utilizou com fins militares e de propaganda política.
Adolf Hitler,na sua propaganda ,afirmava que qualquer trabalhador poderia vir a ter uma destas viaturas e havia até uma caderneta com selos de prestações e prémios de produção laboral, para o adquirir. Esta viatura de 1938 era descapotável,possuia motor traseiro de 986 c.c., refrigerado a ar,26 cavalos de potência e atingia 90 Kms/h. Consumia 7 litros de gasolina aos 100 Kms, numa época em que era normal o consumo de 12 litros .
A partir deste momento, a história do automóvel torna-se difícil de contar já que os construtores industriais são muitos e os modelos apresentados, vários e para todos os gostos. Optaremos assim por referir apenas alguns , sem que isto represente algum desprimor para os omitidos.»»»» Em 1903,Henry Ford construiu o modelo A,ainda de fabrico artesanal e que era ,como a figura documenta,um autêntico caixote com rodas.
Mas Ford estava determinado a construir um carro simples,confiável e acessível ,que o trabalhador comum americano pudesse comprar.Surgiu então o célebre modelo T, saído de uma linha de montagem. As fotografias seguintes mostram modelos de 1932,1964 de 2008 da Ford
De igual modo é conhecida entre nós a marca Mercedes Benz cuja firma foi criada em 1924 e é o resultado da fusão da Benz com a Daimler, para estimular a economia alemã após a 1ª Guerra Mundial, fusão esta que durou até ao ano 2000.Mostramos quatro belíssimos modelos desde o ano 1957 até hoje.

Em França ,fundada em 1919 por André Citroen,temos a Citroen que se encontra hoje ligada á Peugeot, outra conhecida marca francesa.Mostraremos alguns modelos famosos daquela marca, como é o caso da célebre "arrastadeira",viatura bastante baixa que a fábrica garantia ser muito difícil capotar.( O modelo é dos anos 40/50) . O mais simples e barato carro da Citroen,destinado aos agricultores e preparado para as esburacadas estradas agrícolas em terra, foi o " dois cavalos". No início trazia apenas um farol e um conta quilómetros e era extremamente leve.

Este dois cavalos da fotografia é recente, mas mantém no essencial as linhas do modêlo original,pois teve que se adaptar ás exigências do trânsito citadino. Outros modelos que deram brado foram o "boca de sapo" de suspensão hidráulica, surgido em1967, bem como o BX de 1991 e o C5 de 2003
A "joia da coroa " do mundo do automóvel está na Rolls-Royce fundada em 1906.Tornou-se famosa pelo fabrico de motores de avião e de carros de extremo luxo e fabrico cuidado. Tudo neste carro revela classe ; o luxo e extras do interior,o silencioso motor e o abafado som emitido pelo fechar das portas, são algumas das suas grandes virtudes. Pode ser fabricado por encomenda, com as características solicitadas pelo comprador,podendo os cromados ser substituídos por ouro ou prata ou outras excentricidades. Poucos são de série , blindados ou não, e o seu custo elevadíssimo.Em caso de hipotética avaria só podem ser reparados na fábrica e, ao que consta, gratuitamente. Actualmente a Rolls-Royce foi adquirida pela BMW.São viaturas usadas pelos chefes de estado e milionários. Mostramos o primeiro modelo(1906) e outro de 1959.
Descendo novamente á terra ,que é como quem diz, aos carros do comum mortal, temos em Itália a Fiat ( fábrica italiana de automóveis de Turim),fundada em 1899. Hoje o GRUPO FIAT é constituído pela Ferrari,AlfaRomeo,Lância, Maserati,Iveco e outros. No início do séc XX fabricou, para além de automóveis, ambulâncias, metralhadoras,motores para aviões e submarinos . Dos seus modelos utilitários mostramos veículos citadinos de pequeno porte e fácil estacionamento, que fazem a delícia dos coleccionadores. 

(Um Fiat do século XXI)
Nos nossos dias já não é só a Europa e América a fabricar automóveis. O Japão e Coreia do Sul são grandes construtores possuindo mais do que uma marca. Com a globalização e fusão de empresas os modelos são muito semelhantes e têm componentes que pouco,ou nada, diferem entre marcas. No que se refere ao combustível usado e atendendo ao preço crescente da gasolina e do diesel, começaram a circular automóveis com motores a álcool,gás natural, hidrogénio e bio-diesel. Recentemente surgiram os carros híbridos que usam um motor de combustão e outro eléctrico. Há três tipos de motorização híbrida :1º--- o motor de explosão é responsável pela locomoção e o eléctrico com corrente de bateria, um auxiliar extra. É usado em veículos de pequeno porte. 2 º---O motor eléctrico é responsável pela locomoção ,sendo que o de combustão apenas serve para carregar as baterias . 3º....Há um sistema que é a combinação em paralelo dos dois anteriores .
Para além desta evolução dos motores os construtores dos carros actuais apostaram na segurança com os" air-bags " e estruras deformáveis que absorvem o impacto do choque,bem como sistemas de travagem sem bloqueio de rodas e até sistemas de correcção de direcção e inclinação nas curvas . Hoje em dia a evolução do automóvel é tão rápida que todos os anos há modelos novos . Longe vão os tempos em que os modelos duravam décadas,com muito poucas variações como foi o caso do "carocha" da VW,o dois cavalos ,ou a "arrastadeira". Talves no futuro tenhamos automóveis movidos a energia solar e guiados por computador, sem necessidade de condutor,pois os protótipos já existem nas universidades.
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