15.12.11

PEGADA ECOLÓGICA



Várias vezes a televisão apresenta programas em que se refere à pegada ecológica, sem que se veja qualquer marca ou pegada de ser vivo, pelo que a frase pode afigurar-se como estranha..
A expressão Pegada ecológica, usada pela primeira vez em 1992 por William Rees, referia-se, em termos de ecologia, à quantidade de terra e água que seriam necessárias para sustentar as gerações existentes, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população.
Hoje, a pegada ecológica é usada como um indicador de sustentabilidade ambiental. Pode ser usada para medir e até gerir os recursos através da economia. É ainda usado para explorar a sustentabilidade do estilo de vida de determinados grupos de indivíduos, produtos e serviços, sectores industriais, vizinhanças, cidades, regiões e nações.
Depois desta última definição é lógico afirmar que a pegada ecológica de uma população tecnologicamente avançada é, em geral, maior do que a de uma população subdesenvolvida. O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, aliado a uma grande produção de resíduos, são marcas ( pegadas) de degradação ambiental das sociedades humanas actuais que ainda não se convenceram de que fazem parte integrante da Biosfera e que têm de estar em equilíbrio com ela.
A Pegada Ecológica foi criada para nos ajudar a perceber a quantidade de recursos naturais que utilizamos para suportar o nosso estilo de vida, onde se inclui o agregado populacional (aldeia,vila ,cidade ), a casa onde moramos, os móveis que temos, as roupas que usamos, o transporte que utilizamos, o que comemos, o que fazemos nas horas de lazer.etc.
A Pegada Ecológica não procura ser uma medida exacta mas sim uma estimativa do impacto que o nosso estilo de vida tem sobre o Planeta, permitindo avaliar até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a sua capacidade de disponibilizar e renovar os seus recursos naturais, assim como absorver os resíduos e os poluentes que geramos ao longo do anos.
Como vamos
Vejamos então como diminuir a nossa pegada ecológica exemplos que retiramos da internet mas que poderiam ser ditos por qualquer aluno do ensino básico:
Reduza os consumos energéticos, utilizando aparelhos eléctricos e electrónicos de baixo consumo ( classe A) e não deixe esses aparelhos ligados se não estiverem a ser usados.
- Reduza a utilização do “ar condicionado”, usando ,por exemplo , janelas com vidro duplo.
- Reduza o consumo de água, fazendo um duche rápido, e regule as descargas do autoclismo para um mínimo.
- Minimize a produção de resíduos sólidos, poupando dinheiro ao adquirir embalagens com maior capacidade e produtos com pouca embalagem, sempre que possível recicláveis. Evite as garrafas que utilizam rolhas de plástico. Escolha produtos ecológicos ou com etiqueta ou rótulo ecológicos. Para o transporte das compras opte por reutilizar os sacos.
- Adquira produtos produzidos localmente, pois consomem menos combustível no seu transporte, produzindo menos emissões e contribuem para a manutenção do emprego e para o desenvolvimento da economia regional.
- Prefira produtos frescos em detrimento dos congelados ou enlatados pois estes gastam energia na sua conservação e no fabrico das embalagens . Aumente a proporção de vegetais em relação aos produtos derivados de carne consumidos a cada refeição.
- Deixe o automóvel em casa e utilize os transportes públicos. A utilização do comboio é um meio de transporte muito recomendado. Se utilizar o seu automóvel, procure partilhar com mais pessoas as deslocações para o local de trabalho.
- Utilize papel 100% reciclado e livre de cloro. Consuma o menor volume de papel possível e utilize sempre as duas faces das folhas. Utilize as folhas que não são necessárias para rascunho.

- Repare os equipamentos avariados antes de comprar um novo. Não deite para o lixo um equipamento que funciona, procure encaminhá-lo para quem o possa utilizar.
- Evite comprar produtos de usar e deitar fora, tais como papel de cozinha, guardanapos, toalhas de papel, talheres e copos de plástico, etc....
- Utilize os contentores de recolha selectiva, evitando colocar no lixo produtos potencialmente tóxicos, como por exemplo pilhas. Em relação ao óleo usado de cozinha, entregue-o em locais de recolha. Caso a sua localidade não seja abrangida por uma rede de recolha, coloque o mesmo numa garrafa junto com o seu lixo normal. Nunca despeje o óleo usado no esgoto.
Agora que tem uma ideia do que é a pegada ecológica torne a sua do tamanho da de uma pulga
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1.12.11

REPRODUÇÃO DOS DINOSSAUROS

Durante muito tempo não foi assunto primordial para os paleontólogos saber como se reproduziam os répteis gigantes do passado pois se estava no início do estudo dos dinossauros e era mais importante reconstruir o seu esqueleto e aspecto exterior para uma futura classificação sistemática dentro dos répteis .
Isso não invalidou que alguns cientistas pensassem que fossem animais vivíparos e outros que eles fossem ovíparos como os répteis dos nossos dias.
A prova de que os dinossauros eram ovíparos chegou em 1923, quando Roy Chapman Andrews que chefiava uma expedição ao Deserto de Gobi na Mongólia, encontrou vários ovos num ninho fossilizado. Estudando esse ninho acabou por concluir que os ovos eram de Protoceratops.
Vários paleontólogos iniciaram então uma busca por ovos de dinossauros ao redor do mundo, tendo conseguido bons achados, a maioria deles na China e Mongólia. Outras descobertas importantes ocorreram na Europa, América do Sul e América do Norte. Estas descobertas são tão importantes que os Chineses , consideram os ovos fossilizados como tesouros nacionais e impedem a sua saída .
O paleontólogo Philip Currie achou ovos fossilizados no Canadá e escreveu um artigo para a edição de Maio de 1996, da revista National Geographic sobre ovos de dinossauros. Em uma das suas buscas teve a sorte de encontrar os ovos fósseis com pequenos embriões de hadrossaurídeos dentro deles.
Currie e alguns colegas foram então à província de Hubei na China, local onde há tantos fósseis de ovos, que eles pensaram serem pedras pois não havia possibilidade de existirem tantos ovos em um único local. Curie estava enganado, pois eram ovos. Então os moradores locais guiaram-nos pelos vários ninhos que ali existem, até chegarem às ruas de uma aldeia, onde ovos eram usados como pedras para construção. Havia ovos aparecendo nos barrancos erodidos, bem visíveis, mas infelizmente para os pesquisadores o governo Chinês proíbe a retirada dos fósseis do país, só deixando que visitem determinados sítios fossilíferos para estudo.
Assim como fez Currie, outros paleontólogos encontraram ovos de animais pré-históricos o que forneceu muito material para estudar o comportamento dos animais.
Mas como se tem a certeza de que os dinossauros punham ovos?
Poucos ovos de dinossauros contém embriões no seu interior, e poucos são encontrados, e se compararmos os achados de ovos ao número de dinossauros já catalogados, veremos que existem poucos ovos para muitos tipos de dinossauros, o que poderia indiciar que nem todos pusessem ovos. No entanto, é mais provável a ideia que não encontremos tantos ovos porque estes são frágeis e alvo directo de predadores esfomeados. Vários dinossauros eram ladrões de ovos, e entre os mais famosos estão o Velociraptor, Troodon. Predadores, provavelmente também mamíferos de pequeno porte, comiam ovos, pois estes não ofereciam resistência a um ataque e eram extremamente nutritivos.

Quando os cientistas estudam os dinossauros, fazem inferências, ou chegam a conclusões lógicas baseadas na anatomia comparada com animais actuais Uma inferência é que os dinossauros se reproduziam sexualmente e punham ovos, pois as aves e os répteis, os parentes mais próximos dos dinossauros, reproduzem-se sexualmente e também põem ovos;
Mas há mais: a pesquisadora Mary Schweitzer, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, descobriu o osso medular na perna de um Tiranossauro rex. Esse é um tipo de osso que as aves usam para armazenar cálcio extra para a produção de ovo [fonte: Fields];
Ou ainda: Pesquisadores encontraram ovos fossilizados em vários locais ao redor do mundo e alguns têm embriões de dinossauro. Esses ovos parecem ser um pouco diferentes dos ovos de aves e répteis, além de terem padrões na superfície que não aparecem em nenhum ovo recente, mas isso pode ser consequência da evolução.
É muito difícil relacionar um ovo com o animal que lhe deu origem s. Os pesquisadores precisam abrir muitos ovos para encontrar apenas um embrião. Além disso, os grandes dinossauros mudavam bastante de aspecto desde que saíam do ovo até se tornarem completamente adultos. Dessa maneira, mesmo um embrião perfeito não garante uma relação com quem pôs o ovo.


Mas mesmo que uma espécie de ovo seja desconhecida, ela ainda pode fornecer informações sobre como os dinossauros viviam. Podemos afirmar que tal como as aves e os répteis, os dinossauros construíam ninhos. Enquanto alguns ninhos fósseis são pilhas de ovos amontoados a esmo rodeados por solo e detritos, outros têm padrões organizados. Algumas escavações revelaram locais com várias camadas de ovos e ninhos. Em algumas espécies, os dinossauros tomavam conta de seus ninhos com cuidado e retornavam ao mesmo local da ninhada ano após ano.
Os próprios ninhos dão aos pesquisadores uma ideia de como os ovos se desenvolviam e chocavam. Alguns ninhos têm a forma de ninhos de aves e são mais altos do que o solo ao redor. Isso sugere que alguns dinossauros chocavam seus ovos exactamente como as aves o fazem, repousando seus corpos sobre os ovos. Embora possa parecer absurdo, pesquisadores encontraram esqueletos de dinossauros posicionados sobre os ovos. Mas nem todas as espécies faziam isso - outras enterravam e abandonavam seus ninhos ao calor do terreno, como os crocodilos.
Por enquanto, tem sido difícil aos cientistas determinar se os dinossauros saíam dos ovos prontos para se defenderem sozinhos, como os répteis, ou se precisavam do cuidado dos pais, como as aves. Um estudo de seis anos de fósseis de um ovo de 80 milhões de anos, na Universidade de Leicester, determinou que pelo menos algumas espécies eram auto-suficientes quando saíam dos ovos [fonte: Science]. Mas embriões de outras espécies completamente desenvolvidos eram pequenos demais ou desajeitados para sobreviverem sem ajuda. Pesquisadores chegaram a encontrar esqueletos de um dinossauro adulto acompanhados dos esqueletos de seus filhotes [fonte: Trinity-Stevens].
Porém há muito que aprender sobre a reprodução dos dinossauros. Não se tem certeza se os dinossauros faziam rituais de acasalamento ou se competiam por parceiros. Entretanto, algumas espécies aparentemente são sexualmente dimórficas ,isto é ,,o macho era morfologicamente diferente da fêmea
Usando como fonte www.achetudoeregiao.com.br vejamos como eram os hábitos de acasalamento, incubação e outros, dos dinossauros
Todas as semanas novas espécies de dinossauros são descobertas e muitas apresentam estruturas estranhas que nem sempre podemos explicar. Tais como os, espinhos, barbatanas, placas etc... Para todas essas excentricidades antigamente tínhamos uma única explicação: combate e defesa. Por exemplo, os cornos e gorjeias dos ceratopsianos durante anos foram tidas como armas para defendê-los dos tiranossauros. Estudos recentes revelaram que tanto cornos como gorjeias eram frágeis demais para essa função. Então para que serviam? A resposta é sexo!!!
É possível que essas estruturas fossem usadas para ornamentação e exibição durante a época de acasalamento. Os ceratopsianos poderiam exibir suas coloridas gorjeias para atrair as fêmeas. Se um macho rival aparecesse os cornos poderiam ser usados para combates rituais e mostrar â fêmea quem era o mais forte.
Essa mesma explicação é aplicada por muitos especialistas para as placas dorsais , as cristas e barbatanas dorsais encontradas em muitos dinossauros.
Muitas das antigas teorias sobre o comportamento reprodutivo dos dinossauros foram postas em causa com as novas descobertas dos cientistas. Antes acreditava-se que ao depositarem os seus ovos eles os abandonavam. Indícios provam que muitas espécies não só cuidavam dos ovos como dos filhotes depois de nascerem, alguns até por bastante tempo.
Acreditava-se que os dinossauros carnívoros, como o tiranossauro, ao porem os ovos os abandonavam à própria sorte. Indícios fósseis mostram que logo após o acasalamento, macho e fêmea construíam um ninho e ali eram colocados dúzias de ovos.
Provavelmente apenas 4 ou 5 nasciam e sobreviviam. Aos nascerem ainda eram pouco desenvolvidos, pequenos e frágeis como foi mostrado por um achado de um tiranossauro juvnil. Os pais traziam –lhes comida e com o tempo eles começavam a sair para caçar pequenos animais que encontravam, sempre com a supervisão dos pais.
Os tiranossauros demoravam aproximadamente 15 anos para ficarem adultos, um período de tempo bastante curto, se levarmos em conta que nasciam do tamanho de um peru e cresciam até pesarem cerca de 6 ou 7 toneladas.
Animais menores, como oviraptores também cuidavam de suas crias, alimentando-as com comida regurgitada. Deveriam demorar pouco mais de 1 ano para atingirem o tamanho máximo.

Os ceratopsianos machos na época do acasalamento ficaram com suas gorjeias bem coloridas e as agitavam para atrair as fêmeas. Às vezes 2 machos acabavam brigando por uma fêmea. Após o acasalamento eles faziam grandes buracos no chão e depositavam seus ovos em fileiras.
Costumavam nidificar em colónias para que pudessem proteger seus ninhos e os dos outros de ladrões de ovos. Os filhotes nasciam sem chifres: estes cresciam com a idade. Mesmo depois de crescidos os filhotes ainda ficavam sob tutela dos pais até que ficassem grandes o suficiente para se defenderem sozinhos.
Os hadrossauros também nidificavam em colónias, sendo que cada ninho ficava a uma distância de aproximadamente 4 metros um do outro, para melhor protecção.
Os filhotes muito pequenos passavam muito tempo no ninho, até se desenvolverem mais para que pudessem sair. Acredita-se que levavam uns 8 anos para atingirem a idade adulta.
Os saurópodes tinham um método de reprodução muito interessante: a fêmea cavava um buraco na orla de uma floresta densa e lá depositava centenas de ovos redondos. Enterrava-os e os deixava lá. Quando nasciam os saurópodes estes já podiam caminhar manterem-se sozinhos, dentro do mato fechado. Lá ficavam por muitos anos aproveitando-se de sua camuflagem contra os predadores.É claro que nem sempre isto funcionava e a maioria era apanhada. Quando ficavam grandes demais para viver ali , saíam para campo aberto e tratavam de procurar uma manada de adultos. Se conseguissem encontrar uma os adultos instintivamente os adoptavam e passavam a cuidar deles como se fossem seus, para o resto de suas vidas.
Acredita-se que os saurópodes atingiam a maturidade sexual aos 20 anos.
Outros especialistas rejeitam o abandono dos ovos e acreditam que os saurópodes cuidavam das crias desde o período de nascimento. As discussões ainda permanecem. Os troodontes tinham um método bastante incomum de reprodução. Sabe-se que eles dividiam o território com dinossauros ornitópodes conhecidos como Orodromaeus, que cuidavam muito bem de suas crias. Os troodontes, aproveitando seu tamanho e aparência equivalente se infiltravam nos ninhos e colocavam seus próprios ovos ali. Os pais Orodromeus não percebiam a diferença e cuidavam dos ovos do intruso como se fossem seus. Os troodonte nasciam primeiro e já eram pequenas máquinas de matar. Comiam os outros ovos e, às vezes, filhotes mais fracos de Orodromaeus. Este facto acontece nos nossos dias com certas espécies de aves .

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