Os Sacerdotes não pregavam os dogmas religiosos entre a população e os templos não eram lugares de culto público ,sendo o acesso a eles reservado ao clero. O culto ao Deus era realizado três vezes ao dia : ao amanhecer, ao meio dia e ao anoitecer. O Faraó ou o Sumo Sacerdote , por sua delegação, quebrava o selo da capela e abria o armário sagrado onde se encontrava a imagem mais sagrada do Deus , iniciando-se o ritual de a alimentar,lavar, vestir. pintar e adornar com jóias , como se fosse um ser vivo. É isto que podemos observar abaixo, na pintura de um papiro que passamos a descrever: O Sacerdote, com a máscara de Deus chacal Anúbis , segura a múmia enquanto , do outro lado,um outro vestindo a pele de leopardo e acolitado por mais dois , realizam os rituais atrás citados.
Os Sacerdotes Puros , antes de iniciarem o serviço diário, deviam banhar-se em água fria do Nilo e depilar cuidadosamente todo o corpo para evitar transportar os piolhos para o templo. Como se pode ver na foto de uma estela em madeira estucada e pintada , o sacerdote músico apresenta a cabeça rapada.
Como já referimos os templos não eram locais de livre acesso público pois o povo não era digno de ter contacto directo com a divindade. As procissões, quando a barca com o sacrário era carregada aos ombros dos sacerdotes puros , constituíam o único momento em que a população poderia admirar a imagem da divindade. Em geral os templos tinham como acesso a avenida processional ladeada de esfinges,com cabeças humanas ou de carneiros, tendo junto ao peito a imagem do faraó construtor.Na entrada do templo sobressaíam duas altas torres, de paredes inclinadas . Passadas estas chegava-se a um pátio aberto, cercado de colunas, cujo formato era inspirado em motivos vegetais como feixes de papiros e flores de lótus , claramente visíveis nos capiteis. Desse pátio passava-se a uma sala de colunas , totalmente coberta que dava acesso ao santuário principal do templo. Os templos compreendiam áreas contíguas com um lago sagrado usado nos rituais, casas dos servos do Deus , oficinas de artistas e artesãos , escritórios dos escribas e dos mordomos, celeiros ,etc, tudo isto cercado por uma muralha , fazendo do templo e anexos uma cidade autêntica. Os templos que, como já tinhamos dito, eram detentores de vastas propriedades onde trabalhavam agricultores e pastores, garantiam assim os víveres necessários para a sobrevivência de todo o pessoal. Os alimentos (carnes,leite,cerveja, vinho, pão diverso,óleo, fruta, legumes,vestuário ,etc)eram dados como ofertas que depois de consagradas nos altares laterais do templo iam para as dispensas para posterior distribuição pelos servos do Deus num processo chamado "reversão das oferendas".Estes celeiros eram tão grandes que podiam alimentar anualmente cerca de 30000 pessoas.


já existiam rotas, caminhos e trilhos pela Europa e Ásia , foram os romanos que os organizaram como rede viária coerente , interligando itinerários principais com secundários ,aperfeiçoando a sua construção e sinalização. No início ,o sistema foi desenhado com fins políticos e militares para manter um controlo sobre as zonas conquistadas. Legionários, funcionários, comerciantes ou populações locais usavam estas vias, normalmente empedradas que vertebravam todo o Império Romano, já que este necessitava de todo o tipo de matéria prima e produtos já elaborados. A construção das estradas era supervisionada por um director ( curator viarium ) que delegava no architectus (arquitecto) a sua execução. Este, por sua vez ,tinha sob as suas ordens um agrimensor e um nivelador (actuais topógrafos) cuja função era traçar estradas o mais planas e rectilíneas possível. Em tempo de paz eram os legionários que as iam construindo, pois os salários pagos não eram assim considerados um desperdício, daí que as Legiões tivessem os seus próprios agrimensores e niveladores. Em tempo de guerra eram usados escravos, presos de delitos comuns, criminosos e prisioneiros de guerra. Normalmente calcetadas( glareae stratae ), possuíam escoamento de águas pluviais e marcos miliários para marcar a distância percorrida de 1.000 passos (1.478 metros). Estes marcos podiam conter o nome e títulos do imperador que havia autorizado a construção, a data do início da construção ou o nome dos construtores (evergetas), ou ainda outras informações consideradas importantes . Eram de forma e tamanho variáveis ,normalente cilíndricos, como se vê na foto seguinte. Por vezes havia marcos mais pequenos indicando a meia milha.








(vista parcial da sacristia,com o lavatório e porta de acesso ao interior da igreja).


