26.7.09

CASTELO DE PENEDONO

Este castelo roqueiro é uma soberba obra de arte com torres bem lançadas numa base de penedos encavalitados e construído mais como residência do que como fortaleza aproveitando, no entanto, as fundações e silharias de anteriores fortificações. Não se sabe ao certo a data do nascimento do povoado onde se insere ,nem a origem do nome , possivelmente islamita , pois a única documentação conhecida data do sec X. Um documento redigido e firmado no ano 960 aponta para o facto deste castelo ter sido mandado restaurar por Rodrigo Teodoniz que o deixou, por testamento, a sua filha Chamoa tendo esta, mais tarde, doado este e outro castelo à ordem religiosa fundada por sua tia materna Mumadona . Passa-se isto no período da reconquista cristã da Península Ibérica , com as fronteiras sempre a variar , vilas e povoados perdidos e reconquistados, arrasamentos , destruições , batalhas e mortes, numa lenta progressão para sul dos cristãos . Desta forma, o castelo mudou de mãos várias vezes até a reconquista final pelo rei de Leão , Fernando Magno. D. Sancho I de Portugal, o rei povoador, para além de incentivar a fixação de gentes manda restaurar os castelos de Numão,Penedono,Longroiva , Marialva, Trancoso, Pinhel, Guarda e outros, para manter o Reino de Portugal independente dos de Leão e Castela., principalmente deste último. A vila de Penedono gozou os privilégios das cartas forais de D. Sancho I, em 1195, e de D. Afonso II em 1217. A guerra da independência entre Portugal e Castela , provocada pela morte de D. Fernando , já que a sua filha D: Beatriz era casada com o Rei de Castela , leva a que o alcaide do castelo,Gonçalo Vasques Coutinho, combata ao lado do Mestre de Avis pela causa de D. João I como rei de Portugal.

A planta do castelo é triangular com lados recurvados para fora.Na parede sul elevam-se dois finos torreões com ameias ressaltadas funcionando como reforços da porta principal. Esta, por sua vez, é encimada por um arco que liga as duas torres. Na parte traseira do castelo ,dois outros fortes torreões completam este conjunto. De modestas dimensões o seu interior é rico em sinais de pavimentos, amplas janelas quadradas com bancos laterais em cantaria e uma cisterna elevada .



20.7.09

PIRILAMPOS

O pirilampo é um insecto da família coleóptera da qual existem cerca de 2.000 espécies conhecidas . A sua característica mais observável é a bioluminiscência, melhor dizendo, a emissão de luz própria de tipo fosforescente, visível a grande distância na escuridão. É uma luz fria , por oposição á luz quente de uma lâmpada onde há libertação de luz e calor. Numa lâmpada a energia consumida é 1o% luminosa e 90 % calórica, enquanto no pirilampo 99% da energia libertada é luminosa. Esta luz é devida a uma sustância denominada luceferina que, em contacto com o ar ou com a água, produz oxiluceferina e uma luz amarela esverdeada. Alguns cientistas pensam que na espécie primitiva , de onde derivaram todas as outras , só as larvas possuíam esta luminiscência como sinal de aviso para os predadores as não comerem por serem tóxicas. Com a evolução, algumas espécies passaram também a ter esta luminosidade na fase de insecto adulto , na zona inferior do abdómen. De espécie para espécie varia a cor da luminosidade, bem como o fluxo luminoso que pode ser contínuo ou em alternância com pausas de escuridão. A frequência das emissões luminosas também varia com a espécie. Assim os machos voadores da espécie Photinus green mostram clarões duplos a cada 3 segundos , enquanto a espécie Photinus ignius tem os relâmpagos a cada 5 segundos. Também a espécie Pyractomena angulata pisca com uma luminosidade alaranjada diferente da vulgar amarelo esverdeada. Estes diferentes sinais dos machos voadores, alertam as fêmeas poisadas nas ervas para um possível acasalamento, mas estas só respondem se a frequência do sinal luminoso emitido pelo macho corresponder ao padrão da sua espécie. O mais curioso é que uma fêmea pode manter esta "conversa luminosa "com vários machos simultaneamente até se decidir por um que ache seja o melhor para fecundar os seus ovos. Os cientistas ainda não descobriram como as fêmeas fazem essa escolha. Em Portugal o período de acasalamento decorre de Maio a Agosto de acordo com a temperatura e a humidade do ar. O único centro português de estudo dos pirilampos situa-se no Parque Biológico de Gaia .

Terminaremos dizendo que este fenómeno da bioluminiscência não é exclusivo dos pirilampos pois também aparece em algas, crustáceos , mexilhões e peixes. e os japoneses já o introduziram em vertebrados geneticamente modificados.

19.7.09

HISTÓRIA DO RELÓGIO

Desde muito cedo que o Homem teve a necessidade de contar o tempo, primeiro a sequência do dia e da noite , depois a das fases da Lua , talvez a das marés e, mais tarde, a sequência das estações do ano. Terão decorrido 6.000 anos para o Homem se aperceber da passagem das horas . Estas eram contadas com o auxílio da sombra de uma vara , de um obelisco, isto é, de um relógio de sol rudimentar que acabou por evoluir para os que , embora antigos, hoje conhecemos e que mostramos de seguida. Seguiu-se o relógio de água constituído por um vaso cheio com água que se ia escoando devido a um pequeno orifício. Nas paredes do vaso estavam marcados traços indicadores do nível da água e correspondentes á passagem das horas. Este aparelho chamava-se clépsidra e difundiu-se por toda a Europa até ao sec XVI, sendo o mais exacto medidor do tempo na ausência de sol. A clépsidra mais antiga que foi encontrada em KarmaK data do reinado de Amenhotep III. Na China ,o astrónomo Y Hang inventou a clépsidra que mostrava a passagem do tempo através de um ponteiro embora a primasia do invento seja atribuída a Arquimedes. A medição do tempo neste aparelho era feita por intermédio de uma boia que elevava consigo uma barra dentada e esta, por sua vez, movia um ponteiro indicador das horas. Também eram usados as ampulhetas de fina areia e os relógios de fogo, estes sob diversas formas, como velas marcadas que se iam consumindo, ou cordas com nós que iam ardendo. Foram os povos do antigo Egipto e Mesopotâmia que dividiram o dia em 24 horas tendo construído os primeiros obliscos (gnomons) que colocados em locais estratégicos projectavam no terreno uma sombra móvel ao longo do dia, criando desta forma uma espécie de quadrante onde eram lidas as horas. Os relógios mecânicos de pesos surgem só no século XIV, aperfeiçoados depois no sec. XVI com a utilização do pêndulo de Galileu. Do sec XVII ao sec XIX introduziram-se mais melhorias nos mecanismos anteriores por forma a obter maior precisão. O relógio de bolso, como o que a seguir se mostra ,surge no séc XVIII , para no princípio do sec XX aparecer o de pulso e no final do século os de quartzo e os atómicos.Mas voltemos um pouco atrás :a medição mecânica do tempo teve origem nos conventos onde havia necessidade de regular o tempo de oração com o de trabalho. Os primeiros relógios mecânicos não mostravam as horas num quadrante ,limitando-se a tocar uma sineta a espaços regulares. Eram máquinas movidas por pesos e situavam-se na cela do monge guardião do relógio. Quando este monge ouvia a sineta tocar, dirigia-se ao sino da torre e fazia neste os toques para as diferentes orações diárias. Mais tarde, ao fazerem-se relógios maiores, estes foram montados nas torres fazendo soar os sinos, dispensando assim o monge guardião do tempo.Estes mecanismos chegaram a ser movidos por pesos de várias dezenas de quilos , o que obrigava a um enorme esforço físico para os elevar diariamente. Até se chegar ao relógio que mostrava as horas com um ponteiro num quadrante, muito teve que evoluir o relógio de soar. Damos como exemplo o sistema de escape que interrompe regularmente a queda dos pesos , como um interruptor que alternadamente trava e solta a força da máquina. Todavia,se a roda de escape girasse livremente , o peso desceria todo de uma só vez desenrolando toda a "corda" e os ponteiros girariam também muito rapidamente. Foi por isso inventado um regulador constante que cadencia o movimento da roda de escape. Esse regulador é a âncora que ligada a um pêndulo vai libertando, a espaços de tempo precisos, uma roda de escape dentada que, por sua vez, movimenta toda uma engrenagem de rodas dentadas e diferenciais ligados ao ponteiro das horas e ao dos minutos. A aplicação do pêndulo fez reduzir um erro diário de 15 minutos para10 segundos. Mais tarde o mecanismo de pesos foi substituído por uma cinta de aço que tinha a mesma função mas que permitia a redução do tamanho das máquinas , até que se chegou ao relógio de bolso, onde não há pêndulo, ou melhor, há um balanceiro que o substitui e que provoca o conhecido tic-tac.. No relógio de quartzo criado ,em 1928, por dois americanos e que se atrasava apenas um segundo a cada dez anos o seu funcionamento pode ser assim resumido: uma pilha fornece energia eléctrica a um circuito electrónico. Este circuito faz com que um cristal de quartzo, talhado de forma precisa, vibre 32.768 vezes por segundo . O circuito detecta esta vibração e transforma-a numa corrente eléctrica alternada de 1 hertz. ( equivale ao balanceiro mecânico)Esta corrente alimenta um pequeno motor e as rodas dentadas que estão ligadas aos ponteiros. Nas novas versões os ponteiros foram substituídos por algarismos de cristais líquidos. Criado como dissemos , em 1928 , só teve uso generalizado a partir de 1970. No que respeita ao relógio atómico o seu funcionamente é parecido ao anterior utilizando a frequência de oscilação da energia de um átomo. Como um pêndulo de relógio ,o átomo pode ser estimulado externamente por micro-ondas e ondas electromagnéticas, utilizando-se normalmente um isótopo do átomo de um elemento chamado Césio -133. Este tipo de átomo oscila 9.192.631.770 vezes por segundo. Desta forma , o Sistema Internacional de Unidades de Pesos e Medidas equiparou um segundo a 9.192.631.770 ciclos de radiação entre dois niveis de energia de um átomo de Césio133. Claro que alguns relógios atómicos podem usar como oscilação os átomos de Hidrogénio ou os de Rubídio. Considerado como o supra sumo da precisão mesmo assim atrasa um segundo a cada 65.ooo anos , ou seja atrasa 0,0000153 do segundo por ano. O primeiro relógio atómico foi construído nos Estados Unidos em 1949. Portugal também possui um relógio deste tipo no Observatório Nacional da Ajuda , em Lisboa, cuja variação ou êrro permitido é de 0,000.000.001 segundo por dia ou seja um bilionésimo de segundo por cada 24 horas.


( Relógio Atómico digital trabalhando com átomo de césio )

14.7.09

A GUERRA DAS CORRENTES ELECTRICAS

Foi em meados do século XIX que na América se teve a ideia de utilizar a electricidade para substituir a energia do vapor nas fábricas e o gás na iluminação das casas. Em breve surgiria também a dúvida se usar a corrente contínua de Edison ou a corrente alternada de Tesla.

Podemos dizer que a história da electricidade começa muito antes quando, em 1570 , William Gilbert demonstra a existência de forças atractivas e repulsivas do magnetismo e sugere que a Terra é um enorme íman. Stephen Gray, em 1729, consegue transmitir cargas eléctricas através de um condutor e em 1800 , Alexandre Volta inventa a pilha , a primeira fonte de corrente contínua funcional. O dínamo é inventado por Thomas Alva Edison em 1882, pondo em funcionamento a primeira central de distribuição de corrente contínua de Nova York para iluminação das habitações.A ideia de Edison foi bem acolhida pelos norte americanos já que o cientista gozava de certa popularidade devido aos seus anteriores inventos mas em breve começaram a surgir problemas: a energia fluía num só sentido e os cabos muitas vezes derretiam com a passagem da corrente, bem como não era possível transportá-la a mais de 2 kms o que obrigava a montar geradores por toda a cidade. Outro inconveniente resultava do facto da corrente contínua não poder alterar a sua voltagem o que obrigava a montagem de linhas separadas para a iluminação e para a indústria.. Dado os factos apontados, o céu de Nova York parecia uma gigantesca teia de aranha tantos eram os cabos transportadores de energia mas pior que isso era a segurança das pessoas . Durante o ciclone de 1888 os cabos partiram e caíram nas ruas matando mais de 400 pessoas e ateando incêndios.

Entretanto chegara a Nova York um jovem sérvio de nome Nikola Tesla que tinha muitas ideias para melhorar o sistema eléctrico da cidade . Edison aceitou-o como técnico e ofereceu-lhe um prémio de 50.000 dólares se conseguisse melhorar o sistema. mas ,pouco tempo passado , começaram os conflitos pois Edison tinha apenas conhecimentos dados pela experimentação, enquanto Tesla possuía uma sólida formação em matemática, mecânica ,física e engenharia sendo capaz de resolver problemas técnicos sem recorrer ao método experimental , o que irritava Edison. Quando um ano após o seu trabalho Tesla afirmou ter a solução para o transporte da energia Edison não acreditou e até desdenhou da solução recusando o pagamento do prémio. O que Tesla tinha inventado era um sistema de corrente alternada que era transportada em alta voltagem e sem perdas a grandes distâncias e que ,por meio de transformadores ,podia diminuir a voltagem no destino, consoante as necessidades .Zangado com Edison, Tesla demitiu-se passando a trabalhar para Western Union Company que o apoiou economicamente na investigação e construção de um grande alternador. Começa então uma guerra entre os dois sistemas eléctricos que durou uma década e que opunha a General Electric (Edison) á Westinghouse Corporation onde trabalhava Tesla.

Com o intuito de manter o monopólio da distribuição , Edison inicia uma campanha de difamação da corrente alternada cobrindo a cidade de cartazes que advertiam para o perigo da corrente alterna, chegando ao cúmulo de electrocutar em público cavalos e porcos para provar a sua perigosidade. Esta guerra só terminou com a Exposição Universal de Chicago, em 1893, na qual participaram 19 países e contou com 27 milhões de visitantes. Os dois sistemas foram testados, tendo-se concluído que o sistema de Tesla para além de ficar por metade do preço, não necessitava de tantos cabos e conseguia alimentar cem mil lâmpadas incandescentes sem quebra de potência , o que não aconteceu com o de Edison que ao ligar o sistema fez baixar a intensidade luminosa da cidade. Perante tal resultado ,as pessoas passaram a aceitar a corrente alterna e a cidade de Búfalo foi a primeira a ser iluminada por corrente alterna que era produzida a 32 Kms numa central hidroeléctrica das cataratas do Niagara. A corrente contínua não desapareceu por completo das cidades de todo o mundo, onde ainda é usada em transportes colectivos e outras pequenas aplicações específicas , na maioria das vezes a partir da corrente alterna rectificada

2.7.09

ESTILO GÓTICO

A passagem do estilo românico de catedrais sólidas e escuras do século VIII para o estilo gótico de linhas leves e de grande luminosidade, não está ainda bem explicada. Sabe-se que as ideias de arquitectura sólida e desprovida de ornamentos , defendida até então pelas ordens religiosas, foram contrariadas pela Ordem de Cister no início do século XII. Os cistercienses opinavam que as igrejas deveriam ser templos de luz , já que esta estava intimamente ligada com a divindade.O abade de Saints Denis aplicou esta teoria na construção da sua basílica, começando assim o estilo gótico que rapidamente se espalhou por toda a Europa. A casa de Deus, como já referimos, deveria ser o templo de luz e, para tal, era necessário aligeirar as paredes e abrir-lhes janelas com vitrais coloridos o que só era realizável com abóbadas de arcos cruzados, arcosbotantes e arcos em ogiva. Se no início, para este tipo de arquitectura , só os monges tinham os conhecimentos necessários, em breve apareceriam os mestres de obra e os operários especializados como pedreiros, ferreiros, carpinteiros, vidreiros e outros que ,agrupados em diferentes grémios , trabalhavam como uma só equipa . Mas este tema pode ser abordado por outro ângulo : o termo catedral vem do latim cathedra que quer dizer cadeira ou trono de quem ensina, tendo sido depois aplicado ás sedes episcopais ,no tempo de Carlos Magno. Com a morte deste imperador, o poder político fragmenta-se, passando do rei para a nobreza. Esta aumenta a sua força refugiando-se nos seus castelos em detrimento das cidades, não havendo neles espaço para construir catedrais. No sec XII, o crescimento espetacular da agricultura , ensinada pelas ordens de Cluny e Cister, criou excedentes e abriu portas ao comércio e ao renascimento de grandes cidades. Os bispos abandonam os castelos dos senhores feudais que os protegiam e regressam aos núcleos urbanos , onde as catedrais voltam a ter sentido. O financiamento para as novas catedrais pertencia aos bispados que, para além de fundos próprios, contava com o patrocínio dos monarcas , dos donativos dos peregrinos e dos grémios dos operários , no fundo toda a gente contribuía . Para além das funções religiosas, a catedral pretendia ser a casa de todos: as naves laterais serviriam de lugar de reunião, de sala de aula para os estudantes e de dormitório para os peregrinos . O interesse era tanto que as cidades rivalizavam entre si para construir a melhor catedral. .Também os incêndios, saques e guerras que tinham levado á destruição das velhas catedrais eram incentivo á construção de novas igrejas. Mal sabiam porém os operários dos séculos XII e XIII que construiram essas catedrais da Europa Central que, dois ou três séculos depois, a sua obra seria repudiada por uma nova sociedade e os grandes edifícios , pagos pela piedade da gente humilde, ficariam fechados, escuros e silenciosos, inúteis para a prática religiosa. Tal aconteceu com as reformas Luterana e Calvinista que se opunham ao catolicismo e ao culto e veneração de imagens, de relíquias , de procissões, isto é, a qualquer tipo de manifestação externa que impedisse uma religiosidade individual e íntima. Hoje esses templos , nos países de religião protestante , são usados como escolas ou mantidos como monumentos histórico-artísticos para turista visitar. O esquema das catedrais góticas pouco difere do das anteriores ,como se pode ver pela figura ao lado: mantém a forma de cruz com a nave (9), os transeptos (7) e o coro (4). A nave central era circundada por naves laterais (10) e na faixa horizontal dos transeptos encontrava-se o cruzeiro (6). O deambulatório (2) dava acesso ás capelas radiais (1) e servia para procissões interiores dos peregrinos .No fundo da nave situava-se a fachada da entrada ricamente cinzelada (11) Os alicerces destas catedrais tinham oito a nove metros de profundidade e eram constituídos por camadas de pedras ligadas por argamassa á base de areia ,cal e água.. Quanto aos andaimes eram simples pranchas o que constituía perigo de vida para os operários quando as paredes atingiam razoável altura. O telhado era colocado antes da construção das abóbadas e servia de apoio á rudimentar maquinaria de roldanas usada para içar a pedra para essas abóbadas. Com o telhado pronto , as pedras talhadas que formariam as nervuras dos arcos eram colocadas sobre cimbros de madeira e firmadas pelos pedreiros com argamassa. Entre os cimbros eram instaladas tábuas de madeira que serviam de cofragem ás pedras, durante o processo de secagem da argamassa. Quando esta estava seca aplicava-se nova camada de argamassa com 10 cm de espessura, e quando esta também estava seca eram retiradas as madeiras de cofragem e os cimbros (moldes curvos de madeira).
(construção dos alicerces e do telhado como se explicou no texto)
Os arcosbotantes (ver esquema acima) serviam de amparo ás altas e finas paredes da nave da catedral. Terminaremos este curto apontamento com a foto de uma gárgula, que mais não era que uma boca de escoamento de águas pluviais , e ainda a fotografia de uma fachada.

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