6.6.08

MARÉS NEGRAS

Como se não chegassem as catástrofes naturais, sob a forma de terramotos, tsunamis, incêndios florestais, inundações, secas, etc, o Homem, com a sua imprudência, provoca outras bem mais graves. Neste blog, já nos referimos á poluição dos mares pelos plásticos, em postagem de 25-3-2008; hoje abordaremos o caso da poluição dos mares com hidrocarbonetos (petróleo e afins) dando origem ás tristemente célebres marés negras que afetaram gravemente fauna e flora marinhas e produziram doenças respiratórias nos trabalhadores e voluntários encarregados de as combater. Infelizmente, não são só os acidentes com os navios petroleiros a causar marés negras pois refinarias e plataformas de exploração petrolífera têm a sua quota-parte nestas marés negras.


Em 24 de Março de 1989, o petroleiro Exxon Valdez, propriedade da empresa americana Mobil, embateu em rochas da baia de Prince, no Alasca, por razões pouco esclarecidas. Devido ao acidente, o barco derramou 40.000 toneladas de crude nesses mares gélidos,com consequências gravosas para os bancos pesqueiros e outra fauna marinha. Êrro humano, negligência grosseira, tripulação não qualificada, levaram a que a Mobil tivesse que pagar multas milionárias. O caso teve uma repercussão insólita em todo o mundo, criando uma grande sensibilidade na opinião pública. Os Estados Unidos aprovaram uma lei que regularia, daí em diante, o transporte marítimo de crude, com consequências negativas para o resto dos países. Esta lei dava um prazo muito curto aos armadores para modificar os navios cisternas, já que só permitia a entrada em portos americanos a navios de duplo casco., além de obrigar a seguros muito mais caros. A Lei, OPA 90,prejudicou imenso as companhias transportadoras do resto do mundo que só podiam operar com os barcos monocasco em rotas diferentes das habituais, mais distantes e ,a maior parte das vezes ,com bandeira de conveniência . Mesmo depois de aprovada a OPA 90, vários foram os acidentes e marés negras que ocorreram por todo o lado. Perto de nós, mais propriamente na Galiza, em 1992, o petroleiro de bandeira Grega ANGEAU SEA, em pleno temporal, iniciou uma arriscada manobra para entrar nos pantanais da Repsol. O barco partiu-se em dois,derramando 70.000 ton. de crude.O último acidente que, por sorte, não atingiu a costa portuguesa, deu-se a 18 de Novembro de 2002, com o petroleiro PRESTIGE. Um temporal abriu um rombo de 40 metros no casco ,por onde ia perdendo o fuel que transportava. O comandante pediu autorização para aportar a La Corunha, pedido que foi negado pelas autoridades espanholas que rebocaram o barco para mar aberto. Depois de várias horas de reboque, o Prestige partiu-se em dois e afundou a 133 milhas do cabo Finisterra. Foram para o mar 77.000 toneladas de fuel. O vento e as correntes marinhas levaram o produto para a zona de Espanha que teve 900 Kms de linha costeira afetada pelo viscoso fuel, mais contaminante que o crude. Bancos de pesca e viveiros de marisco foram totalmente destruídos ; as zonas turísticas impraticáveis e milhares de pesoas intoxicadas. Por sorte, o vento que soprava para norte, impediu que a maré negra chegasse á zona costeira de Portugal.

1 comentário:

Anónimo disse...

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